O Governo do RN publicou no Diário Oficial, desta sexta-feira (16), dois decretos com os termos de desapropriações das áreas de terra, situadas nos municípios de Jardim de Piranhas e São Fernando, que serão destinadas à instalação de agrovilas para realocar as famílias de trabalhadores rurais sem terra desapropriados pela construção da Barragem Oiticica. No total, 112 famílias serão beneficiadas, incluindo as da agrovila de Jucurutu, que já teve terreno desapropriado por decreto da governadora Fátima Bezerra, em agosto de 2020.
O secretário de estado do meio ambiente e dos recursos hídricos, João Maria Cavalcanti, explica que esse decreto é a garantia de implantação desses espaços e que cada uma das três agrovilas vai permitir, além da moradia, a área de produção dos trabalhadores rurais. “O projeto é pautado na agricultura familiar e no desenvolvimento sustentável. Lá eles vão poder obter sua renda através do que produzir, além de terem acesso a todos os equipamentos sociais como escola, uma sede para a associação dos assentados e posto de saúde” destaca o titular da Semarh ressaltando que os locais onde serão implantadas as três agrovilas foram escolhidos pelo próprio Movimento dos Atingidos.
Um terceiro decreto também foi publicado hoje para fins de desapropriação, nesse caso, declarando de utilidade pública áreas de terra nos municípios de Jucurutu/RN, São Fernando/RN e Jardim de Piranhas/RN para a ampliação da poligonal de contorno da respectiva bacia hidráulica.
A poligonal de contorno é a delimitação da área da bacia hidráulica que será desapropriada para implantação da Barragem de Oiticica. Esse novo decreto amplia o de 2016 e vai promover a desapropriação de imóveis que não foram contemplados anteriormente, detectados por meio de levantamento topográfico mais detalhado. “Esse novo decreto amplia a área em quase mil hectares a mais e está atendendo as demandas dos moradores circunvizinhos da barragem, uma vez que, muitos teriam propriedades e benfeitorias atingidas pela água e não estavam contemplados com indenizações” explica o secretário.
“A Governadora Fátima Bezerra tem dado prioridade nas ações relacionadas às obras sociais ligadas ao complexo e esse é mais um passo rumo a finalização dessa obra tão esperada que vai trazer redenção hídrica para a região do Seridó. Vamos continuar nesse trabalho com afinco pra garantir agilidade nas ações envolvidas” finaliza João Maria.
SOBRE OITICICA A Barragem de Oiticica e´ a maior obra de infraestrutura hídrica em andamento no RN, a quinta maior do Brasil e sera´ o terceiro maior reservato´rio do estado. Quando concluída, beneficiara´ 800 mil pessoas, de 43 munici´pios do Rio Grande do Norte. Com capacidade para 556 milho~es de metros cu´bicos, vai receber as a´guas do Eixo Norte do Projeto de Integrac¸a~o do rio Sa~o Francisco e ofertara´ a´gua para as regio~es do Serido´, Vale do Ac¸u e regia~o Central. As obras fi´sicas da parede do reservato´rio já estão com 90% executadas e da Nova Barra de Santana 87%.
Presente e atuante na vida dos parnamirinenses, o Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids e Hepatites Virais (SAE) completa dez anos neste domingo (18). Com o trabalho voltado principalmente para as pessoas portadoras de HIV, há uma década o SAE vem fazendo a diferença e levando mais qualidade de vida aos pacientes, que elogiam o atendimento pelo acolhimento, cuidado e assistência.
A unidade dispõe de uma equipe multidisciplinar composta por médicos infectologistas, enfermeiros, técnico de enfermagem, farmacêutico e auxiliar de farmácia, psicólogo, assistente social e nutricionista. Além dos atendimentos clínicos, o SAE faz a dispensação de medicamentos, como o chamado “coquetel” que é formado por inibidores de transcriptase reversa, retrovirais, preservativos masculino e feminino, gel lubrificante, testes rápidos, e fórmulas infantis para as mães soro positivo que não podem amamentar.
De acordo com a enfermeira e coordenadora do SAE, Izabell Alves, o crescimento no número de atendimentos e pacientes assíduos na unidade, demonstram o quanto o serviço é essencial para a população. Em 2016, o número de pacientes era de aproximadamente 400, atualmente, mais de 1.000 pessoas recebem assistência e são bem acolhidos pela unidade.
“Sabemos que ainda existe o tabu criado com pessoas portadoras de HIV, mas que está sendo quebrado no passar dos anos. Nosso objetivo é atender e acolher da melhor maneira possível. Muitos quando descobrem que são soro positivo, choram, e se sentem perdidos. Além do suporte com medicamentos, o acolhimento é essencial nesse serviço, cuidar da parte emocional é fundamental. Esse acompanhamento é muito importante para qualidade de vida dos pacientes”, disse a coordenadora.
O SAE possui demanda aberta e qualquer pessoa pode procurar o ambulatório para realizar os testes rápidos. Caso necessite de medicamentos, ao que se refere à testagem positiva, é necessário que o paciente apresente um encaminhamento médico ou algum exame que comprove a indicação da doença. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30, e das 13h30 às 16h30. A unidade está localizada na Rua Suboficial Farias, 23, Monte Castelo.
Com orgulho e gratidão pelos serviços prestados pela unidade, Izabell Alves falou do sentimento, valor e diferença que o SAE tem feito na vida das pessoas há uma década. “Nosso serviço e a forma que temos como ajudar é muito gratificante. Quando a gente se depara com esses pacientes, a sensação é de querer cuidar. O retorno que recebemos da população, presencialmente, e nas nossas redes sociais, é um combustível para continuarmos nesta missão”.
Educadores mostram como incentivar hábito em casa e na escola
II Bienal do Livro e da Leitura de Brasília.
Neste domingo (18) comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi escolhida porque, nesse dia, em 1882, nasceu o escritor Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil brasileira. A data celebra esse gênero literário e homenageia o escritor, autor de clássicos como Sítio do Pica-Pau Amarelo, O Saci, Fábulas de Narizinho, Caçadas de Hans Staden e Viagem ao Céu.
De acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, o número de crianças leitoras cresceu de 2015 a 2019, período em que 48% disseram que leem por gosto. A prática da leitura contribui para o desenvolvimento de capacidades como pensar, interpretar, falar, aprender e conviver.
Em tempos de uso de tantas telas, como tablets, celulares e televisão, e agora com o ensino remoto, os livros infantis ainda têm espaço na rotina das crianças? A doutora em educação pela Universidade de São Paulo Diva Albuquerque Maciel diz que sim.
Telas têm de ser usadas em favor do livro, e não como concorrentes, diz especialista – Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil
“As telas são grandes concorrentes do livro, mas temos que usar todos esses recursos em favor do livro, e não como concorrente. O livro tem um formato muito importante para a formação da língua escrita, temos que usar estratégias para aliar, já que a língua escrita precisa ser estimulada. Uma das estratégias é saber quais são as motivações das crianças, por exemplo, quais heróis e personagens elas buscam na internet, que possam estimular a leitura escrita de textos mais densos como gibis”. Diva é professora aposentada do departamento de psicologia escolar do desenvolvimento da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).
A pedagoga Daniela Denise Batalha Santini, que atualmente é professora do 1º ano do ensino fundamental do Colégio Parque Sevilha, na zona leste de São Paulo, afirma que, mesmo com a habilidade que o aluno de hoje tem de manusear telas, o livro ajuda muito a melhorar o interesse pela aprendizagem e a capacidade de concentração.
“O livro físico tem seu valor e não pode ser deixado totalmente para trás. O livro físico precisa se fazer presente em sala de aula como instrumento palpável. O sentir o livro, o explorar, o virar de páginas fazem toda a diferença no dia a dia do aprendizado dos pequenos. Fora as experiências sensoriais, tem a visualização, o concreto. Aguçar a curiosidade, proporcionar momento de troca”, observa Daniela Denise.
Também pedagoga, Fernanda Gadelha de Freitas Miranda é professora na Escola Municipal de Educação Infantil 22 de Março e no Centro de Educação Infantil Bryan Biguinati Jardim. Para Fernanda, o hábito da leitura precisa ser estabelecido desde a infância para que se formem cidadãos autônomos, questionadores e protagonistas de sua conduta e pensamentos. “Assim, acredito que a leitura, os livros infantis, sejam facilitadores desse processo. Costumo, todos os dias, oferecer aos meus alunos oportunidades de ampliar a visão de mundo e seu repertório, com os livros que lemos.”
Fernanda destaca que muitas crianças, devido às condições sociais, não têm acesso às tecnologias. “O livro impresso ainda é uma ferramenta facilitadora nesse processo, pois permite que mais adultos e crianças sejam contemplados nesse universo. Para a criança, o concreto do livro impresso é mais atraente e aceitável, ao contrário do adulto, que tende buscar à praticidade do e-book, por exemplo.”
Incentivo e diversidade temática
Diva Maciel considera fundamental o papel dos professores para estimular a leitura pelas crianças. “É preciso que os professores façam pesquisa dos livros que podem ser adotados em sala de aula, mesmo na sala remota. Ver o que elas estão buscando espontaneamente nas séries da TV, da internet. E, a partir daí, oferecer bons textos, ler com elas numa roda de leitura, ou estimulá-las a escrever e ler para turma na roda, por exemplo.”
É o que tem feito a professora Daniela, que trabalha os livros de forma descontraída, em de rodas de conversa. “Com momentos dirigidos e outros momentos livres, fazendo sempre um trabalho educativo, alinhando com o conteúdo desenvolvido, com temas atuais e muitas vezes trazendo discussões acerca de fatos do cotidiano. O momento da roda de conversa é mágico e encantador. É gratificante ver os pequenos interagindo com este universo da leitura, com seus colegas e professores.”
A professora Diva chama a atenção também para o estímulo à diversidade étnica e cultural na literatura infantil. “Lemos muito para os nossos filhos as histórias clássicas dos contos de fadas, mas, hoje em dia, temos que lembrar que são histórias que estão no formato de reis e rainhas brancos. Hoje sabemos que é importante trazer os contos em que os personagens são negros e têm outras etnias, e já existe muita coisa publicada. Nós somos um país miscigenado. No entanto, a cultura branca continua sendo dominante. É importante trazer outros tipos de livros infantis para ler para as nossas crianças”.
Diva indica a Afroteca Audiovisual Infantil, com livros com diversidade étnica e destaca que o Brasil é rico nessa diversidade cultural. “Nós temos uma oferta de grandes textos que envolvem a nossa cultura popular, nosso cancioneiro, nossos personagens. Monteiro Lobato foi um autor que utilizou bastante essas possibilidades.”
Nova tributação pode desestimular leitura
Apesar de pais e professores incentivarem a leitura, a proposta de nova tributação sobre os livros pode desestimular a compra deles. O governo federal propôs, em julho do ano passado, um projeto de lei para fusão do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) em um único tributo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Entre as alterações estão o fim da isenção do PIS e da Cofins para o mercado de livros e a cobrança da CBS com alíquota de 12%. O Congresso Nacional estuda a proposta no âmbito da reforma tributária.
O presidente da Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional (Abrelivros), Ângelo Xavier, afirma que o livro impresso é uma ferramenta muito importante na formação da criança e defende a manutenção da imunidade tributária dos livros no país. Xavier considera “um equívoco” a proposta de reforma encaminhada pelo Ministério da Economia que tributa os livros.
“Seja para os livros infantis, seja para a literatura adulta, para livros escolares, qualquer que seja a categoria de livros, isso vai dificultar ainda mais o acesso. As famílias menos favorecidas vão sofrer ainda mais. Vai haver uma concentração muito grande e poucos lançamentos de novos autores pelas editoras. Tudo que temos de positivo no mercado de livro tende a cair por terra com essa tributação. E muitas empresas, editoras, livrarias e distribuidoras tendem a ter dificuldades e até podem quebrar com a nova política, que esperamos que não se concretize”, afirma.
Como escolher um bom livro infantil
A coordenadora de Engajamento Social e Leitura do Itaú Social, Dianne Melo, dá dicas de como escolher um bom livro infantil. A primeira é a qualidade textual: o registro linguístico deve ser literário, ou seja, a linguagem é conotativa, utiliza figuras, e há preocupação com a escolha das palavras. “A construção textual deve estimular uma boa leitura em voz alta por parte do mediador.”
O projeto gráfico deve ter também qualidade visual, ou seja, ter capacidade de motivar e enriquecer a interação do leitor com o livro; a fonte deve oferecer boa legibilidade e as ilustrações não devem reforçar estereótipos sociais, históricos, raciais e de gênero.
É preciso ainda ter qualidade temática: o conteúdo não deve ser “didatizante” e sim dialogar com o imaginário infantil. “É importante contemplar a diversidade de contextos culturais, sociais, históricos e econômicos, além de possibilitar a reflexão das crianças sobre si próprias, os outros e o mundo que as cerca”, completa a especialista.
Prefeitura contabiliza 7.029 doses aplicadas no sábado (17), em dia de retomada de imunização com a CoronaVac.
A prefeitura confirmou que Natal superou a marca de 200 mil doses de vacina contra a Covid-19 aplicadas – 202.120, no total. De acordo com publicação em rede social, foram aplicadas 7.029 doses da vacina no sábado (17), em dia que retomou a imunização com a segunda dose da CoronaVac.
A vacinação com a segunda dose de CoronaVac e a primeira dose para pessoas a partir de 63 anos que receberão a vacina de Oxford tem sequência neste domingo (18), até 16h, nos pontos de drive-thru montados na Arena das Dunas, UnP Roberto Freire, Ginásio Nélio Dias, OAB e Shopping Via Direta. Os quatro últimos contam também com pontos de vacinação para pedestres. O drive do Sesi não abre neste domingo.
Para receber o imunizante é necessário apresentar o cartão de vacinação, comprovante de residência de Natal e documento com foto.
Na segunda-feira (19), a campanha ganha o reforço das 35 salas de imunização existentes na rede municipal com ênfase na imunização contra a Covid-19.
Primeira equipe técnica do Sertões Kitesurf desembarcou no Rio Grande do Norte hoje (16). A equipe está realizando visitas de reconhecimento nas cidades que farão parte do circuito do I Rally de Kitesurfe do Mundo, que ocorrerá de 8 a 14 de outubro deste ano. Os velejadores irão percorrer cerca de 500 Km para desbravar as águas do litoral de São Miguel do Gostoso/RN até Preá/CE. Na manhã desta sexta-feira, a secretária de Turismo do RN, Aninha Costa, participou da primeira reunião realizada com os seis municípios potiguares que integram o percurso.
“O kitesurfe é um dos esportes que mais cresce no mundo e o Rio Grande do Norte possui as condições perfeitas para a prática durante ano inteiro. Essa é uma importante ação de promoção do Governo do RN que conseguiu trazer a largada do Rally dos Sertões e o protagonismo de sediar o 1º Sertões Kitesurf”, disse Aninha Costa.
“Nosso objetivo aqui é unir forças e fazer um grande evento, e divulgar as belezas naturais desse estado. Um dos propósitos dos Sertões é mostrar um Brasil que é pouco conhecido, desbravando lugares antes nunca explorados. Agora com o novo desafio de desbravar os mares”, disse Fernando Garcia, Gerente de Produção do Sertões.
Participaram desta primeira reunião os representantes dos municípios de São Miguel do Gostoso, Pedra Grande, São Bento do Norte, Macau e Areia Branca.
O Sertões Kitesurf é uma competição inédita em formato de travessia de longa distância de 500 km, com características de um rally de endurance