A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS-Natal) divulga balanço dos números dos casos da Covid-19 até às 19h da quarta-feira (15/07). Em Natal, dos 16405 casos positivos, 291 estão internados, 2.997 estão em quarentena domiciliar, 607 foram a óbitos e 12.570 foram considerados recuperados.
“De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, um paciente sintomático deve permanecer em quarentena por 14 dias. Após esse período, o isolamento pode ser interrompido se não apresentar mais nenhum sintoma. Se o paciente permanecer sintomático, deve manter o isolamento até 72h após os sintomas desaparecerem”, esclarece Juliana Araújo, diretora do Departamento de Vigilância da SMS-Natal.
A Câmara Municipal de Natal aprovou na tarde desta quinta-feira (16), em sessão ordinária virtual, um Projeto de Lei, em regime de urgência, que tem como objetivo, contribuir para que familiares de pacientes internados em hospitais públicos, unidades de pronto-atendimento, asilos e similares, na capital potiguar, possam ter acesso à informação do estado do quadro clínico, eventuais intercorrências, agravamentos e melhorias dos pacientes durante o período de internação ou isolamento.
O PL N° 202/2020 é de autoria do vereador Preto Aquino (PSD) e garante que as informações possam ser transmitidas virtualmente e/ou presencialmente, ao menos uma vez ao dia, podendo ser feita até às 20h, ordinariamente, e extraordinariamente em horário diverso no caso de intercorrências graves ou que exijam a participação ou anuência do familiar.
Segundo o autor, a matéria vai garantir mais humanização. “O objetivo do nosso projeto é tentar diminuir o sofrimento de familiares que tenham pacientes internados ou em isolamento. Os familiares terão que receber diariamente informações sobre o real quadro clínico do paciente, seja de forma presencial, se a família preferir, ou caso contrário, de forma remota, ficando a critério da unidade hospitalar, no ato do prontuário já deixar deferido de que forma vai receber o atendimento, mas que tenha humanização”, ressaltou Preto Aquino.
O plenário também aprovou, em segunda discussão, o projeto de Lei N° 163/2018, de autoria da ex-vereadora Natália Bonavides, subscrito pela vereadora Divaneide Basílio (PT), que institui o dia 25 de julho como o Dia Municipal de Tereza de Benguela e da Mulher Negra na cidade de Natal.
“Para nós esse projeto é importante, porque vamos ter um dia para garantir a identidade das mulheres negras na nossa cidade. Esse dia já é celebrado na América Latina, no Caribe, é um dia de luta e nós sabemos que a trajetória das mulheres negras infelizmente é marcada pela exploração, pelo desenho escravocrata que oprimiu e humilhou e muitas mulheres”, explicou Divaneide.
Desde março, as aulas presenciais estão suspensas em todo o país, e a maioria dos estados não tem previsão de reabertura das salas de aula.
Um levantamento sobre a retomada das aulas presenciais em todo o Brasil aponta que, caso as escolas reabrissem em julho,73,7% dos pais e responsáveis se recusariam a enviar filhos. Para 40%, o retorno deverá ser em 2021.
Além disso, 94% afirma que o mais importante para a reabertura das salas de aula é respeitar as normas sanitárias como distanciamento, higienização, uso de máscaras, entre outras medidas.
Os dados são da pesquisa “As escolas brasileiras no contexto do coronavírus”, feita a pedido da União pelas Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte, entre 22 e 29 de junho. Participaram 14.307 responsáveis por estudantes em 407 instituições de todo o país, desde a educação infantil até o ensino médio.
Entre os pais e responsáveis que não enviaram os filhos para a escola em julho, 51,9% aponta como principal motivo a indefinição sobre medidas preventivas que devem ser tomadas para preservar a saúde e 21,8% diz que esperaria mais um pouco para saber como será este processo.
A maioria dos pais concorda que haverá alterações na rotina escolar. Para 78,9%, a volta às aulas presenciais deveria ser em dias alternados; 43,2% afirma que deveria ser com horário reduzido e 35,7% afirma preferir manter a carga horária.
Pais enfrentam dilema para voltar ao trabalho e cuidar das crianças com escolas fechadas
A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) cobra uma definição do poder público sobre o que é necessário para a volta às aulas presenciais, para que as escolas privadas possam se preparar, independentemente da rede pública.
Em SP, o governo do estado anunciou a reabertura das escolas públicas e particulares juntas, em setembro. Segundo o secretário da Educação, Rossieli Soares, a medida garantirá acesso igualitário ao ensino, sem privar alunos da rede pública do acesso à educação.
Pandemia contribuiu para o aumento do uso desse recurso
Marcello casal Jr
Durante a pandemia do novo coronavírus, uma das formas de prevenção é evitar o contato com superfícies que possam estar contaminadas. Uma ação nesse sentido tem sido substituir os cartões que precisam de inserção nas máquinas de pagamento por outros mecanismos que efetivem a transação apenas por aproximação.
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) tem visto uma ampliação do emprego desse recurso. A entidade ainda não tem dados sobre o uso do mecanismo durante o período da pandemia, mas a ação com os associados mostra crescimento da modalidade entre correntistas.
Na avaliação do diretor executivo da associação, Ricardo Vieira, essa ferramenta já vinha ganhando espaço, mas a pandemia contribuiu para o aumento. “Ela vem crescendo por diversos fatores. Estamos conseguindo convencer vários segmentos da importância da aceitação. Tem linha de ônibus em São Paulo, metrô no Rio de Janeiro, pedágios em São Paulo. Mas a pandemia incentiva esse tipo de uso porque fica com mais higiene, não há contato com máquina”, comenta.
Segundo Vieira, a tendência é que essa modalidade de pagamento seja adotada, a cada dia, por um número maior de pessoas no país e fique como legado do momento atual. “Acreditamos que vai continuar crescendo muito fortemente porque no mundo pós-pandemia vamos acabar incorporando hábitos adquiridos neste período”, projeta.
Um desafio, no entanto, ainda é a necessidade de digitação, que demanda o contato com a máquina. Instituições passaram a liberar do procedimento compras de até R$ 50. A partir do início do mês, o limite foi elevado para R$ 100.
Para o médico infectologista Hemerson Luz, o emprego desse tipo de cartão contribui para evitar formas de contaminação. Ele lembra que o novo coronavírus é transmitido por gotículas no ar ou em superfícies e máquinas de cartão são um exemplo de objetos que podem causar a contaminação.
“A máquina de cartão é uma superfície potencialmente contaminável. Alguém que tossiu e tocou nela pode contaminar. Isso pode infectar outra pessoa. Quando se evita o contato físico com o objeto, se considerada superfície contaminada, ela pode ajudar”, explica.
Hemerson acrescenta que a ação de lojistas, como envolver com plástico as máquinas, também é importante, pois facilita a higienização, uma vez que para uma parte das compras ainda é preciso digitar a senha. Por isso, é importante buscar equipamentos com esse tipo de proteção.
No caso do pagamento por aproximação de celulares, o risco de contaminação é “muito baixo”, conforme o especialista. Mas, mesmo assim, é importante também manter a higienização do aparelho.
“O celular é considerado objeto contaminado antes da pandemia, por bactérias, microorgnismos diversos. Já deve ser preocupação a rotina de limpeza. Algumas pessoas têm passado filme. Estabelecendo rotina de limpeza diminui a possibilidade de contágio”, afirma o médico.
A professora de matemática Isis Busch conta que já utilizava o cartão por aproximação por uma questão de “praticidade”, pois considerava que era mais simples do que ter de encostar na máquina. Com a pandemia, a opção ficou mais consolidada.
“Agora então, com a preocupação de não compartilhar objetos para evitar espalhar o vírus, o cartão por aproximação tem sido muito útil. Eu aumentei o valor que o cartão pode passar por aproximação sem necessidade de senha (antes R$ 50, agora R$ 100) e mantenho quase todas as transações abaixo desse valor, o que evita ter de encostar na maquininha para digitar a senha sempre”, disse.
As atividades plenárias da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte continuam em ritmo acelerado e seguindo o regimento interno da Casa, mesmo acontecendo através do Sistema de Deliberação Remota, instalado em virtude da pandemia da Covid-19. E em mais uma sessão ordinária realizada nesta terça-feira (14), no horário destinado aos líderes partidários, os deputados Gustavo Carvalho (PSDB), Sandro Pimentel (PSOL) e Nelter Queiroz (MDB) destacaram seus projetos.
O deputado Gustavo Carvalho usou o espaço para comentar a tramitação do projeto da Reforma Estadual da Previdência e a derrubada do requerimento do deputado Kelps Lima que pedia que este passasse a tramitar somente na volta dos trabalhos presenciais da Casa Legislativa. “É importante ressaltar que esse bloco está unido. Nós não devemos permitir um debate tão distante da sociedade, dos sindicatos, dos trabalhadores e dos servidores públicos. Nós vamos manter o nosso posicionamento em um segundo momento que é o momento da votação”, garantiu e criticou. “Eu mantenho a minha coerência, diferente daqueles que hoje pregam um discurso, pregam uma ação totalmente diferente da retórica que sempre tiveram historicamente. Tenho convicção que o Governo Federal será sábio e adotará a prorrogação desse prazo, permitindo que a discussão dessa PEC seja feita de forma presencial”, disse.
O deputado Sandro Pimentel tratou sobre as emendas impositivas do seu mandato destinadas aos municípios de Ceará Mirim, Natal, Jaçanã, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) – Campos de Assu e para os Centros Estaduais de Educação Profissional (CEEPS) e cobrou celeridade na liberação das emendas. “Esperamos que o Governo do Estado acelere a liberação dessas emendas. É importante que o que foi acertado e comprometido por parte do governo seja cumprido. Peço que faça esse esforço e garanta essas liberações o mais rápido possível”, frisou.
Sandro Pimentel voltou a lamentar a lentidão na apuração da morte de Netinho, militante do PSOL no município de Janduís, assassinado há 100 dias. “Nós, sinceramente, não estamos entendendo por que já se passaram 100 dias e até agora nenhuma resposta. A resposta do Governo do Estado sobre esse caso tem sido o silêncio. Esse caso não está sendo tratado com a prioridade que merece. A morte de Netinho mancha a democracia com sangue e vamos continuar cobrando”, ressaltou.
O deputado Nelter Queiroz voltou a destacar a importância de homenagear o ex-prefeito de Mossoró, Raimundo Soares de Souza, que este ano celebra o centenário de nascimento. A ideia inicial de Nelter era homenageá-lo dando ao Campus da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte de Mossoró o seu nome. De acordo com o parlamentar o trabalho desenvolvido pelo professor justificava a homenagem. “Ele foi à frente do seu tempo. Implementou uma reforma administrativa, resolveu o problema secular da falta de água no município, fez chegar energia da Chesf, promoveu importantes avanços na área da educação de Mossoró”, discursou.
Nelter informou que foi na administração de Raimundo Soares de Souza que foram criadas a Faculdade de Serviço Social de Mossoró, o Instituto de Filosofia, Ciências e Letras de Mossoró, Escola Superior de Enfermagem de Mossoró, Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), Universidade Regional do Rio Grande do Norte (URN), hoje Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN). “Essa homenagem gerou uma certa polêmica e por isso eu resolvi tirá-la de pauta. Mas é preciso destacar que todos os outros campus da UERN no Estado têm pessoas sendo homenageadas”, lamentou.
Nelter informou ainda que requereu ao ministro das Comunicações, Fábio Faria, a implantação em Serra do Vale, localizado entre Triunfo Potiguar e Jucuturu, de uma torre de celular, além da reforma e recuperação do prédio da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).