22 de setembro de 2018

FLASHES E BRILHOS

Primavera começa hoje com possibilidade de novo episódio do El Niño

No dia 23 de setembro é oficialmente declarado o início da Primavera no Hemisfério Sul, pois no Hemisfério Norte, nesse mesmo dia, inicia-se o outono (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A Primavera no Hemisfério Sul começa hoje, às 22h54, e termina no dia 21 de dezembro, às 20h22, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), as características meteorológicas da estação começaram a ser observadas alguns dias antes, com chuvas mais intensas e frequentes nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, marcando o período de transição entre a estação seca e a estação chuvosa..

Tanto o Cptec quanto o Inmet registram a possibilidade da chegada, ao fim da estação, do El Ninõ, fenômeno atmosférico oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical. O El Ninõpode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial e afetando os regimes de chuva em regiões tropicais e latitudes médias.

“Os modelos analisados mostram aumento de temperatura da superfície do mar sobre o Pacífico Equatorial para o trimestre outubro – novembro – dezembro de 2018, indicando a previsão de ocorrência do fenômeno El Niño para este trimestre, embora ainda não seja possível estimar a intensidade desse episódio”, conformea nota técnica sobre o período divulgada nesta sexta (21) pelo Cpetc.

A informação também consta do Prognóstico Climático da Primavera divulgado pelo Inmet esta semana com o objetivo de apresentar as condições do oceano e atmosfera no Pacífico Equatorial, a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e os modelos dinâmicos e estatísticos gerados pelos principais centros internacionais de Meteorologia.A

No dia 23 de setembro é oficialmente declarado o início da Primavera no Hemisfério Sul, pois no Hemisfério Norte, nesse mesmo dia, inicia-se o outono (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
As características meteorológicas da estação começaram a ser observadas alguns dias antes, com chuvas mais intensas e frequentes nas regiões Centro-Oeste e Sudeste – Marcello Casal jr/Agência Brasil

“A maioria dos modelos dinâmicos e estatísticos, gerados pelos principais centros internacionais de Meteorologia, indicam uma probabilidade superior a 60% que se desenvolva um novo episódio de El Niño, durante o fim da primavera/2018 e início do verão de 2019”, diz a nota técnica do Inmet

Caso haja uma confirmação do fenômeno El Niño, ele provavelmente será de curta duração e terá intensidade baixa ou moderada. “É fundamental esperar por atualizações futuras do progresso do El Niño através do monitoramento da TSM no Pacífico, pois existem outros fatores, como a temperatura na superfície do oceano Atlântico Tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da Região Sul, que poderão influenciar o regime de chuvas no Brasil, dependendo da combinação destes fatores durante esta estação”, aforma a nota técnica do Inmet.

Transição para estação chuvosa

Na primavera, as temperaturas aumentam gradativamente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, embora ainda possam ocorrer massas de ar frio intensas que podem causar declínio acentuado da temperatura no centro-sul do País. No Norte e Nordeste há pouca variação de temperatura.

A estação traz o início da convergência de umidade que define a qualidade do período chuvoso sobre as regiões Centro-Oeste e Sudeste, bem como a parte centro-sul da região Norte. Durante a estação, os volumes acumulados de precipitação no norte da região Nordeste costumam ser inferiores a 100 mm, principalmente para o norte do Piauí e noroeste do Ceará.

Durante a primavera podem ocorrer  chuvas no Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia. No Sul podem ocorrer chuvas fortes, rajadas de vento, descargas atmosféricas e eventual granizo. Com o aumento gradativo das chuvas em grande parte do país a estação marca o início do plantio das principais culturas de verão.

Região Norte

Os modelos climáticos indicam que a região Norte deve apresentar forte variabilidade espacial na distribuição de chuvas, com significativa probabilidade de áreas com chuvas dentro da faixa normal ou abaixo.

Normalmente existe uma redução das chuvas no meio norte do Pará, Roraima e Amapá, ficando abaixo de 400 mm durante os meses de outubro e dezembro. Já na parte oeste dos estados do Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia, bem como o extremo sul do Pará haverá possibilidade de chuvas acima da média. As temperaturas serão de normal a acima da média.

Região Nordeste

A previsão do modelo estatístico do Inmet indica o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas próximas à média ou ligeiramente abaixo durante a estação . O trimestre de outubro a dezembro é o mais seco da parte leste do nordeste. As temperaturas estarão mais elevadas sobre a região sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia.

Região Centro-Oeste

A  previsão indica alta probabilidade das chuvas ocorrerem de normal a ligeiramente abaixo da normal em grande parte da Região Centro-Oeste, exceto no sudoeste do Mato Grosso do Sul e extremo norte mato-grossense, em que as chuvas serão mais regulares. As temperaturas serão acima da média, principalmente no sul do Mato Grosso do Sul.

Região Sudeste

A previsão para os próximos três meses, indica que devem permanecer áreas com chuvas abaixo da faixa normal nesta estação, exceto em algumas áreas de São Paulo em que podem haver chuvas mais fortes, principalmente no mês de novembro. De modo geral, o modelo climático do Inmet indica que as temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte da região no mesmo período.

Região Sul

O indicativo de um possível retorno do evento El Niño durante a primavera e o possível aumento da temperatura no Oceano Atlântico sobre a costa da Argentina e sul do Brasil contribuem para o crescimento das precipitações em grande parte da região Sul.

O prognóstico indica que as chuvas deverão ficar acima da faixa normal nos três estados da região, enquanto as temperaturas médias devem predominar dentro da normalidade no Rio Grande do Sul e acima da média nos demais estados.

FLASHES E BRILHOS

A partir deste sábado, candidatos só podem ser presos em caso de flagrante

A partir deste sábado, 22, candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro não poderão ser presos, a menos que seja em flagrante. A Lei Eleitoral veda prisões nos 15 dias anteriores à eleição. Após o primeiro turno, no dia 7 de outubro, a restrição valerá apenas para os candidatos que forem disputar o segundo turno.

A Lei Eleitoral também proíbe a prisão de eleitores, mas somente cinco dias antes do pleito, ou seja, a partir de 2 de outubro, os eleitores só podem ser presos em flagrante ou para cumprir sentença condenatória por crime inafiançável. A regra vale até 48 horas após a votação.

O Artigo 236 do Código Eleitoral diz que: “Nenhuma autoridade poderá, desde cinco dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto”.

O juiz eleitoral ou até o presidente da mesa receptora de votos pode expedir a salvaguarda em favor do eleitor que sofrer qualquer tipo de violência na sua liberdade de votar, ou pelo fato de já haver votado. Quem desrespeitar essa garantia pode ser preso por até cinco dias.

CALENDÁRIO
Neste sábado, deve ser divulgado o quadro geral de percursos e horários programados para o transporte de eleitores para o primeiro e eventual segundo turnos de votação.

Hoje é o último dia para os partidos políticos, as coligações, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público e as pessoas autorizadas em resolução específica impugnarem os programas a serem utilizados nas eleições de 2018, por meio de petição fundamentada.

FLASHES E BRILHOS

Brasileiro ofereceu R$ 120 milhões por ‘Abaporu’, de Tarsila do Amaral

Tela é uma das obras mais importantes em exposição no Malba, na Argentina

Um colecionador do Brasil ofereceu US$ 30 milhões (cerca de R$ 120 milhões) para comprar a tela “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, considerada uma das obras de arte brasileira mais caras do mundo. O comprador queria trazer o quadro de volta ao país.

O empresário Eduardo Costantini posa ao lado do quadro 'Abaporu', de Tarsila do Amaral
O empresário Eduardo Costantini posa ao lado do quadro ‘Abaporu’, de Tarsila do Amaral – Malba/Fundación Costantini/Divulgação

PASSAPORTE

Atualmente, o “Abaporu” está exposto no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba), na Argentina. A obra pertence a Eduardo Constantini, empresário argentino, fundador e presidente da instituição.

NADA FEITO

A negociação foi feita pela galeria brasileira Bergamin & Gomide, mas Constantini não aceitou a oferta. O “Abaporu” é uma das obras mais importantes em exposição no Malba.

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