26 de julho de 2020

Coluna Versátil News

Comissão de Direitos Humanos designa relatoria a Projeto Reforma da Previdência

Divulgação

Em reunião extraordinária e virtual na manhã desta quinta-feira (23), a Comissão de Direitos Humanos, Proteção das Mulheres, Idosos, Trabalho e Minorias, designou, no âmbito da comissão, o vereador Maurício Gurgel (PV) como relator do Projeto de Lei Complementar que trata da reforma da previdência dos servidores públicos municipais. A Câmara Municipal de Natal, assim como estados e municípios, têm até o próximo dia 31 de julho para adotarem as medidas necessárias para o cumprimento das normas da Emenda Constitucional nº 103/2019, a PEC da reforma da Previdência.

A presidência da Comissão, vereadora Divaneide Basílio (PT), explicou que o encontro de hoje foi para discutir as propostas e colocações  em vários âmbitos da reforma. “Nós vamos encartar, através da Comissão, a emenda da progressividade que está sendo sugerida pelos Sindicatos. A progressividade é um direito balizado por um estudo apresentado pelos jurídicos dos Sindicatos, então segue a legalidade. Este é um momento de entender a importância dessas alíquotas progressivas, a gente entende que quem ganha menos não pode pagar o mesmo valor de quem ganha mais”, explicou a presidente. A alíquota progressiva apontada pelos participantes gira em torno de 11% a 14%.

Cronologicamente, o próximo passo da Comissão de Direitos Humanos é se reunir extraordinariamente até a próxima terça-feira (28) para analisar a relatoria com parecer do vereador Maurício Gurgel já com a emenda encartada. Em seguida, o projeto passará para votação em primeira discussão no Plenário da Casa. O vereador Robson Carvalho (PDT) também participou da reunião e se mostrou sensível às colocações dos participantes do encontro. “Este é um debate amplo e democrático. É importante que se escute todas as partes devido a relevância do tema e, discussões como essas, ajudam o projeto chegar na sua votação final bem traçado e redondo”, disse.

O encontro desta terça contou com a presença, de forma remota, dos vereadores Ary Gomes (PDT) e Júlia Arruda (PcdoB), além de representantes do Sinsenat, Sinsaúde, Sindicato dos Enfermeiros, Sinte-RN. “Nós agora tivemos acesso ao bando de dados da Previdência Municipal e entendemos sim pela apresentação da emenda com alíquota progressiva”, pontuou a presidente do Sinsenat, Soraya Godeiro, que também parabenizou os vereadores da CMN que estão sinalizando positivamente para aprovação da emenda.

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Programa de estímulo à prática de esportes é aprovado em Comissão

Marcelo Barroso

A Comissão de Planejamento Urbano, Meio Ambiente, Transportes, Habitação, Legislação Participativa e Assuntos Metropolitanos da Câmara Municipal de Natal aprovou durante reunião remota, nesta quinta-feira (23), proposta apresentada pelo vereador Franklin Capistrano (PSB) que cria o Programa Esporte na Praça, no Conjunto Mirassol.  

O projeto visa a criação de uma pista de caminhada para atender ao crescimento populacional, favorecer a urbanização da capital potiguar e promover esporte, saúde e qualidade de vida em todas as faixas etárias, especialmente entre crianças, adolescentes e idosos. 

Na sequência, o colegiado acatou um texto do vereador Robson Carvalho (PDT) que institui a Semana Municipal de Saúde Auditiva, além de uma proposição encaminhada pelo vereador Dinarte Torres (PDT) que obriga as farmácias privadas manterem em suas dependências ou na área externa pontos de coleta para descarte de medicamentos.

Por fim, os parlamentares deram parecer favorável ao texto do Executivo que trata das nomeações e renomeações de ruas e avenidas de Natal. A iniciativa estabelece critérios para as homenagens como destacadas contribuições culturais, serviços públicos e atuações políticas, esportivas e religiosas com impacto positivo na sociedade. Também prevê consulta pública a fim de democratizar o processo de escolha das homenagens.

Estiveram presentes na reunião os vereadores Sueldo Medeiros (PROS), vice-presidente da Comissão, Raniere Barbosa (Avante) e Kleber Fernandes (PSDB) e a vereadora Nina Souza (PDT).


Texto: Junior Martins
Fotos: Marcelo Barroso

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G1: Meta para matrículas no ensino superior deverá ser atingida só em 2041, afirma entidade; pandemia poderá agravar ainda mais o quadro

Plano Nacional de Educação prevê que 33% dos brasileiros entre 18 e 24 anos estejam no ensino superior até 2024. No ritmo que as matrículas estão, percentual deverá ser alcançado 17 anos após o previsto.

A meta para as matrículas no ensino superior, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), deverá ser atingida só em 2041 – 17 anos após o previsto, de acordo com uma projeção feita pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), obtida pelo G1.

A análise foi feita com base no ritmo de crescimento das matrículas até 2018, considerando o Censo da Educação Superior, e o crescimento da população nesta faixa etária, conforme o IBGE.

Considerando o impacto da pandemia na educação, o cenário poderá ser ainda pior. Com o aumento do desemprego, a redução da renda, mudanças propostas na reforma tributária e em programas de acesso ao ensino superior, Sólon Caldas, diretor-executivo da Abmes, afirma que a consequência será um “apagão” na mão de obra qualificada dentro de cinco anos, período médio de duração da graduação (leia mais abaixo).

Ao todo, as instituições privadas correspondem a 73,7% das matrículas no ensino superior, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o PNE, 33% dos brasileiros entre 18 e 24 anos deverão estar no ensino superior até 2024, mas no ritmo que as matrículas estão, o percentual deverá ser alcançado quase duas décadas após o previsto.

‘Apagão’ do ensino superior

Sólon Caldas, diretor-executivo da Abmes, cita ao menos quatro fatores que podem contribuir para a queda de matrículas no ensino superior e a formação de jovens:

  • evasão e inadimplência: com o aumento do desemprego e a redução de renda, os matriculados enfrentam dificuldades de pagar as mensalidades; novos ingressos estão ainda mais reduzidos;
  • cortes no financiamento estudantil: o governo federal propôs reduzir em 46% a oferta de financiamentos de mensalidades em universidades particulares a partir de 2021
  • reforma tributária e aumento de impostos: texto prevê aumento de impostos para instituições de ensino superior privado, o que será repassado para as mensalidades
  • Prouni: MP 934 aprovada no Senado vincula o ingresso de alunos via Prouni à divulgação do resultado do Enem, o que impediria na prática a seleção do Prouni do primeiro semestre de 2021

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“Levando em consideração o financiamento estudantil, as vagas do Prouni, o aumento da carga tributaria e, consequentemente, o aumento do valor da mensalidade, vai ser um prejuízo grande para o país. Vai ser um apagão de mão de obra nesses [próximos] cinco anos. Vamos deixar de ter milhares de alunos formados, que poderiam contribuir com desenvolvimento no pós-pandemia”, avalia Sólon Caldas.

Evasão e inadimplência

A crise econômica da pandemia trouxe o aumento do desemprego e a redução de renda. O cenário impacta no pagamento das mensalidades, seja porque o próprio estudante teve o salário reduzido, ou porque a família passou por essa situação.

Uma pesquisa feita pela Abmes e divulgada em junho indica que 23,9% dos matriculados não conseguiram pagar a mensalidade do curso em maio, aumento de 51,7% na taxa de inadimplência, se comparada ao mesmo mês de 2019.

Mais de 40% dos entrevistados disseram ter risco de desistir do curso, e a perda de renda foi apontada como principal fator: 22% declararam ter perdido o emprego; 19% disseram ter tido redução de até 70% na jornada ou contrato suspenso.

Brasil perde R$ 214 bilhões ao ano com evasão escolar, diz pesquisa

Entre os que declararam continuar estudando, 30% afirmava que conseguia pagar até 3 meses; 20% por até 6 meses; 7% por até 12 meses. Outros 41% disseram não conseguir estimar, mas assumiam que teriam problemas futuros.null

Entre potenciais alunos, 43% deles afirmaram que planejavam começar a graduação só quando a situação se normalizar.

Financiamento Estudantil

Em dezembro de 2019, o Ministério da Educação (MEC) anunciou mudanças no programa de Financiamento Estudantil (Fies): a resolução prevê um corte de quase metade das vagas oferecidas. De acordo com o texto, a quantidade poderá passar de 100 mil em 2020 para 54 mil em 2021 e 2022 – redução de 46%.

Segundo o MEC, o número poderá ser revisto, anualmente, caso haja alteração nos parâmetros econômicos atuais ou nos aportes do Ministério – o que não é muito esperado frente ao cenário econômico agravado pela pandemia.

A queda se somará a outras acumuladas ao longo dos anos, afirma Sólon. Dos 731 mil contratos concedidos em 2014, restaram 85 mil no ano passado.

O Fies oferece financiamento para pagar mensalidades do ensino superior em universidades privadas. Uma das categorias oferece juros zero para os estudantes com renda mensal familiar de até três salários mínimos; e outra, para quem tem renda mensal familiar de até cinco salários mínimos, oferece empréstimo a juros relativamente baixos, variando de acordo com o banco que atua como agente financeiro.

Reforma tributária

Sólon afirma que as mudanças propostas na reforma tributária do governo vão aumentar os impostos pagos pelas instituições de ensino e, consequentemente, o valor será repassado para as mensalidades.

“Quando governo aumenta carga tributaria das instituições de ensino, essa diferença certamente será repassada para mensalidades. Mas esse grupo de alunos que já está no limite do que pode pagar. Com isso eles vão abandonar, vão deixar de estudar porque não vão conseguir pagar mensalidade”.

Prouni

Sólon alerta que a medida provisoria 934, que está tramitando no Senado, vincula a abertura de processos seletivos, como o Programa Universidade para Todos (Prouni), à divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O mesmo deverá ser aplicado em relação ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), caso a MP não sofra alterações.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

No entanto, como o Enem foi adiado por causa da pandemia e terá as provas realizadas em janeiro e fevereiro de 2021, a correção e divulgação do resultado deverá ocorrer depois do primeiro trimestre, o que na prática impede o Prouni do primeiro semestre de 2021.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse que existe a possibilidade de esse artigo ser vetado pelo presidente Jair Bolsonaro, conforme solicitação do senador Izalci Lucas (PSDB-DF). “A partir [desse trecho], o único critério de inclusão no Prouni é através do Enem. Como o Enem foi adiado, muitas faculdades vão ficar sem os alunos, porque o único critério é o Enem”, argumentou Izalci.

Metas do PNE

O Plano Nacional de Educação tem 20 metas a serem atingidas, desde o ensino infantil até a pós-graduação, incluindo também a educação de jovens e adultos.

A análise da Abmes foi feita em cima da meta 12, sobre o ensino superior.

O texto do PNE determina que, até 2024, 33% dos brasileiros entre 18 e 24 anos estejam matriculados no ensino superior. Em 2018, o número era de 17%.

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Governo do RN: População das zonas Norte e Oeste de Natal receberam máscaras neste sábado

ASSECOM

O Governo do Estado levou as ações do programa RN+Protegido, de distribuição de máscaras de proteção facial à população, a diferentes localidades neste sábado (25), com equipes espalhadas pela capital e na região do município. As ações deste sábado, 25, foram coordenadas pela Defesa Civil do RN em parceria com a Cruz Vermelha e apoio da Associação do Conselho de Segurança do bairro Potengi e da Faculdade Estácio, unidade Zona Norte.

Durante a amanhã as equipes fizeram uma blitz na estrada da Redinha, próximo à Caixa Econômica Federal, com participação da Polícia Militar e lideranças comunitárias da Zona Norte, onde foram distribuídas 4 mil máscaras. Também no turno matutino a Cruz Vermelha distribuiu outras 4 mil unidades no bairro Guarapes e localidades vizinhas da Zona Oeste de Natal. Ao longo do dia, a Defesa Civil distribui 5 mil máscaras em Canguaretama e praias próximas, como Barra do Cunhaú, Pipa, Tibau do Sul e Sibaúma.

O RN+Protegido já distribuiu 4,7 das 7 milhões de máscaras que pretende entregar à população. Na primeira fase do programa foram distribuídas 3 milhões de máscaras. Nesta segunda, iniciada há 10 dias, 1,7 das 2 milhões já foram entregues à população em situação social mais vulnerável. O controlador geral do Estado e coordenador do programa, Pedro Lopes, estima que essas ações tenham chegado a mais de 2 milhões de potiguares, ou quase 70% da população do Estado.

Grande parte dessas máscaras é entregue a entidades e prefeituras para distribuição em comunidades. Mas Pedro Lopes lembra que desde a última quarta-feira a Defesa Civil, em parceria com a Cruz Vermelha, tem promovido ações diretas de entrega de máscaras à população. Durante esta semana dez municípios receberam as equipes: Natal, Parnamirim, Mossoró Grossos, Tibau do Sul, Areia Branca, João Câmara, Ceará-Mirim e Currais Novos. E também nas praias de Jenipabu e Maracajaú.

Nesta sexta-feira (24) a ação ocorreu em Nísia Floresta para distribuição de 5 mil máscaras, além de outras 2 mil no conjunto Planalto e 6 mil em Parnamirim. “Próxima segunda-feira faremos o planejamento de ações para a semana, com foco de acordo com o índice de contaminação das regiões. Mas como já distribuímos 2,6 milhões de máscaras na Região Metropolitana de Natal e estivemos recentemente no Alto Oeste, devemos chegar à Região Oeste, em Pau dos Ferros e municípios vizinhos”, estimou Pedro Lopes.

RN+Protegido

O programa é realizado em parceria do Governo do Estado com as indústrias de confecção do RN, em especial a Guararapes e Coteminas, além do Sindicato da Construção Civil no RN (Sinduscon). Vai permitir a produção de 7 milhões de máscaras para doação e foi pensado para o enfrentamento dos impactos da calamidade pública decorrente do novo coronavírus no Rio Grande do Norte.

O Governo está investindo R$ 3 milhões na ação, em 3 etapas: a 1ª (3 milhões de máscaras) por meio de empréstimo junto ao Banco Mundial (projeto do Governo Cidadão); a 2ª (2 milhões de máscaras de pano) e a 3ª (2 milhões de máscaras de TNT), por meio de recursos aportados do Governo Federal através de emenda parlamentar da Senadora Zenaide Maia (até R$ 2 milhões).

As empresas e entidades parceiras do RN+Protegido vão doar matérias-primas para a confecção do total de máscaras. A Guararapes Confecções S/A, além de doar matéria-prima para o Programa, fará o processo de confecção cobrando do Governo do RN somente o custo da mão de obra, doando os demais gastos de fabricação e o lucro. Ou seja, os recursos aportados pelo Governo serão destinados apenas ao pagamento da mão de obra.

Assim, a parceria Governo do RN e empresas, além de proteger a população do RN do Covid-19, proporcionará emprego e renda a mais de 4 mil profissionais costureiras estabelecidas no Estado potiguar, em especial as integrantes do Programa Pró-Sertão.

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Brasil registra mais um dia acima dos 50 mil novos casos de covid-19

Recuperados chegam a 1.617.480, 67,5% do total de casos

Leopoldo Silva

O Brasil teve pelo quarto dia seguido mais de 50 mil novos casos de covid-19 registrados em 24 horas. Segundo o balanço do Ministério da Saúde (MS) divulgado hoje (25), em 24 horas, foram registradas 51.147 pessoas infectadas com o novo coronavírus.

A atualização de ontem (24) trouxe 55.891 novos casos registrados em 24 horas. Na quinta-feira (23), o painel marcou 59.962 novos diagnósticos acrescidos às estatísticas e na quarta-feira (22) veio o recorde desde o início da pandemia, de 67.860.

No total, o Brasil chegou a 2.394.513 de pessoas infectadas notificadas desde o início da pandemia.

O número de novas mortes por causa da covid-19 registradas nas últimas 24 horas foi de 1.211, totalizando 86.449 óbitos desde o início da pandemia. Ontem, o sistema do ministério marcava 85.238 óbitos acumulados em razão da covid-19. Ainda há 3.691 mortes em investigação.

Ainda de acordo com a atualização diária do Ministério da Saúde, há 690.584 pacientes em acompanhamento. O número de recuperados chegou a 1.617.480, 67,5% do total de casos registrados no Brasil até o momento.

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados aos fins de semana.

Estados

Os estados com mais mortes são: São Paulo (21.517), Rio de Janeiro (12.808), Ceará (7.476), Pernambuco (6.299) e Pará (5.689). As unidades da Federação com menos óbitos pela pandemia são Mato Grosso do Sul (292), Tocantins (340), Roraima (473), Acre (483) e Amapá (554).

Os estados com mais casos confirmados desde o início da pandemia são: São Paulo (479.481), Ceará (161.597), Rio de Janeiro (156.293), Pará (147.923) e Bahia (146.399). As Unidades da Federação com menos pessoas infectadas registradas são Acre (18.657), Tocantins (20.920), Mato Grosso do Sul (21.015), Roraima (29.394) e Amapá (35.162). 

Fonte: Agência Brasil

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