29 de agosto de 2018

FLASHES E BRILHOS

Após sabatina com Bolsonaro, Renata Vasconcellos é atacada na web

Jornalista teve embate com candidato por conta de questão sobre salário de mulheres

A jornalista e apresentadora Renata Vasconcellos teve o Instagram atacado por apoiadores do candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, após sabatina no Jornal Nacional da terça-feira (28). Durante o programa, houve um embate entre Renata e Bolsonaro por conta da questão da diferença salarial entre mulheres e homens.

A jornalista questionou o candidato sobre o que ele faria para combater a desigualdade salarial entre os sexos. Bolsonaro afirmou na resposta que ela provavelmente ganhava menos do que William Bonner, seu colega de bancada. Renata pediu licença e interrompeu então o candidato. “O senhor é um funcionário público, deputado há 27 anos, e eu, como contribuinte, ajudo a pagar o seu salário. O meu salário não diz respeito a ninguém. E eu posso garantir ao senhor, como mulher, que eu jamais aceitaria receber um salário menor que o de um homem que exercesse as mesmas funções e atribuições que eu”.

Depois do programa, a última foto postada por Renata no Instagram, há 3 dias, recebeu uma enxurrada de comentários – mais de 33 mil até o momento. Os que têm mais destaque e curtidas são de apoiadores de Bolsonaro atacando a jornalista. “Chora não, Renata, pede um aumento agora já que você acha que vai equiparar salários”, escreveu uma internauta. “Foi mal educada, grossa e claramente ansiosa”, criticou outra. “Chupa, sua ridícula. Quem paga seus salários somos nós”, afirmou outro.

Apesar de várias críticas, Renata também recebeu comentários elogiosos. “Renata, você é um ícone e tenha certeza que você representou a grande maioria das mulheres”, escreveu uma internauta. “Parabéns por toda sua desenvoltura ontem e por ser uma profissional excelente! O Brasil precisa de pessoas inteligentes e que sabem se comportar em qualquer situação. Você representou as mulheres que correm atrás do seu espaço no mercado de trabalho”, postou outra. “Força, Renata@ Você apenas fez o seu papel como jornalista”, comentou um leitor.

Vale lembrar que embora ambos sejam apresentadores do JN, Bonner é também o editor-chefe do programa. Renata, além de âncora, é editora executiva.

Coluna Versátil News

Como criar minifiguras baseadas em seu rosto com Gboard

TechTudo

O teclado Gboard, do Google, permite ao usuário criar minifiguras baseadas em seu rosto. Para isso, o software utiliza a câmera presente no celular Android ou iPhone (iOS), com o objetivo de capturar as características físicas da pessoa – cor dos olhos, pelos faciais e formato do rosto. Os stickers personalizados são enviados via WhatsApp, Messenger e redes sociais.

No tutorial a seguir, aprenda a criar figurinhas com o seu rosto no Gboard. O procedimento foi realizado em um iPhone 8 com iOS 12, mas as dicas valem para a versão do teclado para Android. É necessário ter a última versão do aplicativo instalada no celular – confira como atualizar os apps.

Passo 1. Abra um aplicativo qualquer, como o WhatsApp, e toque sobre um campo de texto para exibir o Gboard. Em seguida, vá no ícone de emojis, no canto inferior esquerdo, e pressione o botão de figurinhas – à esquerda de “GIF”. Na fileira de botões logo acima, escolha a última opção.

Teclado Gboard oferece menu com figurinhas (Foto: Reprodução/Helito Bijora)

Teclado Gboard oferece menu com figurinhas (Foto: Reprodução/Helito Bijora)

Coluna Versátil News

Brasil tem mais de 208,5 milhões de habitantes, diz IBGE

  • Dario Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo

    São Paulo é o estado mais populoso do Brasil com 45,5 milhões de habitantes

    São Paulo é o estado mais populoso do Brasil com 45,5 milhões de habitantes

UOL

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira (29) a nova estimativa da população brasileira. Segundo o instituto, o país conta em 2018 com mais de 208,5 milhões de habitantes. O número é 0,4% superior aos 207,6 milhões registrados no ano passado. O número atualizado é de 208.494.900.

As 26 capitais do país e o Distrito Federal, juntos, abrigam 49,7 milhões de habitantes. O número representa 23,8% do total da população do país. Inclusive, as 12 cidades mais populosas do Brasil são capitais. São elas, na sequência:

  1. São Paulo – 12,2 milhões
  2. Rio de Janeiro – 6,7 milhões
  3. Brasília – 3 milhões
  4. Salvador – 2,9 milhões
  5. Fortaleza – 2,6 milhões
  6. Belo Horizonte – 2,5 milhões
  7. Manaus – 2,1 milhões
  8. Curitiba – 1,9 milhão
  9. Recife – 1,6 milhão
  10. Goiânia- 1,5 milhão
  11. Belém- 1,5 milhão
  12. Porto Alegre – 1,5 milhão
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IV Mostra Artístico Cultural do SESI lota Teatro Municipal de Mossoró

O Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, em Mossoró, foi palco de mais um evento socioeducativo e cultural, promovido pelo Serviço Social da Indústria – SESI/Mossoró. Com o tema “Saúde Mental: um desafio para todos”, aliando saúde e arte, a IV Mostra Artístico-Cultural – MAC, contou com público de aproximadamente 800 pessoas, na última quinta-feira, 23, na cidade.

Produzido pelos alunos da Educação Básica e Educação Profissional – EBEP, o projeto abordou diversos tipos de transtornos de saúde mental como a depressão, ansiedade generalizada e crise do pânico, bipolar, alimentar e espectro da esquizofrenia, buscando sensibilizar os alunos sobre os vários tipos de transtorno mental e discutir sobre a inclusão social na sociedade.

A quarta edição do evento contou a presença do diretor do CET Ítalo Bologna, Francisco Moreira Maia, e do analista de negócios e palestrante do Instituto Euvaldo Lodi – IEL-RN, Lucas Paiva. O gerente do SESI/Mossoró, Denilson Santana, foi o responsável pelo pronunciamento em nome da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte – FIERN. Logo após, quem subiu ao palco foi o professor, cantor, músico e compositor Paulo Aires para o show musical com participação da aluna Emanuelly Morais. No repertório, composições de Michael Jackson, como “Ben e Human Nature”, além da canção “A Paz”, uma versão de “Heal The World”.

De acordo com a supervisora pedagógica Iadja Linhares, a presença da população mossoroense na MAC demonstra interesse da sociedade em assuntos considerados delicados, como o tema deste ano. “Este projeto aponta temáticas que nos permite novas reflexões sobre assuntos que a sociedade costuma esconder e/ou ignorar, e é por meio da arte que nossos alunos do SESI apresentam os diversos transtornos de maneira sutil, delicada e verdadeira”, afirmou.

Através de algumas linguagens artísticas, como a dança, música, recitação e performances, os grupos teatrais emocionaram o público com os espetáculos que retrataram a vida e a dor de personalidades do mundo da fama. No cenário, efeitos de luzes, projeção visual, adaptações sonoras, cinemas, vídeos, fogos de artifícios, chuva de confetes e elementos ilustrativos deram vida às obras literárias da Mostra Artístico-Cultural, exibidas no espaço cultural.

Quem também aproveitou o aprendizado foi à aluna Ana Stella, que participa pela primeira vez do evento. “A Mac traz diversos fatores que contribuem em nosso cotidiano enquanto estudante, que varia desde o social ao educativo, nos permitindo a integração entre os colegas, o exercício da administração financeira e do tempo e a responsabilidade, além do aprendizado teórico e prático sobre o assunto abordado”, disse.

“O projeto me ajudou a atender as pessoas que passam por lutas diárias, com esses transtornos de ansiedade e crise do pânico, além de me sensibilizar ao saber que existem pessoas que passam por isso”, complementou o estudante Filipi Henrrique Freitas.

Além de proporcionar aos alunos o aprendizado, a MAC desperta também o espírito de compreensão, sensibilidade, responsabilidade e empatia, e aposta consecutivamente três anos com os assuntos abordados para temas de redações no Exame Nacional de Ensino Médio – ENEM.

“Problemas sociais tratados como esses da MAC são temas bastante comuns dentro do ENEM, oportunizando os alunos a apresentarem alguma solução. Projetos como a MAC fortificam os alunos em temas sociais, filosóficos, sociológicos, melhorando como cidadãos e futuros profissionais para o mercado de trabalho”, destacou o professor de física, Leonardo Garcia.

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Supremo julga nesta quinta se pais podem educar filhos em casa

Há sete anos, a dona de casa Sharol Werneck Gomes educa os filhos, que hoje têm 10 e 8 anos, em casa A experiência começou com a filha que, quando tinha 4 anos e meio, foi alfabetizada em casa. “Eu optei, em princípio, porque achei interessante ter essa opção de educar meus filhos em casa”, conta. A filha chegou a ir para a escola, mas a experiência não foi boa, o que fez com que Sharol tivesse mais certeza do caminho escolhido inicialmente.

“A professora gritava muito na sala de aula. Como estava adiantada, minha filha foi colocada como monitora, trouxe um peso sobre ela, que não tinha maturidade para lidar com essa situação. Então, ela ficou bem desgastada. E a professora ainda colocou para ajudar coleguinhas, que implicavam muito com ela. Era bem ruim, ela chorava todos os dias”, diz.

O filho, mais novo, nem chegou a frequentar as salas de aula. Sharol, que não passou por nenhuma capacitação formal para dar aulas, diz que está constantemente pesquisando e lendo sobre os melhores métodos. “Eu pesquiso a base curricular para saber mais ou menos o que preciso ensinar, uso como um norte, mas não fico presa a ela não”. Atualmente, ela e o marido coordenam um grupo de apoio para educação familiar em Cascavel (PR), do qual participam 30 famílias.

O número de famílias que optam pela educação em casa, prática conhecida como homeschooling, cresce a cada ano no Brasil, de acordo com Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned). Em 2018 chegou a 7,5 mil famílias, mais que o dobro das 3,2 mil famílias identificadas em 2016. A estimativa é de que hoje 15 mil crianças recebam educação domiciliar.

O homeschooling, no entanto, não é regulamentado no país. Um julgamento marcado para esta semana no Supremo Tribunal Federal (STF) deve trazer à tona uma longa disputa entre pais que desejam educar seus filhos em casa e o Poder Público, que diz que a Constituição obriga a matrícula e a frequência das crianças em uma escola.

Desde 2015 o assunto aguarda julgamento pelo Supremo, que deve definir um entendimento único para todos os casos desse tipo que tramitam na Justiça brasileira, estabelecendo o que o tribunal chama de tese de repercussão geral.

Ação

O caso que será julgado em plenário e servirá de parâmetro para os demais foi levado ao Supremo pelo microempresário Moisés Dias e sua mulher, Neridiana Dias. Em 2011, o casal decidiu tirar sua filha de 11 anos da escola pública em que estudava no município de Canela (RS), a aproximadamente 110 km de Porto Alegre, e passar a educá-la por conta própria.

Eles alegaram que a metodologia da escola municipal não era adequada por misturar na mesma sala alunos de diferentes séries e idades, fugindo do que consideravam um “critério ideal de sociabilidade”. O casal disse que queria afastar sua filha de uma educação sexual antecipada por influência do convívio com colegas mais velhos.

Outro argumento foi o de que a família, por ser cristã, acredita no criacionismo – crença segundo a qual o homem foi criado por Deus à sua semelhança – e por isso “não aceita viável ou crível que os homens tenham evoluído de um macaco, como insiste a Teoria Evolucionista [de Charles Darwin]”, que é ensinada na escola.

Em resposta, a família recebeu um comunicado da Secretaria de Educação de Canela ordenando a “imediata matrícula” da menina em uma escola. O Conselho Municipal de Educação também deu parecer contra o ensino domiciliar, “por considerar que o mesmo não se encontra regulamentado no Brasil”.

O casal recorreu à Justiça, mas teve negado um mandado de segurança em primeira e segunda instâncias. Em sua sentença, o juiz Franklin de Oliveira Neto, titular da Comarca de Canela, escreveu que a escola é “ambiente de socialização essencial” e que privar uma criança do contato com as demais prejudica sua capacidade de convívio.

“O mundo não é feito de iguais”, escreveu o juiz. “Uma criança que venha a ser privada desse contato possivelmente terá dificuldades de aceitar o que lhe é diferente. Não terá tolerância com pensamentos e condutas distintos dos seus”.

O caso seguiu até chegar ao STF, onde é relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Posicionamentos contrários

Provocada, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que as normas brasileiras estabelecem que a educação deve ser oferecida gratuita e obrigatoriamente pelo Poder Público. “É muito importante destacar que a escola possibilita um aprendizado muito mais amplo que aquele que poderia ser proporcionado pelos pais, no âmbito domiciliar, por maiores que sejam os esforços envidados pela família. Isso porque ela prepara o indivíduo para situações com as quais inevitavelmente haverá de conviver fora do seio familiar, além de qualificá-lo para o trabalho”, diz a AGU.

Para a instituição, por mais diferentes que sejam os membros de uma família, nenhum núcleo familiar será capaz de propiciar à criança ou ao adolescente o convívio com tamanha diversidade cultural, como é próprio dos ambientes escolares. “Sendo assim. a escola é indispensável para o pleno exercício da cidadania”, acrescenta.

A Procuradoria-Geral da República também se manifestou, concluindo: “a utilização de instrumentos e métodos de ensino domiciliar para crianças e adolescentes em idade escolar. em substituição à educação em estabelecimentos escolares, por opção dos pais ou responsáveis, não encontra fundamento próprio na Constituição Federal”.

Há oito anos, o Conselho Nacional de Educação (CNE) emitiu um parecer orientando que as crianças e os adolescentes sejam matriculados em escolas devidamente autorizadas. O CNE também entende que a legislação vigente enfatiza “a importância da troca de experiências, do exercício da tolerância recíproca, não sob o controle dos pais, mas no convívio das salas de aula, dos corredores escolares, dos espaços de recreio, nas excursões em grupo fora da escola, na organização de atividades esportivas, literárias ou de sociabilidade, que demandam mais que os irmãos apenas, para que reproduzam a sociedade, onde a cidadania será exercida”.

Educação individualizada

Quem é a favor do homeschooling argumenta, entre outras questões, que a educação em casa garante o direito à dignidade e ao respeito, assegurando uma educação mais individualizada e, portanto, mais efetiva. “Mesmo nas melhores escolas, a educação necessariamente é provida de forma massificada, sem atentar para as necessidades específicas de cada criança e sem prover a elas as técnicas, os instrumentos e as metodologias do ensino-aprendizagem mais adequadas e qualificadas ao tempo presente”, diz a Aned.

“Estamos buscando a autonomia educacional da família, não somos antiescola, não estamos lutando contra escola, apenas somos a família buscando uma nova opção que, no nosso entender, é melhor para o nosso filho”, diz o presidente da Aned, Rick Dias. Ele conta que tirou os filhos da escola há oito anos, quando a mais velha tinha 12 anos e o mais novo, 9. Hoje, a mais velha cursa relações internacionais em uma universidade particular. “Não cremos que o Estado deva definir como devemos educar nossos filhos”.

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