19 de julho de 2020

Coluna Versátil News

G1: O que é o Fundeb, fundo essencial para a educação que terá votação crucial no Congresso

Previsto para ser votado na Câmara nos próximos dias, fundo movimenta R$ 150 bi por ano expira no final do ano; entenda a disputa em torno da origem e da destinação do dinheiro. 

A continuidade de um fundo que movimenta anualmente R$ 150 bilhões em dinheiro público deve entrar em votação na Câmara dos Deputados na segunda-feira (20), influenciando diretamente o funcionamento de milhares de escolas do Brasil – desde a educação infantil até o ensino médio – e em meio a intensos debates sobre a origem e a destinação dos recursos.

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) entrou em vigor em 2007 e, só no ano passado, respondeu por cerca de R$ 6,5 de cada R$ 10 investidos nas escolas públicas brasileiras.

Só que a legislação que estabeleceu o Fundeb determinou também que ele vigore até 31 de dezembro de 2020, ou seja, se não for renovado nos próximos meses, ficará extinto.

Essa extinção, dizem analistas de educação, provocaria um caos no financiamento das escolas públicas, porque não haveria garantia de dinheiro para pagar desde professores e funcionários até o transporte escolar.

Por isso que sua discussão no Congresso Nacional, que ocorre desde 2019, é considerada o tema mais urgente da educação neste ano.

E a votação acontece em meio a três agravantes: a pandemia do coronavírus, que mobilizou atenções e diminuiu a atividade econômica e a arrecadação de impostos; o fato de o ano legislativo ficar comprometido, neste segundo semestre, pelas eleições municipais; e como se trata de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 15/2015), o Fundeb precisa ter o aval de uma grande quantidade de parlamentares. Na prática, tem de ser aprovado por três quintos de deputados e senadores, em dois turnos de votação na Câmara e no Senado.

Mas o principal embate na aprovação do Fundeb diz respeito a quem deve pagar pelos R$ 150 bilhões anuais do fundo.

Hoje, 90% dos recursos do Fundeb vêm de impostos coletados nos âmbitos estadual e municipal, e os outros 10% vêm do governo federal – uma partilha considerada injusta por Estados e municípios, já que, de modo geral, a maior parte dos impostos é arrecadada pela União.

“É um modelo de cabeça para baixo: os Estados e municípios são os que atendem diretamente 45 milhões de alunos, mas a concentração tributária fica com a União”, critica à BBC News Brasil a deputada federal Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), relatora da PEC na Câmara.

Inicialmente, a proposta em discussão previa que a contribuição da União subisse gradualmente dos atuais 10% para 40% do total do Fundeb, desafogando Estados e municípios, mas isso encontrou enorme resistência na ala econômica do governo, no Congresso e entre defensores da política fiscal mais rígida.

Na época, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, retirou o apoio do governo à proposta, afirmando que ela “feria o equilíbrio fiscal” e não era “solvente a longo prazo”.

Seu ministério chegou a afirmar que apresentaria uma proposta própria ao Fundeb, o que nunca aconteceu.

Após negociações, o projeto da PEC baixou o percentual exigido da União para no máximo 20% até 2026, mas partindo de um patamar de 15% (em vez dos 10% originais) já a partir de 2021.

Por conta da pandemia, houve novas negociações. O patamar para 2021 foi baixado para 12,5%, continuando, gradativamente, a chegar em 20% até 2026.

“É uma complementação muito chorada da União, e que precisaria ser muito maior, para que o dinheiro chegasse a mais cidades. Porque algumas cidades pobres vão ficar de fora (do bolo de recursos), e os Estados e municípios vão continuar colocando mais dinheiro”, diz Dorinha Rezende.

O texto, porém, continua encontrando resistência no governo. O Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, argumenta que não há dinheiro suficiente para elevar a participação da União.

Em março, em videoconferência com prefeitos, Guedes defendeu a prorrogação do Fundeb no formato atual, em vez da aprovação da nova PEC.

“Podíamos excepcionalmente renovar o Fundeb exatamente como ele é hoje por dois ou três anos para que todo o dinheiro excedente possa ser mandado para a saúde”, afirmou Guedes, segundo reportagem do jornal O Globo.

Recentemente, também segundo o jornal, a equipe econômica passou a defender que a eventual ampliação de recursos do Fundeb, se aprovada no Congresso, sirva para ajudar no financiamento do Renda Brasil, programa de renda mínima que ampliaria o Bolsa Família. Isso também dependeria do aval dos legisladores.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o texto posto em votação “está com bastante unidade, e acho que a gente vai avançar”, segundo a Agência Brasil. A votação estava prevista para começar no dia 14, mas ficou para o dia 20. ”O governo pediu que nós construíssemos as condições para que o novo ministro (da Educação, ainda não empossado) pudesse participar do debate”, disse Maia.

Para Dorinha Rezende, porém, o aumento de repasses à educação é necessário porque o Brasil ainda gasta pouco per capita com seus alunos.

Segundo o relatório “Education At Glance 2019”, da Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), embora o país destine uma porcentagem alta de seu PIB à educação, “o gasto por estudante na educação básica fica bem abaixo da média da OCDE”.

Além disso, diz a deputada, “agora vamos precisar gastar mais no pós-pandemia: dividir salas de aula, contratar mais professores, receber os alunos vindos das escolas privadas (que não conseguiram mais pagar mensalidades). E muito disso está nas mãos dos municípios, o elo mais frágil (do Poder Executivo)”.

Segundo o mais recente Censo Escolar, metade das escolas brasileiras não tem rede de esgoto.

Dorinha Rezende argumenta que os recursos adicionais da União venham, por exemplo, de royalties da exploração do petróleo, que já têm a educação como destino original.

Distribuição de recursos

Um dos objetivos do Fundeb é reduzir a desigualdade de recursos na educação, complementando o orçamento de municípios mais pobres que não consigam investir o suficiente em suas redes de ensino.

O projeto em votação na Câmara institui, além de mudanças na origem dos recursos, alterações na forma como eles são distribuídos. Por exemplo, mudando a vinculação do dinheiro e fazendo com que os repasses passem a depender da situação individual de cada município, e não só do Estado onde ele está inserido. Isso ajudaria, por exemplo, municípios pobres que estejam em Estados mais ricos.

Atualmente, de cada R$ 1 do fundo, 60 centavos são usados para o pagamento de professores, de modo a garantir a valorização docente. O restante é usado para manutenção e equipamentos da escola e pagamentos de outros profissionais da educação.

Uma discussão gira em torno de aumentar essa fatia de 60 para 70 centavos de cada real, mas pulverizando esse dinheiro para todos os profissionais da educação, e não apenas para professores – o que, na prática, pode resultar em menos recursos para a valorização docente.

Se mantido como está, o projeto pode trazer um adicional de ao menos R$ 14 bilhões ao ano para a educação pública e criar, de forma permanente, critérios mínimos para escolas públicas de qualidade, evitando sua precarização, argumenta Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da USP e membro da organização Campanha Nacional Pelo Direito à Educação.

A organização é defensora do projeto em votação na Câmara e pede que ele seja votado rapidamente, para reduzir as chances de ser descaracterizado por pressões econômicas.

Dentro de todo esse debate, especialistas de educação se queixam do que veem como participação tímida ou ausência do alto escalão do Ministério da Educação nas discussões. A pasta está prestes a ter seu quarto ministro no governo Bolsonaro – o presidente anunciou Milton Ribeiro em 10 de julho para o comando do MEC.

A deputada Dorinha Rezende diz que na gestão de Abraham Weintraub “nunca foi dada prioridade” ao Fundeb, mas que a participação do ministério será importante sobretudo na fase de regulamentação do fundo, caso a PEC seja aprovada.

Consultada pela reportagem, a assessoria do MEC afirmou que “a Secretaria Executiva do MEC e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação têm participado ativamente das discussões técnicas relacionada ao Novo Fundeb. No ano passado, foram apresentadas sugestões à Relatora da PEC 15/2015, com considerações acerca de medidas necessárias ao aprimoramento da política pública educacional. Atualmente, para além das questões relacionadas ao modelo do novo Fundo, a ser inserido na Constituição Federal, o MEC tem se dedicado ao levantamento das informações e dos indicadores necessários à regulamentação do Novo Fundeb, a fim de viabilizar a operacionalização tempestiva do novo modelo de financiamento a partir do ano de 2021, caso a proposta seja efetivamente aprovada”.

Até a publicação desta reportagem, a assessoria do órgão não havia manifestado opinião sobre o aumento de participação da União proposto pela PEC 15/2015.

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Fecomércio: Grande do Norte faz lançamento oficial do Selo Turismo Mais Protegido

Em plataforma digital com a presença de mais de 200 empreendedores e atores em geral da atividade turística potiguar, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo do RN (Setur), Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur) e da Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap), realizou na manhã desta quarta-feira (15), em parceria com o Sistema Fecomércio RN, a ABIH e o Sebrae, o lançamento do Selo “Turismo Mais Protegido”.

Criado com base em estudos e padrões sanitários recomendados nacional e internacionalmente, o selo irá garantir ao turista a certeza de que os estabelecimentos turísticos do Rio Grande do Norte apresentarão elevados protocolos sanitários, resguardando a saúde e a segurança dos viajantes e das empresas e serviços. O encontro também foi um momento no qual os participantes puderam fazer questionamentos e esclarecer dúvidas.

A construção do selo e também do site – www.turismoprotegido.rn.gov.br, plataforma que dará suporte aos empresários da área e aos viajantes – fazem parte de uma estratégia de reposicionamento do turismo potiguar diante do novo contexto mundial e são uma espécie de segunda etapa do Programa de Retomada do Turismo do RN.

“Por meio do Senac, demos uma contribuição consistente na construção dos protocolos a serem adotados pelos estabelecimentos e pelas empresas do turismo em geral, além de formatar cursos para capacitar empreendedores e colaboradores a aplicá-los.  São cursos, é bom ressaltar, em sua imensa maioria, gratuitos. A pequena parte das mais de mil vagas que estamos oferecendo que é paga tem valores fortemente subsidiados, tornando o preço do curso praticamente simbólico. Trata-se de um esforço coletivo para que o nosso estado possa ser pioneiro na obtenção do reconhecimento, nacional e internacional, dos potenciais viajantes de que, sim, podemos oferecer-lhes as melhores condições de acolhimento também no quesito biossegurança, um critério que, no contexto do pós-pandemia, será tão relevante na decisão por um destino como a hospitalidade do povo e os atrativos naturais, itens nos quais já temos destaque comprovado”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio RN e do Conselho Deliberativo do Sebrae, Marcelo Queiroz.

A subsecretária estadual de Turismo, Solange Portela, destacou a importância do destino se apresentar de uma forma ainda mais segura neste momento. “Precisamos passar credibilidade e confiança ao turista nesse momento de retomada da atividade. O selo, que terá adesão gratuita, identificará quais estabelecimentos no estado estarão preparados para o futuro”.

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Governo do RN: Sesap começa a receber equipamentos para reestruturar a rede de ouvidorias

Com o objetivo de viabilizar a participação do usuário e promover a transparência e a cidadania junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) irá reestruturar a rede de ouvidorias do Estado. Assim, a secretaria vem recebendo novos equipamentos para possibilitar a modernização desses canais de comunicação.

Os equipamentos serão disponibilizados para as ouvidorias implantadas na Sesap e nos 13 municípios que aderiram ao processo de descentralização. Essa reestruturação da rede se mostra ainda mais importante no cenário pandêmico vivenciado, contribuindo para facilitar a participação do usuário.  

A Ouvidoria SUS/Sesap é um importante instrumento de comunicação entre a população e a gestão da secretaria, estando sempre pronta para receber manifestações dos usuários, servidores e demais atores que compõem o SUS, permitindo a avaliação dos serviços e a apuração das suas necessidades na tomada de decisão pelos gestores.

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Ministério Público reserva para negros 30% das vagas de estágio

Percentual se aplica sempre que número de vagas for maior que três

Marcello casal Jr

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) publicou ontem (16) uma portaria que determina a reserva para candidatos negros de 30% das vagas em seleções de estágio no Ministério Público.

Pelo texto, o percentual se aplica sempre que a quantidade de vagas for maior que três. Poderão concorrer pela cota aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição, conforme o quesito cor ou raça utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A norma prevê ainda que os candidatos negros que forem selecionados serão chamados a confirmar a opção feita na inscrição, assinando uma declaração. “Se comprovada falsa a declaração, o candidato será eliminado e, se houver sido contratado, poderá ter sua contratação anulada”, informou o CNMP em seu site.

Fonte: Agência Brasil

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Fecomércio: CNC ouve mais de 650 empresários de todo o Brasil e envia propostas do setor ao governo federal

Em ofício ao presidente da República, Jair Bolsonaro, o presidente da Confederação, José Roberto Tadros, reforça a necessidade de criação de um novo Refis e pede a desburocratização para obtenção do crédito nas instituições financeiras

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, enviou ao Presidente da República, Jair Bolsonaro, um ofício com os pleitos e anseios do setor diante do cenário gerado pela pandemia do novo coronavírus. O documento foi construído com base em uma pesquisa, realizada pela CNC, de 3 a 8 de julho, com a participação das federações, sindicatos e mais de 650 empresários de todo o Brasil.

“Muitos empresários estão enfrentando grandes dificuldades para manter o equilíbrio financeiro e buscam soluções para tentar reduzir perdas, a fim de preservar as suas atividades, que representam emprego e renda de milhares de trabalhadores”, afirma Tadros.

Junto com o ofício, a Confederação enviou ao governo federal um documento com os resultados da pesquisa, denominado “Programa de retomada da economia do comércio brasileiro”. O programa prevê propostas nos âmbitos trabalhista, tributário e jurídico. Entre as solicitações, estão medidas como a recontratação do trabalhador dispensado sem carência e com diferente remuneração, a criação de um Programa de Recuperação Fiscal (Refis) e a desburocratização para obtenção do crédito nas instituições financeiras.

Confira abaixo todos os pontos presentes no ofício:

Jurídico-trabalhistas

• Prorrogação das medidas que autorizam a redução da jornada e dos salários e a suspensão temporária do contrato de trabalho;

• Recontratação do trabalhador dispensado sem carência e com diferente remuneração;

• Parcelamento da rescisão do contrato de trabalho;

• Correção dos débitos trabalhistas pela aplicação da TR;

• Flexibilização plena da legislação trabalhista para manutenção do emprego e das empresas; e

• Empreendedorismo nos moldes do salão-parceiro* estendido para todos os setores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

*A legislação permite a contratação do profissional-parceiro como pessoa jurídica, e serão considerados pelas autoridades fazendárias como pequenos empresários, microempresários ou microempreendedores individuais (art. 1º-A, parágrafo 7º, Lei nº 12.592/2012). A Lei nº 13.352/2016 estabelece a ausência do reconhecimento de vínculo de emprego quando formalizada a parceria. 

Tributários 

• Programa de Recuperação Fiscal (Refis);

• Postergação do pagamento de tributos; e

• Parcelamento judicial de dívidas trabalhistas.

Financeiros 

• Incentivo à concessão de crédito com o objetivo de evitar o represamento de recursos dos programas emergenciais;

• Desburocratização para obtenção do crédito nas instituições financeiras;

• Linhas de crédito facilitadas, com juros subsidiados;

• Investimento governamental em infraestrutura;

• Programa de incentivo tecnológico para as atividades empresariais, com investimentos do Estado;

• Utilização de reservas cambiais para o financiamento de programas emergenciais; e

• Flexibilização na alocação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com aplicação parcial em mercado de capitais com maior rentabilidade, por período determinado.

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