16 de setembro de 2018

FLASHES E BRILHOS

O que é esquizofrenia: sintomas, diagnóstico e tratamento

Saiba tudo sobre esse transtorno psiquiátrico mais comum do que se imagina. Quais os sinais que ele apresenta? Há remédio e como tratar?

Os cientistas do final do século 19 foram buscar inspiração na língua grega arcaica para caracterizar um transtorno psiquiátrico que, até então, ficava jogado no limbo da loucura. Por meio da junção dos termos esquizo, “dividir” no idioma dos filósofos clássicos, e frenia, algo próximo de “mente”, eles deram um nome perfeito para a doença. A esquizofrenia, ou distúrbio da mente dividida, é marcada por surtos em que o mundo real acaba substituído por delírios e alucinações. O transtorno afeta 2 milhões de brasileiros, mas a falta de conhecimento sobre ele só reforça estigmas. Hora de saber tudo sobre a condição que afeta 1% da população no planeta, dos sintomas ao tratamento.

Os sintomas

Geralmente a esquizofrenia se inicia com uma simples apatia no final da adolescência e no começo da vida adulta, na faixa dos 18 aos 30 anos. Aos poucos, o indivíduo abandona as atividades rotineiras e se isola. Suas reações ficam estranhas e desajustadas – ele não esboça os sentimentos esperados diante de fatos tristes ou felizes.

Do nada, surge uma sensação de que algo está errado e alguém prejudica a sua vida. O passo seguinte é a transformação dessa inquietação nas fantasias sensoriais e nas teorias da conspiração. São as alucinações e os delírios que mencionamos antes.

Fique atento a estes sinais:

  • Dificuldades no aprendizado desde a infância
  • Apatia
  • Pouca vontade de trabalhar, estudar ou interagir com os outros
  • Não reagir diante de situações felizes ou tristes
  • Vozes que surgem na cabeça e outras alterações nos órgãos dos sentidos
  • Mania de perseguição inexplicável

O que causa esquizofrenia e como diagnosticar?

Ela é investigada há décadas, mas segue cheia de mistérios. Ainda não se sabe, por exemplo, o que acontece no cérebro desses sujeitos. “Estudos apontam que ocorre algum defeito na produção ou na ação de um neurotransmissor chamado dopamina”, conta o psiquiatra Ary Gadelha de Alencar, da Universidade Federal de São Paulo. O especialista participou de uma conferência sobre o tema no último Congresso Cérebro, Comportamento e Emoções (Brain 2018), realizado em junho na cidade gaúcha de Gramado.

Na busca por explicações mais certeiras para a doença, algumas pesquisas foram vasculhar o DNA dos pacientes à procura de mutações genéticas. Não acharam nada que fosse significativo. Levantamentos até mostraram uma relação entre infecções ao longo da gestação ou traumas no parto a um maior risco de desenvolver a esquizofrenia. Mas nenhum desses achados é considerado decisivo na gênese do problema.

Tamanha falta de informação é um dos fatores que contribuem para um terrível atraso no diagnóstico. “Há uma demora de sete anos entre os primeiros sinais e a detecção do transtorno”, calcula o psiquiatra Wagner Gattaz, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (IPq-HC).

Um flagra precoce leva a um tratamento mais efetivo e com um prognóstico favorável no longo prazo. Mas, infelizmente, essa não é a realidade na grande maioria dos casos. Ficar atento a algumas características, como uma repentina perda de vontade ou uma exagerada mania de perseguição, especialmente em jovens, é a melhor atitude para ir atrás da ajuda profissional, se necessário.

FLASHES E BRILHOS

Dia Mundial da Limpeza teve coleta de lixo na orla

Com participação de quase 2 mil voluntários e apoio da Prefeitura de Natal, a capital participou, pela primeira vez, neste sábado (15) da ação denominada “”Dia Mundial da Limpeza” com coleta de lixo em toda a orla do Município. O objetivo foi a conscientização sobre o meio ambiente e sobre a gestão compartilhada do lixo, envolvendo o Município, empresas e a população. A campanha teve integração com a Urbana, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), a Secretaria Municipal de Comunicação e outras pastas.
Principais pontos de coleta foram nas praias da orla urbana de Natal, do Forte até Ponta Negra
Principais pontos de coleta foram nas praias da orla urbana de Natal, do Forte até Ponta Negra 

Todos os dias são recolhidas, em média, 36 toneladas de resíduos sólidos nas praias de Ponta Negra, Redinha e do Meio, desde Areia Preta até o Forte, e o acumulado no mês ultrapassa mil toneladas.  De acordo com informações da Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), o custo operacional para garantir a limpeza é de R$ 560 mil mensais, ou R$ 18,6 mil por dia. Esse valor inclui mão de obra, transporte e destinação, mas os gastos durante esse período de chuva podem aumentar quando há necessidade de desobstrução de bueiros, entupimentos geralmente ocasionado pelo descarte do lixo de forma inadequada.

A maioria dos resíduos coletados são cascas de coco verde, garrafas pet e de vidro, latas e lixo orgânico recolhidos em restaurantes e quiosques. O trabalho é realizado por uma equipe de 60 garis, mobilizada diariamente para dar conta da limpeza – feita não só na areia e no calçadão, como também em ruas adjacentes próximas da orla.

Além das praias da orla natalense  da Redinha, Praia do Forte, Praia do Meio, Praia dos Artistas, Areia Preta, Via Costeira e Ponta Negra, grupos atuaram em outras partes da cidade, de forma voluntária. Em Natal, foram oito pontos de concentração para a coleta dos resíduos na orla. Participaram voluntários ligados a Organizações Não Governamentais, Associações e grupos de estudantes e profissionais organizados.

A coordenadora do evento, Nayara Azevedo, disse que a intenção é que as ações de coleta de lixo e preservação da natureza ocorram durante todo o ano.  “A nossa meta é tornar Natal a capital mais limpa do país, vamos mobilizar todos os habitantes incansavelmente, até que cada um se conscientize da importância que é manter o meio ambiente limpo, tanto para a natureza como para todos os seres vivos. E que preservar e não sujar seja um hábito de cada cidadão”, explicou a organizadora.

Em conjunto, o Setor de Manejo Ambiental e o Centro de Educação Ambiental do Parque da Cidade atuaram na organização e coordenação das atividades de limpeza com os parceiros: Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) e o Centro Estadual de Educação Profissional Professor João Faustino (CEEP), que funciona no bairro Pitimbu, em Natal, vizinho ao Parque da Cidade. Para a ação, foram reservadas três áreas prioritárias: o entorno do Parque nos bairros Cidade Nova e Pitimbu e o antigo Horto Pitimbu.

À Urbana coube os serviços de limpeza e manutenção, pintura de meio fio e coleta de lixo na área do entorno do Parque da Cidade, mais precisamente na rua que dá acesso ao Parque, em Cidade Nova e Rua Abreu e Lima, no bairro Pitimbu. Já os alunos participaram, junto com funcionários do Setor de Manejo Ambiental, da coleta de lixo recicláveis e residuais na área do antigo Horto Pitimbu.

Em todo o mundo, mais de 150 países fizeram a ação no mesmo dia, assim como 274 cidades no Brasil, incluindo Natal.

FLASHES E BRILHOS

“Momo” é mais um suposto desafio de jogos na internet ou via App

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Como ocorre?
Usuários recebem uma mensagem com pedido para iniciar uma conversa com um número desconhecido que envia perguntas e desafios. Se os usuários aceitam o contato, seu número de celular, sua foto e demais informações disponíveis no perfil do aplicativo ficam acessíveis para o administrador do perfil “da Momo”. Em seguida, os golpistas podem buscar informações e ampliar as ameaças dizendo que sabem detalhes da vida da vítima, nomes de pessoas próximas e até senha de aplicativos (muitas vezes disponíveis na própria internet em sites que agrupam vazamentos de senhas

Origem?

Não há como precisar a origem, uma vez que este tipo de caso está relacionado às milhares de “lendas” e brincadeiras que circulam pela internet. O problema é que golpistas e criminosos, com motivações variadas, se aproveitam da curiosidade ou até de brincadeira de alguns grupos online para chegar às vítimas e provocar danos concretos. A origem da imagem “assustadora” é japonesa e pertence a uma escultura de uma mulher-pássaro que foi exposta em 2016 numa galeria de arte em Ginza, distrito de Tóquio, atribuída a Keisuke Aisawa. Os números de celulares que provocam as ameaças ou disseminam os convites mudam conforme o fenômeno circula entre os países e cidades (mudam os prefixos de país e de cidade, os quatro primeiros dígitos depois do “+” no número do telefone).

Riscos?
Ainda que alguns promovam ou participem do suposto desafio por brincadeira ou curiosidade, os riscos justificam um alerta para que todos evitem e bloqueiem sem iniciar o contato. Há situações em que os desafios remetem a provocação de autolesão e que podem colocar as pessoas em risco de vida.

Os riscos envolvem:
Dar acesso a informações pessoais (foto de perfil, status, número do celular etc.);

Instalação de programas maliciosos para roubo de dados ou infecção dos aparelhos;

Ameaças de agressões e exposições on-line e off-line;

Extorsão financeira e ameaças de morte;

Provocações para desafios que podem gerar dano ou estimular autolesão;

Alguns fazem por brincadeira e outros são criminosos profissionais que se aproveitam da “moda” para aplicar golpes. Quanto mais as pessoas respondem às perguntas, mais fornecem informações para os fraudadores. Os criminosos também arriscam aleatoriamente a partir de um número estrangeiro.

O que fazer?
Por isso, é fundamental orientar crianças e adolescentes a ter cuidado ao adicionar pessoas desconhecidas e orientá-las a bloquear contatos indesejados sem enviar nada.

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