Falar de empoderamento é fácil, mas falta ação, diz CEO de app para mulheres
R7
“Pedi um carro na faculdade para ir para casa. Na rádio, uma sexóloga tirava dúvidas dos ouvintes. O motorista aumentou o volume, virou para trás e ficou me perguntando: ‘Mulher gosta disso mesmo, amor?’ Fiquei sem reação. Cheguei em casa e desabei de chorar ”. Segundo dados de 2018 da Secretaria de Segurança Pública, relatos como o da dentista de 27 anos Laiza Lucas ocorrem pelo menos a cada dois dias em São Paulo.
Seja no transporte público, propício a assédio para 4 em 10 mulheres, ou por carro de aplicativo, usando roupas da faculdade ou “shortinho de Anitta” – justificativa usada pelo motorista de Uber acusado de assediar uma adolescente de 17 anos –, dados sobre assédio sexual em meios de transporte apontam que, no Brasil, ser mulher também significa ser impedida de ir e vir. E isso precisa ser discutido não só no Dia Internacional da Mulher, mas todos os dias.
A empresária Gabryella Corrêa, fundadora do Lady Driver, aplicativo de carona exclusivo para o público feminino, faz parte desses dados. A ideia de negócio, inclusive, surgiu após ser vítima de importunação sexual dentro de um taxi. Para Corrêa, falta às gigantes dos aplicativos de transporte o investimento na segurança de suas passageiras.
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