2 de outubro de 2025

Coluna Versátil News

Eólica offshore avança no mundo e SENAI-RN vai começar a preparar profissionais no Brasil

A indústria de energia eólica offshore registrou crescimento médio anual de 10% na última década, embalada por avanços na capacidade instalada na China e em países como o Reino Unido. No Brasil, que se prepara para instalar os primeiros aerogeradores no mar e entrar oficialmente no mercado, o SENAI do Rio Grande do Norte acelera discussões e o passo para a formação de profissionais que vão atender à nova demanda.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica), milhares de trabalhadores serão necessários nos próximos anos para dar vazão à construção e operação das usinas.
“O offshore é a próxima fronteira brasileira para a geração de energia. Temos aí um novo horizonte, um novo mercado, uma oportunidade para o país com as melhores condições de vento do mundo, e as pessoas precisam estar preparadas para o que irá surgir”, observa o diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello.
Em uma primeira grande aposta com foco na atividade, a FAETI – Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais da instituição – vai dar início em 2026 a um programa de pós-graduação pioneiro no país. As inscrições para o curso, uma especialização lato sensu com 40 vagas e duração de 14 meses, foram abertas em agosto, no site https://faeti.rn.senai.br/.
“Essa é uma especialização voltada à formação de pessoas para dimensionamento de parques, operação, manutenção e outras atividades fundamentais em etapas como desenvolvimento, implantação e funcionamento dos novos complexos”, diz o diretor, estimando que os primeiros parques comerciais entrarão em cena, no mar do Brasil, na virada da década. “Isso quer dizer que o país tem de correr. Tecnologia e formação de pessoas precisam andar na frente da demanda. Essas indústrias, esses parques que estão previstos, precisarão de tecnologia madura e de pessoas qualificadas para a sua implantação no país”, acrescenta.
A energia eólica offshore é a energia dos ventos gerada com turbinas instaladas no mar ou em grandes mananciais de água. A atividade já existe na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, os primeiros investimentos foram sinalizados para as regiões Nordeste, Sul e Sudeste do país.
“O setor, no Brasil, registrou seu interesse junto ao Ibama, indicando onde quer investir e a perspectiva de investimentos com o registro dos projetos para licenciamento. Nós evoluímos com a Lei nº 15.097, que disciplina o aproveitamento de potencial energético offshore no paíse agora o momento não é de compasso de espera, mas de necessidade de ajuste fino na legislação, de necessidade de o ambiente infralegal continuar a evoluir, com a regulamentação que ainda está pendente. Eu analiso que o setor e as suas instituições têm trabalhado nisso”, diz Mello.
Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mostram que 104 complexos eólicos offshore têm processos de licenciamento abertos no órgão – com a primeira licença prévia emitida este ano para o Rio Grande do Norte. O projeto, uma planta-piloto ou sítio de testes para estudos com foco na atividade, foi concebido pelo SENAI-RN, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER).
Relatório 2025 do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) aponta que a indústria de energia eólica offshore alcançou 83,2 Gigawatts (GW) de capacidade instalada no mundo, em 2024. O crescimento de curto prazo, de acordo com o GWEC, está concentrado em mercados já consolidados, mas a atividade começa a se expandir para novas regiões, como Ásia-Pacífico, Sudeste Asiático e América Latina. Nesses locais, ainda segundo o relatório, governos vêm trabalhando em conjunto com a indústria para estabelecer políticas e regulações que acelerem o desenvolvimento do setor. Entre os países em destaque está o Brasil.
É em meio a esse cenário que o SENAI se movimenta de olho na nova indústria. “Nós já temos atuado firmemente na formação de pessoas, no desenvolvimento de tecnologias e na prestação de serviços para as indústrias de energia, ouvindo as empresas, construindo com elas as soluções que nascem aqui”, diz Mello.
“A criação da FAETI, a especialização em eólica offshore e as outras formações que temos agora ou nos planos não foram, portanto, uma decisão de virada de chave. Não foram uma mera oportunidade de mercado. Mas, sim, a busca por atender a mais uma demanda industrial, aproveitando a competência que desenvolvemos ao longo dos últimos 20 anos de trabalhos que têm envolvido as energias renováveis nos nossos centros e a infraestrutura de ponta que construímos para esse fim”, frisa. “O SENAI tem grande proximidade com a indústria e entendeu, a partir de provocações que recebeu dessa indústria, que estava faltando uma pitada na instituição, que era a pitada de ensino superior voltada ao setor”.
Especialização
Com início previsto para janeiro, o curso de pós-graduação em energia eólica offshore da FAETI será oferecido de forma presencial na sede da Faculdade, em Natal (Av. Capitão-Mor Gouveia, 2770 – Lagoa Nova), com aulas quinzenais, às sextas, sábados e domingos. A inscrição pode ser feita no site https://faeti.rn.senai.br/, na aba “Pós-graduação”.
O investimento na mensalidade será de R$ 1.030,00, (14 parcelas), com política de descontos que inclui 20% de abatimento no valor para trabalhadores da indústria, sindicatos vinculados ao Sistema Indústria, assim como para engenheiros e engenheiras registrados no CREA.
Estudantes concluintes do ensino superior de instituições públicas e o pagamento do valor total do curso, de uma vez, no cartão, terão redução de 10%. Pessoas com graduação em qualquer área de conhecimento podem participar.
Segundo a gerente acadêmica da FAETI, Patrícia Mello, “o curso atenderá a um público diversificado, incluindo profissionais de empresas de energia, consultorias, órgãos governamentais, acadêmicos, pesquisadores e gestores de políticas públicas”.
“A energia eólica offshore pode gerar centenas de milhares de empregos e movimentar a economia de forma significativa. Mas a falta de formação especializada é uma barreira ao desenvolvimento, segundo relatório do Banco Mundial, já que o setor exige profissionais preparados tanto para lidar quanto para liderar essa nova demanda”, diz a gerente. “O curso de pós-graduação em energia eólica offshore nasce para preencher essa lacuna, formando especialistas capazes de atuar de forma técnica e responsável nesse mercado emergente”.
A especialização trará um panorama global da energia eólica offshore, com conhecimentos que incluem meteorologia energética, aspectos técnicos e econômicos da integração da rede, legislação, fundações offshore e projetos de componentes mecânicos e elétricos. Construção e projetos de nacelle, rotor de aerogeradores, otimização de parques offshore, planejamento espacial marinho, política e regulação, licenciamento ambiental, além de impactos ambientais e sociais se somam à lista.
O corpo docente com mestres, doutores e especialistas de organizações como GWEC, ABEEólica, ISI-ER e órgãos reguladores, será, segundo o diretor do SENAI, um diferencial. “O curso é uma soma de competências e reúne especialistas que há muito tempo respiram esse setor”, diz.
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Wingfoil: Touros (RN) vira a capital nacional do esporte com a Gostoso Wingfoil Cup

A Praia de Monte Alegre, em Touros, conhecida carinhosamente como a “Esquina do Brasil”, se prepara para mais um espetáculo de alto nível no mar. Entre 2 e 5 de outubro, o Kauli Seadi Water Sports Club sediará a aguardada Gostoso Wingfoil Cup, a 8ª Etapa do Circuito Brasileiro. Esta é a quarta edição consecutiva do evento na região, o que solidifica Touros como um polo de excelência para o wingfoil no cenário nacional e internacional.

Organizado pela Associação Brasileira de Wing, o evento atrai a elite da modalidade. A escolha de Touros é estratégica e inegável: a região oferece ventos constantes e ideais, além de águas quentes que garantem um espetáculo de alto nível e desafiam os competidores.

Segundo Kauli Seadi, tricampeão mundial e organizador do evento, “A realização de um evento desse porte não só movimenta a economia local, mas também reforça a excelência das condições de vento e água quente que o Rio Grande do Norte, e em especial Touros, oferece para a prática do wingfoil.” Ele ainda destaca a acessibilidade do wingfoil em comparação com o kitesurf, prevendo um crescimento meteórico do esporte.

A edição de 2025 lança um olhar especial para o futuro. O público poderá acompanhar de perto a nova geração de atletas, que já se destaca com o Troféu Gromets. Esses jovens talentos prometem elevar o nível técnico e surpreender na competitiva categoria Open de freestyle, sinalizando o potencial promissor do wingfoil brasileiro.

Mais do que uma competição, a Gostoso Wingfoil Cup é um impulso significativo para a economia local. O fluxo de atletas, equipes e entusiastas movimenta toda a rede de serviços – de pousadas a restaurantes – em Touros e nas regiões vizinhas, como São Miguel do Gostoso, que já conta com forte presença de turistas europeus.

Com o apoio essencial da Emprotur e da Prefeitura de Touros, a Gostoso Wingfoil Cup garantirá que o município se estabeleça, de vez, como um dos principais destinos de wingfoil do Brasil.

SERVIÇO

Evento: 8ª Etapa do Circuito Brasileiro de Wingfoil – Gostoso Wingfoil Cup

Data: 2 a 5 de Outubro

Local: Kauli Seadi Water Sports Club, Praia de Monte Alegre, Touros (RN)

Coluna Versátil News

Estudo inédito vai revelar o estágio de Interoperabilidade do sistema de saúde brasileiro

ABCIS

 

Iniciativa de relevância nacional é fruto do trabalho conjunto de três importantes entidades do setor da saúde

ABCIS – Associação Brasileira CIO e Líderes de Tecnologia em Saúde, a SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, e o Instituto HL7 Brasil, organização desenvolvedora de padrões (SDOs) internacional, se uniram para lançar o “Panorama  da interoperabilidade na saúde brasileira”, uma série histórica que pretende retratar a partir de 2025 os avanços do país sobre o tema.

A interoperabilidade, que é a capacidade de diferentes sistemas se comunicarem de forma padronizada e segura, ainda é um dos maiores desafios no Brasil. Problemas como silos de informação, falta de padronização, custos de integração elevados e barreiras regulatórias comprometem a continuidade do cuidado, a eficiência operacional e a segurança do paciente.

O estudo será feito a partir de realização de uma pesquisa de âmbito nacional. Trata-se de um questionário com 24 questões e com um tempo médio estimado de 20 minutos para responder na sua totalidade.

Voltado para os hospitais, laboratórios, operadoras e demais atores de saúde, a pesquisa tem como objetivo coletar dados sobre como as instituições estão lidando com a troca de informações, seja internamente ou com atores externos.

O comitê técnico da pesquisa é formado por representantes de três instituições reconhecidas: ABCIS, que traz a visão estratégica dos CIOs e líderes de tecnologia em saúde; SBIS, referência em conhecimento técnico, normativo e científico em informática em saúde; e o Instituto HL7 Brasil, responsável por fomentar no país os padrões internacionais de interoperabilidade, fundamentais para que os dados circulem de forma segura e eficiente.

A soma das expertises traz legitimidade, representatividade e força técnica à iniciativa, criando uma oportunidade inédita para construir uma visão integrada sobre o estágio da interoperabilidade no Brasil.

Segundo Jussara Rötzsch, presidente do HL7 Brasil, e terminologista e especialista em modelagem de informação no Hospital Sírio-Libanês, a união das entidades é um marco. “É a primeira vez que as principais instituições de saúde digital do Brasil se unem em uma pesquisa nacional sobre interoperabilidade. Esse diagnóstico é histórico porque nos ajudará a enxergar onde estamos e para onde precisamos ir. Cada avanço nessa agenda traz mais eficiência ao sistema de saúde e salva vidas”, comenta.

“A realização conjunta nasce da convergência de propósitos e da complementaridade de atuação dessas três entidades cíveis referenciadas pelo setor. Essa união inédita fortalece o propósito comum, que é acelerar a transformação digital da saúde no Brasil, tornando a interoperabilidade uma realidade em benefício de pacientes, profissionais e instituições, complementa Sonia Poloni, CEO da ABCIS.

“A interoperabilidade é mais que um desafio, ela é o futuro da saúde quebrando todos os paradigmas que conhecemos e criando realidades no Brasil e no mundo. Com isso, essa pesquisa se torna fundamental para todos nós que trabalhamos nesse sentido, unindo esforços institucionais de diferentes frentes para ampliar a nossa capilaridade de alcance e engajamento. As respostas com as informações de forma colaborativa serão uma grande bússola para orientar a consolidação da interoperabilidade no Brasil”, afirma Antônio Carlos Onofre de Lira, presidente da SBIS.

Contexto Regulatório

No Brasil, a interoperabilidade no sistema de saúde tem ganhado destaque nos últimos anos, especialmente com a evolução da saúde digital. Diversos marcos regulatórios, estratégias e normas técnicas vêm sendo implementados para garantir a troca segura, padronizada e eficiente de dados de saúde entre diferentes sistemas e instituições.

O recente Decreto Presidencial n° 12560 de julho de 2025 estabelece diretrizes nacionais para interoperabilidade em saúde. Na prática, determina que os sistemas de informação em saúde, tanto públicos quanto privados, sigam os padrões de interoperabilidade definidos pelo Ministério da Saúde.

A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) se consolidou como o ambiente central de interoperabilidade nacional, permitindo que diferentes sistemas compartilhem dados clínicos, exames, vacinação.

Diagnóstico estratégico para apoiar decisões

De acordo com Atualpa Aguiar, diretor de tecnologia na MêdSenior, e coordenador do Grupo de Trabalho de Interoperabilidade na ABCIS, a iniciativa será fundamental para orientar políticas e investimentos. “Historicamente, a saúde suplementar e o SUS têm operado de forma paralela, com sistemas que não conversam entre si. Essa iniciativa permitirá mapear de forma realista o estágio da interoperabilidade no país, identificar lacunas e propor caminhos consistentes para evolução”, explica.

O levantamento também será uma ferramenta prática para os gestores. “Para hospitais, clínicas e operadoras, o diagnóstico será uma referência útil, vai ajudá-los a investir melhor, a escolher soluções mais alinhadas com padrões internacionais e a evoluir a partir do que já possuem hoje”, reforça Jussara.

Não se trata de uma ferramenta para medir o nível de maturidade em interoperabilidade de cada instituição e sim, um estudo estatístico que será útil do ponto de vista de benchmarking e referência no tema interoperabilidade em saúde. Nenhuma instituição terá os dados expostos, auditados. Serão dados que serão usados de forma anonimizada e macro”, explica Sonia.

Além disso, os resultados devem reduzir a tomada de decisão baseada apenas em percepções fragmentadas. “O grande valor dessa pesquisa está em oferecer um raio-x nacional sobre interoperabilidade. Em vez de decisões baseadas em percepções subjetivas, passaremos a ter dados concretos para orientar políticas públicas, investimentos e estratégias institucionais”, acrescenta Aguiar.

Próximos passos

O questionário já está disponível para participação de hospitais, clínicas, operadoras, laboratórios e demais instituições em todo o Brasil. Um recorte do resultado da pesquisa será apresentado publicamente durante o Healthcare Innovation Show (HIS), um dos mais importantes eventos de inovação em saúde do país, que acontece em outubro.

“A pesquisa tem potencial de criar uma base comum de entendimento para todo o setor. Com um diagnóstico nacional em mãos, passamos a falar a mesma língua e podemos estabelecer prioridades que tragam ganhos reais em eficiência, qualidade assistencial e sustentabilidade”, exalta Jussara. “Mais do que levantar dados, queremos provocar reflexão e mudança. Nosso objetivo é entregar ao setor um instrumento que sirva de guia para decisões estratégicas, de forma que a interoperabilidade deixe de ser apenas um discurso e se consolide como parte da infraestrutura crítica da saúde no Brasil”, completa Aguiar.

Acesse a Pesquisa Nacional sobre o Estágio de Interoperabilidade no Sistema de Saúde clicando AQUI.

O webinar de lançamento da pesquisa no YouTube pode ser acessado clicando AQUI.

Sobre a ABCIS

ABCIS – Associação Brasileira CIO e Gestores de Tecnologia em saúde pública e privada é uma Associação civil, não-governamental, apartidária, sem fins lucrativos fundada em 2012.  Há 13 anos a Entidade atua para o fortalecimento do papel ESTRATÉGICO da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TICS) na Saúde evidenciando os benefícios trazidos pela Transformação Digital do Setor.  Foi criada para suprir a necessidade de uma entidade que fosse capaz de reunir os gestores de TI em torno dos desafios comuns em um setor com as particularidades e complexidades encontradas no setor de saúde.

Promove de forma imparcial e agnóstica a aproximação e a colaboração entre os líderes de TI associados, Indústria de Tecnologia demais partes interessadas, defendendo o diálogo aberto em busca da concepção conjunta de soluções para os desafios comuns do setor.

Defende o diálogo aberto e discussões em alto nível entre os líderes de TI das instituições, provedores e indústria de TI genuinamente interessados em conhecer os desafios específicos do segmento e dispostos a colaborar na resolução dos problemas reais, além dos demais profissionais de Saúde e atores do ecossistema motivados pelos benefícios trazidos pela transformação digital.

Sobre a SBIS

A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde atua desde 1986 na promoção e no desenvolvimento da informática em saúde no Brasil, fomentando a certificação, a normalização e o uso seguro da tecnologia no setor.

Sobre o Instituto HL7 Brasil

O Instituto HL7 Brasil é a representante oficial do padrão HL7 no país, trabalhando para promover a interoperabilidade e a padronização da troca de informações em saúde, alinhando o Brasil a padrões globais.

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