Parnamirim: Ações de saúde do município são apresentadas em congresso nacional

A Secretaria Municipal de Saúde está com dois trabalhos voltados ao combate à Sífilis apresentados no evento da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis, que está acontecendo de 22 a 25 deste mês em Foz do Iguaçú-Paraná.

A Programação reúne em um só lugar o XII Congresso Brasileiro de DST, o VIII Congresso Brasileiro de AIDS e III Congresso Latino Americano IST/HIV/AIDS e Parnamirim foi representado pela apoiadora do Ministério da Saúde, Chyrly Moura, que atua no município através do Projeto Sífilis Não.

Chyrly é autora dos trabalhos juntamente com a participação dos coautores Glauber Lucena, da vigilância epidemiológica, e Gerlane Alves, da coordenação de DST Aids do município. Na ocasião, foram ministrados dois temas: “Investigação da transmissão vertical da sífilis: Onde falhamos?”, apresentado nesta terça-feira (24) e “Epidemiologia da sífilis gestacional em um município prioritário da rede de Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção do Rio Grande do Norte de 2010 à 2018”, ministrado ontem (25).

De acordo com a apoiadora Chyrly, os dois relatos de experiências sobre as ações de enfrentamento à doença foram avaliados pela comissão técnica científica do Congresso, que aprovou e selecionou os trabalhos antes de serem apresentados. “Os temas abordados apresentaram o perfil das gestantes com a doença na gestação, inclusive a sífilis congênita e as estratégias desenvolvidas para reduzir os casos. Parnamirim tem avançado com diversas ações de combate à sífilis congênita”, esclareceu.

Projeto Sífilis Não

O Projeto Sífilis Não, implantado em Parnamirim desde 2018, é uma estratégia de cooperação técnica que envolve o Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte com objetivo de reduzir número de casos da doença através da presença do apoiador no município.

A iniciativa ocorre a partir de quatro eixos: Vigilância, com a ampliação de Comitês para investigação da transmissão vertical (da mãe para o bebê) e o fortalecimento das Salas de Situação para o monitoramento da situação epidemiológica; Gestão e governança, com o fortalecimento de ações intersetoriais no território; Cuidado integral, com a implementação de linhas de cuidado para a sífilis e intervenção em populações-chave; e, Educomunicação, que visa a realização de Campanhas Educativas e o desenvolvimento de estudos e pesquisas voltados para o enfrentamento e monitoramento da doença.