Encontro virtual trata de arte feminina e tradição popular

Debate é promovido pelo Museu do Pontal nesta segunda-feira

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A ceramista pernambucana Socorro Rodrigues (foto destaque), 66 anos, completados na quarta-feira (14), carrega a tradição da arte popular da família. O interesse pelos trabalhos feitos do barro veio de acompanhar o pai Zé Caboclo, um dos primeiros seguidores de Mestre Vitalino, um símbolo dessa cultura popular no Alto do Moura, em Caruaru, Pernambuco. Socorro começou a esculpir pequenas peças de brinquedos já aos seis anos e aos nove fazia peças para vender. Toda essa experiência de vida, Socorro vai contar no encontro virtual que o Museu do Pontal, do Rio de Janeiro, vai fazer nesta segunda-feira (19), às 17h.

A arte popular, no Alto do Moura, começou como uma tradição masculina a partir da obra do Mestre Vitalino, seguido por nomes como o pai de Socorro, por Manuel Eudócio e por Manuel Galdino, entre outros. As gerações seguintes começaram a mudar este comportamento e as mulheres passaram a ser reconhecidas como artistas e ceramistas.

A proximidade da participação do encontro virtual, que ela vê como mais um incentivo para tornar a sua arte conhecida, a deixou ansiosa. “Com esses tempos difíceis e a situação toda que está o nosso país, mas que se Deus quiser vai passar, né? Aí é muito importante. É mais uma divulgação para a gente poder vender. A pessoa fica mais conhecida, como eu estou vendendo na internet”, informou, à Agência Brasil, acrescentando que o seu site foi feito pela neta.

Preservação

Na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas, foram as mulheres que começaram a tradição de arte cerâmica, como dona Isabel Mendes da Cunha, da comunidade Santana do Araçuaí; e Noemisa, de Caraí; entre outras. Há cerca de 20 anos o fotógrafo mineiro Lori Figueiró tem feito registros de benzedeiras e parteiras, como forma de preservar a cultura popular da região. Nesse tempo, tem encontrado muitas histórias, como a da dona Generina Isidório da Silva, uma benzedeira de 106 anos, que está completamente lúcida e tem tataranetos. Lori contou que a conhece há mais de 10 anos e durante esse tempo vem fazendo registros fotográficos dela, de Blandina Silva Souza, mais conhecida como dona Baranda, que tem mais de 90 anos e não é possível precisar a idade porque perdeu os documentos e de Vera Lúcia Marques de 72 anos. Todas as três moram em Araçuaí, no médio Jequitinhonha. “Eu venho fotografando constantemente com a ideia de fazer um livro em homenagem a essas três benzedeiras. Nenhuma delas está deixando seguidores. As três lamentam”, completou Lori à reportagem da Agência.

Tantos registros depois de várias manifestações artísticas, pela primeira vez Lori vai participar de uma live. Embora seja sobre um assunto que conhece bastante, está com grande expectativa e com certa ansiedade para falar dos conhecedores tradicionais, como costuma chamar os artistas, especialmente, da região do alto e do médio Vale do Jequitinhonha. “Eu registro benzedeiras, parteiras, artesãos de um modo geral, os grupos de congado, tambozeiros de Nossa Senhora do Rosário, as pessoas que ainda fazem os saberes mais tradicionais mesmo, a farinha de mandioca, a rapadura. Trabalho com essas pessoas”, disse.

Para Lori Figueiró, parte do trabalho que faz é o registro do final de uma era, uma vez que alguns ofícios não estão sendo repassados para novas gerações, como é o caso de quem produz a farinha e a mandioca pelos métodos tradicionais. “Os mais jovens não querem mais este tipo de trabalho ou esse tipo de ofício”, observou.

Essa situação, conforme o fotógrafo, muda um pouco quando a manifestação cultural é mais relacionada à cerâmica e às esculturas em madeira. “Acredito que isso vai perdurar um pouco mais, mas as benzedeiras, as pessoas que fazem algum tipo de culinária, isso vem se perdendo muito. Os jovens não querem muito e os pais e avós não estão conseguindo repassar”, completou, destacando que uma das razões é o maior interesse pelas redes sociais.

Segundo o fotógrafo, em 2011, quando fez um trabalho em Jenipapo de Minas, a associação da tecelãs do local tinha em torno de 60 mulheres e hoje está praticamente fechada. Na mesma época a associação de tecelãs da cidade Berilo tinha 120 pessoas e agora em torno de 7 pessoas entre homens e mulheres trabalhando no tear. “Isso vem se perdendo”, completou.

“Embora eu fale que venho registrando o final de uma era, ainda tem muita coisa para registrar. É impressionante a força do povo, principalmente, as mulheres que são a força motriz do Vale”.

Para Joana Corrêa, que vai ser a mediadora do encontro, o aprimoramento técnico dos artistas vem colaborando para a preservação de parte da cultura popular da região. Ela é carioca, mas se mudou para o alto do Jequitinhonha de onde acompanha os trabalhos de artistas locais. O encontro virtual, na visão dela, vai permitir também o debate de uma arte feita por mulheres, que originalmente era produzida por homens. Como antropóloga, ela disse que a ação do tempo não consegue preservar tudo e, cada geração, traz uma nova contribuição. “Eu não tenho um olhar negativo com relação a essas mudanças. Os jovens vão encontrar os seus caminhos. O que tem hoje de produção cerâmica no Vale do Jequitinhonha em relação há 20 anos, é infinitamente mais amplo e complexo”, observou, concordando com Lori, que no caso das benzedeiras isso é mais difícil.

Encontro

Além de Socorro Rodrigues e do o fotógrafo Lori Figueiró o encontro vai ter a presença da ceramista Ducarmo Barbosa, de Minas Novas e Turmalina, em Minas Gerais e da ativista cultural e congadeira quilombola Sanete Esteves de Sousa, do Quilombo Mocó dos Pretos, em Berilo, também em Minas. Sanete vai mostrar também os aspectos intersecções sociais e raciais que se misturam nos desafios de ser liderança e artista da cultura popular. “O Vale sempre foi tratado como muito caboclo, mas, na verdade, tem uma tradição negra, da região das Minas fundada por uma população majoritariamente de origem africana. Essa tradição muitas vezes é apagada. A Sanete traz essa força e muito raiz do Vale”, disse Joana em entrevista à Agência Brasil.

Livro

O encontro vai celebrar ainda o lançamento da segunda edição do livro Mulheres do Vale, substantivo feminino, de Lori Figueiró, pelo Centro de Cultura Memorial do Vale, no Serro. |Além de fotos, a publicação traz depoimentos das pessoas que fazem algum tipo de trabalho, que segundo o autor, deve ser preservado e poemas sobre elas. “É uma seleção de imagem de um vale mais tradicional e mais preservado. As casas com seus fogões de lenha, as paredes revestidas de imagens sacras misturadas com fotografias dos familiares, As benzedeiras, as mulheres que foram parteiras, as artesãs. O livro tem esse conjunto de imagens mais tradicionais do vale”, revelou. A primeira edição foi em 2019.

Fonte: agência Brasil

Governo do RN: Governo publica decretos para novas desapropriações no Complexo de Oiticica

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O Governo do RN publicou no Diário Oficial, desta sexta-feira (16), dois decretos com os termos de desapropriações das áreas de terra, situadas nos municípios de Jardim de Piranhas e São Fernando, que serão destinadas à instalação de agrovilas para realocar as famílias de trabalhadores rurais sem terra desapropriados pela construção da Barragem Oiticica. No total, 112 famílias serão beneficiadas, incluindo as da agrovila de Jucurutu, que já teve terreno desapropriado por decreto da governadora Fátima Bezerra, em agosto de 2020.

O secretário de estado do meio ambiente e dos recursos hídricos, João Maria Cavalcanti, explica que esse decreto é a garantia de implantação desses espaços e que cada uma das três agrovilas vai permitir, além da moradia, a área de produção dos trabalhadores rurais. “O projeto é pautado na agricultura familiar e no desenvolvimento sustentável. Lá eles vão poder obter sua renda através do que produzir, além de terem acesso a todos os equipamentos sociais como escola, uma sede para a associação dos assentados e posto de saúde” destaca o titular da Semarh ressaltando que os locais onde serão implantadas as três agrovilas foram escolhidos pelo próprio Movimento dos Atingidos. 

Um terceiro decreto também foi publicado hoje para fins de desapropriação, nesse caso, declarando de utilidade pública áreas de terra nos municípios de Jucurutu/RN, São Fernando/RN e Jardim de Piranhas/RN para a ampliação da poligonal de contorno da respectiva bacia hidráulica. 

A poligonal de contorno é a delimitação da área da bacia hidráulica que será desapropriada para implantação da Barragem de Oiticica. Esse novo decreto amplia o de 2016 e vai promover a desapropriação de imóveis que não foram contemplados anteriormente, detectados por meio de levantamento topográfico mais detalhado. “Esse novo decreto amplia a área em quase mil hectares a mais e está atendendo as demandas dos moradores circunvizinhos da barragem, uma vez que, muitos teriam propriedades e benfeitorias atingidas pela água e não estavam contemplados com indenizações” explica o secretário.

“A Governadora Fátima Bezerra tem dado prioridade nas ações relacionadas às obras sociais ligadas ao complexo e esse é mais um passo rumo a finalização dessa obra tão esperada que vai trazer redenção hídrica para a região do Seridó. Vamos continuar nesse trabalho com afinco pra garantir agilidade nas ações envolvidas” finaliza João Maria.

SOBRE OITICICA
A Barragem de Oiticica e´ a maior obra de infraestrutura hídrica em andamento no RN, a quinta maior do Brasil e sera´ o terceiro maior reservato´rio do estado. Quando concluída, beneficiara´ 800 mil pessoas, de 43 munici´pios do Rio Grande do Norte. Com capacidade para 556 milho~es de metros cu´bicos, vai receber as a´guas do Eixo Norte do Projeto de Integrac¸a~o do rio Sa~o Francisco e ofertara´ a´gua para as regio~es do Serido´, Vale do Ac¸u e regia~o Central. As obras fi´sicas da parede do reservato´rio já estão com 90% executadas e da Nova Barra de Santana 87%.

Prefeitura de Parnamirim: SAE completa 10 anos de acolhimento e serviços prestados à população

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Presente e atuante na vida dos parnamirinenses, o Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids e Hepatites Virais (SAE) completa dez anos neste domingo (18). Com o trabalho voltado principalmente para as pessoas portadoras de HIV, há uma década o SAE vem fazendo a diferença e levando mais qualidade de vida aos pacientes, que elogiam o atendimento pelo acolhimento, cuidado e assistência.

A unidade dispõe de uma equipe multidisciplinar composta por médicos infectologistas, enfermeiros, técnico de enfermagem, farmacêutico e auxiliar de farmácia, psicólogo, assistente social e nutricionista. Além dos atendimentos clínicos, o SAE faz a dispensação de medicamentos, como o chamado “coquetel” que é formado por inibidores de transcriptase reversa, retrovirais, preservativos masculino e feminino, gel lubrificante, testes rápidos, e fórmulas infantis para as mães soro positivo que não podem amamentar.

De acordo com a enfermeira e coordenadora do SAE, Izabell Alves, o crescimento no número de atendimentos e pacientes assíduos na unidade, demonstram o quanto o serviço é essencial para a população. Em 2016, o número de pacientes era de aproximadamente 400, atualmente, mais de 1.000 pessoas recebem assistência e são bem acolhidos pela unidade.

“Sabemos que ainda existe o tabu criado com pessoas portadoras de HIV, mas que está sendo quebrado no passar dos anos. Nosso objetivo é atender e acolher da melhor maneira possível. Muitos quando descobrem que são soro positivo, choram, e se sentem perdidos. Além do suporte com medicamentos, o acolhimento é essencial nesse serviço, cuidar da parte emocional é fundamental. Esse acompanhamento é muito importante para qualidade de vida dos pacientes”, disse a coordenadora.

O SAE possui demanda aberta e qualquer pessoa pode procurar o ambulatório para realizar os testes rápidos. Caso necessite de medicamentos, ao que se refere à testagem positiva, é necessário que o paciente apresente um encaminhamento médico ou algum exame que comprove a indicação da doença. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30, e das 13h30 às 16h30. A unidade está localizada na Rua Suboficial Farias, 23, Monte Castelo.

Com orgulho e gratidão pelos serviços prestados pela unidade, Izabell Alves falou do sentimento, valor e diferença que o SAE tem feito na vida das pessoas há uma década. “Nosso serviço e a forma que temos como ajudar é muito gratificante. Quando a gente se depara com esses pacientes, a sensação é de querer cuidar. O retorno que recebemos da população, presencialmente, e nas nossas redes sociais, é um combustível para continuarmos nesta missão”.

Dia Nacional do Livro Infantil: leitura deve ser estimulada desde cedo

Educadores mostram como incentivar hábito em casa e na escola

II Bienal do Livro e da Leitura de Brasília.

Neste domingo (18) comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi escolhida porque, nesse dia, em 1882, nasceu o escritor Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil brasileira. A data celebra esse gênero literário e homenageia o escritor, autor de clássicos como Sítio do Pica-Pau AmareloO SaciFábulas de NarizinhoCaçadas de Hans Staden e Viagem ao Céu.

De acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, o número de crianças leitoras cresceu de 2015 a 2019, período em que 48% disseram que leem por gosto. A prática da leitura contribui para o desenvolvimento de capacidades como pensar, interpretar, falar, aprender e conviver.

Em tempos de uso de tantas telas, como tablets, celulares e televisão, e agora com o ensino remoto, os livros infantis ainda têm espaço na rotina das crianças? A doutora em educação pela Universidade de São Paulo Diva Albuquerque Maciel diz que sim.

Biblioteca Parque é reaberta com Salão Carioca do Livro

Telas têm de ser usadas em favor do livro, e não como concorrentes, diz especialista  – Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil

“As telas são grandes concorrentes do livro, mas temos que usar todos esses recursos em favor do livro, e não como concorrente. O livro tem um formato muito importante para a formação da língua escrita, temos que usar estratégias para aliar, já que a língua escrita precisa ser estimulada. Uma das estratégias é saber quais são as motivações das crianças, por exemplo, quais heróis e personagens elas buscam na internet, que possam estimular a leitura escrita de textos mais densos como gibis”. Diva é professora aposentada do departamento de psicologia escolar do desenvolvimento da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).

A pedagoga Daniela Denise Batalha Santini, que atualmente é professora do 1º ano do ensino fundamental do Colégio Parque Sevilha, na zona leste de São Paulo, afirma que, mesmo com a habilidade que o aluno de hoje tem de manusear telas, o livro ajuda muito a melhorar o interesse pela aprendizagem e a capacidade de concentração.

“O livro físico tem seu valor e não pode ser deixado totalmente para trás. O livro físico precisa se fazer presente em sala de aula como instrumento palpável. O sentir o livro, o explorar, o virar de páginas fazem toda a diferença no dia a dia do aprendizado dos pequenos. Fora as experiências sensoriais, tem a visualização, o concreto. Aguçar a curiosidade, proporcionar momento de troca”, observa Daniela Denise.

Também pedagoga, Fernanda Gadelha de Freitas Miranda é professora na Escola Municipal de Educação Infantil 22 de Março e no Centro de Educação Infantil Bryan Biguinati Jardim. Para Fernanda, o hábito da leitura precisa ser estabelecido desde a infância para que se formem cidadãos autônomos, questionadores e protagonistas de sua conduta e pensamentos. “Assim, acredito que a leitura, os livros infantis, sejam facilitadores desse processo. Costumo, todos os dias, oferecer aos meus alunos oportunidades de ampliar a visão de mundo e seu repertório, com os livros que lemos.”

Fernanda destaca que muitas crianças, devido às condições sociais, não têm acesso às tecnologias. “O livro impresso ainda é uma ferramenta facilitadora nesse processo, pois permite que mais adultos e crianças sejam contemplados nesse universo. Para a criança, o concreto do livro impresso é mais atraente e aceitável, ao contrário do adulto, que tende buscar à praticidade do e-book, por exemplo.”

Incentivo e diversidade temática

Diva Maciel considera fundamental o papel dos professores para estimular a leitura pelas crianças. “É preciso que os professores façam pesquisa dos livros que podem ser adotados em sala de aula, mesmo na sala remota. Ver o que elas estão buscando espontaneamente nas séries da TV, da internet. E, a partir daí, oferecer bons textos, ler com elas numa roda de leitura, ou estimulá-las a escrever e ler para turma na roda, por exemplo.”

É o que tem feito a professora Daniela, que trabalha os livros de forma descontraída, em de rodas de conversa. “Com momentos dirigidos e outros momentos livres, fazendo sempre um trabalho educativo, alinhando com o conteúdo desenvolvido, com temas atuais e muitas vezes trazendo discussões acerca de fatos do cotidiano. O momento da roda de conversa é mágico e encantador. É gratificante ver os pequenos interagindo com este universo da leitura, com seus colegas e professores.”

A professora Diva chama a atenção também para o estímulo à diversidade étnica e cultural na literatura infantil. “Lemos muito para os nossos filhos as histórias clássicas dos contos de fadas, mas, hoje em dia, temos que lembrar que são histórias que estão no formato de reis e rainhas brancos. Hoje sabemos que é importante trazer os contos em que os personagens são negros e têm outras etnias, e já existe muita coisa publicada. Nós somos um país miscigenado. No entanto, a cultura branca continua sendo dominante. É importante trazer outros tipos de livros infantis para ler para as nossas crianças”.

Diva indica a Afroteca Audiovisual Infantil, com livros com diversidade étnica e destaca que o Brasil é rico nessa diversidade cultural. “Nós temos uma oferta de grandes textos que envolvem a nossa cultura popular, nosso cancioneiro, nossos personagens. Monteiro Lobato foi um autor que utilizou bastante essas possibilidades.”

Nova tributação pode desestimular leitura

Apesar de pais e professores incentivarem a leitura, a proposta de nova tributação sobre os livros pode desestimular a compra deles. O governo federal propôs, em julho do ano passado, um projeto de lei para fusão do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) em um único tributo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Entre as alterações estão o fim da isenção do PIS e da Cofins para o mercado de livros e a cobrança da CBS com alíquota de 12%. O Congresso Nacional estuda a proposta no âmbito da reforma tributária.

O presidente da Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional (Abrelivros), Ângelo Xavier, afirma que o livro impresso é uma ferramenta muito importante na formação da criança e defende a manutenção da imunidade tributária dos livros no país. Xavier considera “um equívoco” a proposta de reforma encaminhada pelo Ministério da Economia que tributa os livros.

“Seja para os livros infantis, seja para a literatura adulta, para livros escolares, qualquer que seja a categoria de livros, isso vai dificultar ainda mais o acesso. As famílias menos favorecidas vão sofrer ainda mais. Vai haver uma concentração muito grande e poucos lançamentos de novos autores pelas editoras. Tudo que temos de positivo no mercado de livro tende a cair por terra com essa tributação. E muitas empresas, editoras, livrarias e distribuidoras tendem a ter dificuldades e até podem quebrar com a nova política, que esperamos que não se concretize”, afirma.

Como escolher um bom livro infantil

A coordenadora de Engajamento Social e Leitura do Itaú Social, Dianne Melo, dá dicas de como escolher um bom livro infantil. A primeira é a qualidade textual: o registro linguístico deve ser literário, ou seja, a linguagem é conotativa, utiliza figuras, e há preocupação com a escolha das palavras. “A construção textual deve estimular uma boa leitura em voz alta por parte do mediador.”

O projeto gráfico deve ter também qualidade visual, ou seja, ter capacidade de motivar e enriquecer a interação do leitor com o livro; a fonte deve oferecer boa legibilidade e as ilustrações não devem reforçar estereótipos sociais, históricos, raciais e de gênero.

É preciso ainda ter qualidade temática: o conteúdo não deve ser “didatizante” e sim dialogar com o imaginário infantil. “É importante contemplar a diversidade de contextos culturais, sociais, históricos e econômicos, além de possibilitar a reflexão das crianças sobre si próprias, os outros e o mundo que as cerca”, completa a especialista.

Fonte: agência Brasil

G1: Covid-19: Natal supera 200 mil doses de vacina aplicadas e tem drives abertos neste domingo (18)

Prefeitura contabiliza 7.029 doses aplicadas no sábado (17), em dia de retomada de imunização com a CoronaVac.

Drive-thru de vacinação contra Covid-19 no Shopping Via Direta está aberto neste domingo (18) — Foto: Carlos Dhaniel/Inter TV Cabugi

A prefeitura confirmou que Natal superou a marca de 200 mil doses de vacina contra a Covid-19 aplicadas – 202.120, no total. De acordo com publicação em rede social, foram aplicadas 7.029 doses da vacina no sábado (17), em dia que retomou a imunização com a segunda dose da CoronaVac.

A vacinação com a segunda dose de CoronaVac e a primeira dose para pessoas a partir de 63 anos que receberão a vacina de Oxford tem sequência neste domingo (18), até 16h, nos pontos de drive-thru montados na Arena das Dunas, UnP Roberto Freire, Ginásio Nélio Dias, OAB e Shopping Via Direta. Os quatro últimos contam também com pontos de vacinação para pedestres. O drive do Sesi não abre neste domingo.

Para receber o imunizante é necessário apresentar o cartão de vacinação, comprovante de residência de Natal e documento com foto.

Na segunda-feira (19), a campanha ganha o reforço das 35 salas de imunização existentes na rede municipal com ênfase na imunização contra a Covid-19.

Pelo menos até 13 de abril, quase 9 mil pessoas já tinham passado do prazo para tomar a segunda dose da CoronaVac no Rio Grande do Norte, segundo dados do sistema RN + Vacina.

Locais para vacinação contra Covid-19 neste domingo (18)

  • Arena das Dunas
  • UnP na unidade da avenida Roberto Freire
  • Ginásio Nélio Dias
  • OAB
  • Shopping Via Direta

Governo do RN: RN inicia os preparativos para o Primeiro Rally de Kitesurf de longa distância

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Primeira equipe técnica do Sertões Kitesurf desembarcou no Rio Grande do Norte hoje (16). A equipe está realizando visitas de reconhecimento nas cidades que farão parte do circuito do I Rally de Kitesurfe do Mundo, que ocorrerá de 8 a 14 de outubro deste ano.  Os velejadores irão percorrer cerca de 500 Km para desbravar as águas do litoral de São Miguel do Gostoso/RN até Preá/CE. Na manhã desta sexta-feira, a secretária de Turismo do RN, Aninha Costa, participou da primeira reunião realizada com os seis municípios potiguares que integram o percurso.
 
“O kitesurfe é um dos esportes que mais cresce no mundo e o Rio Grande do Norte possui as condições perfeitas para a prática durante ano inteiro. Essa é uma importante ação de promoção do Governo do RN que conseguiu trazer a largada do Rally dos Sertões e o protagonismo de sediar o 1º Sertões Kitesurf”, disse Aninha Costa.
 
“Nosso objetivo aqui é unir forças e fazer um grande evento, e divulgar as belezas naturais desse estado. Um dos propósitos dos Sertões é mostrar um Brasil que é pouco conhecido, desbravando lugares antes nunca explorados. Agora com o novo desafio de desbravar os mares”, disse Fernando Garcia, Gerente de Produção do Sertões.
 
Participaram desta primeira reunião os representantes dos municípios de São Miguel do Gostoso, Pedra Grande, São Bento do Norte, Macau e Areia Branca.
 
O Sertões Kitesurf é uma competição inédita em formato de travessia de longa distância de 500 km, com características de um rally de endurance

Governo do RN: Governadores formalizam pedido de ajuda à ONU para conter pandemia

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O Fórum Nacional de Governadores formalizou nesta sexta-feira (16) pedido para que a Organização das Nações Unidas (ONU) coordene o processo de ajuda emergencial humanitária ao Brasil no âmbito do enfrentamento da Covid-19. Em reunião com a secretária-geral adjunta Amina Mohammed, por videoconferência, os governadores disseram que o país, epicentro mundial da pandemia, está na iminência de um colapso nacional da rede hospitalar. A situação do Brasil, alertaram os governadores, eleva o risco de propagação de variantes mais contagiosas e letais do novo coronavírus.

“Os representantes da ONU ouviram com muita atenção o relato que os governadores fizeram sobre o momento crítico que o país vive. Portanto, o ponto focal da reunião foi esse: o momento que estamos vivendo, de baixa e lenta cobertura vacinal. Nosso apelo maior foi para que a ONU possa nos dar ajuda humanitária para viabilizarmos a compra de mais vacinas e avançarmos no processo de vacinação para determos o avanço da Covid”, disse a governadora Fátima Bezerra, signatária do documento enviado à ONU e representante do Rio Grande do Norte na reunião.

O documento entregue à dirigente da ONU tem cinco demandas, quatro delas relacionadas a imunização dos brasileiros. Nele, os governadores pedem a intermediação do organismo internacional para viabilizar a compra de vacinas, e apoio para obtenção de insumos hospitalares necessários ao funcionamento de UTIs, a exemplo de oxigênio e medicamentos do “kit intubação”, que estão em situação crítica.

Além da aquisição de 9 milhões de doses de vacinas oriundas do consórcio global Covax Facility, os governadores pediram também a mediação da ONU para negociar o excedente do imunizante da AstraZeneca reservado para os Estados Unidos. “Os Estados Unidos contam hoje com estoque de imunizantes AstraZeneca que não serão consumidos imediatamente. Propomos a aquisição ou empréstimo de 10 milhões de doses”, informou a governadora.

Na qualidade de líderes subnacionais de Estado-membro fundador da ONU e ciosos do princípio da solidariedade que une os povos e norteia as relações internacionais do Brasil, os governadores pedem ao mundo que se sensibilize com o atual estágio da crise sanitária que acomete o país. “O Brasil, que tantas vezes foi solidário com outros países em ajudas humanitárias, agora precisa de ajuda do mundo nesse esforço que estamos fazendo para salvar vidas”, reforçou Wellington Dias, coordenador do Fórum de Governadores do Nordeste.

Divulgado pelo Ministério da Saúde, o último Boletim Covid-19 apontava média diária em torno de 3 mil mortes, mais de 70 mil novos casos registrados diariamente e uma taxa de vacinação de apenas 12% da população. Com 3.305 mortes registradas nas últimas 24 horas, o acumulado de óbitos no mês subiu para 47,2 mil, no ano 173,8 mil e no acumulado desde a pandemia 368.749

Prefeitura de Natal recebe primeiras doações de capacetes de ventilação mecânica não invasiva

Prefeitura de Natal recebe primeiras doações de capacetes de ventilação mecânica não invasiva

Donato Fernandes/Secom

Atendendo o apelo da campanha “Uma Chance Para a Vida”, promovida pela Prefeitura do Natal, várias doações começaram a chegar ao município. O propósito é conseguir com a iniciativa privada doações de capacetes de ventilação mecânica não invasiva (VNI), destinados aos pacientes de Covid, e que impedem a evolução da doença evitando a intubação de até 54% dos casos.

Na tarde desta sexta-feira (16), profissionais da saúde do município estiveram reunidos no Hospital dos Pescadores, no bairro das Rocas, para conhecer os equipamentos que foram doados pela iniciativa privada. Fernanda de Menezes, representante da empresa 7Lives Helmet, fornecedora dos capacetes, apresentou o equipamento aos profissionais, tirou dúvidas sobre o seu uso correto.

“O 7Lives Helmet é uma interface de ventilação mecânica não invasiva (VNI) que pode ser utilizado associado a um ventilador mecânico, mas também pode ser utilizado apenas com fluxômetros e válvulas de PEEP. Estes capacetes, como são chamados, serão utilizados em pacientes com covid-19 e sua função é a melhora na troca ventilatória acelerando a recuperação do paciente, diminuindo a taxa de intubação” disse Fernanda.

O equipamento é utilizado em apenas um paciente, seja de caso leve ou grave da doença, antes ou depois da intubação. Após o término do tratamento, o mesmo precisa ser descartado imediatamente como resíduo infectante.

Erick Mendonça, Coordenador de Fisioterapia do Hospital dos Pescadores, explicou a utilidade do equipamento. “Basicamente sua função é a melhora de ventilação e recuperação do paciente. O paciente acometido da Covid possui lesão pulmonar e por vezes não consegue naturalmente a troca ventilatória suficiente, então a gente precisa de uma pressão positiva através deste equipamento para não necessitar intubar o paciente”, disse.

O Superintendente do BNB no Rio Grande do Norte – um dos doadores, Thiago Dantas e Silva, disse que o momento é de união. “Vivenciamos um momento em que a união de toda sociedade, agentes públicos e privados, contribuirá para minimizar os efeitos dessa tragédia humanitária. Esperamos que os equipamentos possam contribuir para salvar vidas, devolvendo-as para o seio de seus entes queridos”, afirmou.

A instalação dos Capacetes será feita nas Unidades de Pronto Atendimento – UPAs de Natal e nos Hospitais Municipais. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde – SMS, todos esses locais já possuem sistema compatível para receber o equipamento. As empresas interessadas podem entrar em contato diretamente com a secretária executiva do município, Danielle Mafra, no e-mail: salvarjuntos@natal.rn.gov.br . A meta da Prefeitura é conseguir a doação de até 200 capacetes durante a campanha.


Até o momento foram doados ao município 41 kits:

– 21 kits da Fecomércio RN

– 2 kits do Vale do Pará

– 3 kits de funcionários do Banco do Nordeste (Superintendente do BNB no RN, Thiago Dantas e Silva; Gerentes gerais do BNB na capital, Luciano Fabrício Tinoco de Oliveira, Vitor Hernandes Barbosa Pereira e Jeová Lins de Sá)

– 15 doações anônimas

Pandemia e isolamento aumentam procura por cultivo de plantas em casa

Além de embelezar a casa, atividade pode ser terapêutica

Cultivo de plantas em casa

Em isolamento social, as pessoas tendem a sentir falta de sair e do contato com a natureza, por isso, ter plantas em casa e cuidar delas pode ser um alívio e um passatempo que pode facilmente ser incorporado à rotina.

Manter plantas em casa exige cuidados simples que podem ser feitos por qualquer pessoa, sem a necessidade de contratar um profissional. Além do contato com um pouco de natureza dentro de casa, o cultivo de plantas ainda é uma atividade terapêutica, como cita a jornalista Melissa Carmelo, de 30 anos. Ela conta que sempre gostou de plantas, mas a lida e a convivência diária com as plantas vieram para ficar durante a pandemia de covid-19, em agosto de 2020.

“Assim como muitos brasileiros, desenvolvi um quadro emocional de ansiedade e pânico, e durante uma sessão de terapia foi que as plantas surgiram como forma de resgate de memórias acolhedoras da infância e como uma atividade segura que me permite a abstenção do momento presente. Acompanhar o desenvolvimento de uma plantinha acaba nos colocando em contato com nossos próprios processos e ideias, além de criar um vinculo de aprendizado e cuidado, o que pra mim foi essencial”, detalhou Melissa, que já havia tentado corte e costura, modelagem, musicoterapia e outras atividades para lidar com a ansiedade.

Cultivo de plantas em casa é alternativa de atividade durante o isolamento social
Apesar do espaço restrito, Melissa tem mais de 30 vasos em casa – Acervo Pessoal/Melissa Carmelo

Melissa, que tem nome da planta, começou com quatro vasos de renda portuguesa (Davallia fejeensis), uma samambaia nativa das ilhas Fiji, de origem da Austrália, e que pode ser cultivada nos mais diferentes ambientes. “Na hora não entendi porque havia escolhido esta plantinha entre tantas. Depois, me recordei. Minha avó Beatriz, a quem sou muito apegada, sempre cultivou a planta e foi a forma inconsciente que encontrei para trazê-la para perto. Quinze dias depois eu já tinha samambaia, diversas begônias, heras, jiboias, azaléias, bromélias, avencas, costelas de adão, lágrima de cristo, primavera… Atualmente tenho umas 20 espécies diferentes e mais de 30 vasos”.

Para a jornalista, além do efeito visual na decoração da casa e terapêutico, o cultivo das plantas se tornou uma forma de troca para fazer o outro feliz. “Na era do compartilhamento, fomos pegos de surpresa por um vírus que nos impede de ir e vir e nos questiona sobre respeito ao próximo, política, planos e escolhas. Descobri que me faz bem poder compartilhar com familiares, amigos e vizinhos, vasinhos ou mudas das minhas próprias plantas como forma de aproximação emocional. E a onda pega. Em meados de março me infectei pelo coronavírus e como forma de amor, minha avó me enviou um vaso com uma muda de avenca que havia sido plantada pelo meu falecido avô anos atrás. Meu coração transbordou de felicidade e serviu como um acalanto durante minha recuperação”.

Cultivo de plantas em casa é alternativa de atividade durante o isolamento social
Melissa Carmelo gosta de presentear amigos e parente com mudas de sua casa Acervo Pessoal/Melissa Carmelo

Melissa afirma que, quando o isolamento social acabar, o passatempo vai ficar: “Pretendo levar para a vida e continuar a usar como forma de atividade terapêutica. Também tenho interesse em me envolver mais em questões do meio ambiente, projetos sociais que protegem o verde. Faz um bem sem igual estar perto da natureza, mesmo que simbolizada em vasos de plantas”.

Já a dona de casa e trader Thaís Doblado Prodomo, de 46 anos, cultiva plantas há 17 anos. “Quando eu morava em apartamento,  comecei cultivando um tipo de suculenta em três vasos na sacada, depois comprei sementes de coléus para outro vaso e plantei três jardineiras com kalanchoes (flor-da-fortuna) floridos. No decorrer dos anos, me tornei colecionadora de suculentas, comprei e ganhei também várias folhagens”.

Quando a quarentena começou, e já morando em uma casa, toda vez que precisava ir ao supermercado ou à loja de construção, Thaís voltava com novas mudas de suculentas. “Mantenho esse costume até hoje, porque o isolamento social me causa muito desconforto e tristeza, e o cultivo de plantas é uma terapia para mim, fazendo com que eu me sinta melhor. Há dez anos eu me mudei para uma casa e atualmente tenho 25 jardineiras médias, 7 vasos grandes e 239 vasos de tamanhos variados, com suculentas, orquídeas, folhagens com e sem flores e um vaso com carnívora drosera, distribuídos na garagem, na sacada da suíte da frente, na cozinha e nos banheiros.

Ela afirma que este é um passatempo que pretende manter por toda a vida. “Além de me servir como terapia contra estresse e depressão, embeleza a minha casa, torna os ambientes aconchegantes, traz alegria e conforto para minha família, além de alegrarem os vizinhos que passam pela minha porta e muitas vezes, ganham mudinhas, que ofereço com muito gosto”.

Para começar a cultivar

Para quem ainda não começou e pretende manter plantas e flores em casa, pode aproveitar este sábado (17), Dia Nacional da Botânica, para iniciar o cultivo. Quem dá as dicas é a Regina Bazani, especialista em plantas e flores ornamentais da MilPlantas (perfil do instagram: @milplantas), uma das maiores referências em plantas e flores ornamentais em São Paulo.

“Iniciei com espécies como cactos e suculentas. Elas podem estar em vasos ou em arranjos plantados. São espécies que precisam de cuidados menos intensos. Você pode também ter filodendros como a Jibóia, Orquídeas e ir testando lugares da casa, seu tempo para cuidado e se será possível dispor de mais tempo para outras espécies.”

Ela aconselha pesquisar sobre a espécie que se pretende comprar: “primeiro deve-se pesquisar a espécie que você quer ter e quais os cuidados que ela necessita: a rega correta para cada espécie; o adubo que lhe é mais indicado; um lugar iluminado, mas não diretamente no sol. [É importante] o olhar constante nas folhas e caules para ver se existe parasitas. E um segredinho pra saber se está na hora de regar é colocar o dedo na terra, se ele sair sem terra, está seca e deve ser regada”.

Segundo a especialista, para quem mora em casa ou mesmo apartamento, as plantas mais indicadas são:

Cróton – Esta espécie chama a atenção por suas folhas coloridas e grandes. Brilhantes e um pouco retorcidas, elas surgem em tamanhos variados e podem mesclar tons de vermelho, amarelo, verde ou laranja, formando lindas combinações. A folhagem exuberante somente será mantida se a planta receber bastante sol direto. “Por isso, posicione o vaso próximo a uma janela. Dicas importantes: ela não se adapta a locais com ar condicionado; ao manipular a planta, utilize luvas, pois sua seiva pode provocar irritações na pele”, aconselha Regina.

Orquídea – Campeã no uso interno, ela pede poucos cuidados. Uma das espécies mais comuns é a phalaenopsis, cujas flores arredondadas variam entre o branco, o rosa, o amarelo e a púrpura. Por ser bastante delicada, é melhor escorar sua haste em um apoio. “Vale a pena substituir os vasos de plástico pelos de barro, pois são porosos e drenam melhor a água. Deve ser cultivada à meia-sombra, recebendo iluminação indireta. Preste atenção na coloração da folhagem: se estiver escura, mude a orquídea de local”, diz a especialista.

Suculentas – São plantas que apresentam raiz, talo ou folhas engrossadas, característica que permite o armazenamento de água durante períodos prolongados. Bastante fáceis de cuidar, elas costumam “avisar” do que precisam, basta prestar atenção aos detalhes. “Se as folhas começarem a murchar, aumente gradativamente a quantidade de água; se as folhas da base começarem a apodrecer, diminua. Se ela ficar fina e perder muitas folhas, não está recebendo a quantidade necessária de luz. O ideal é proporcionar pelo menos quatro horas diárias de sol para que elas sobrevivam com saúde”.

Lança de São Jorge – É uma das espécies de plantas mais indicadas para cultivo dentro de casa. Além de ser uma planta fácil de cuidar – exige poucas regas e quase nada de adubação – a Lança de São Jorge se desenvolve muito bem em ambientes de baixa luminosidade, sendo ideais para aquele cantinho da sala sem muita luz.

Cacto – Ótima opção para quem não tem tempo ou jeito para cuidar de plantas, a espécie gosta de muitas horas de luminosidade direta e pouca água. Quanto mais sol seu cacto receber, mais robusto e bonito ele ficará. Quando plantado em vasos, ele estaciona seu crescimento ao perceber que o espaço acabou.

Bromélias – Com vários tipos diferentes de flores e folhas, a bromélia pode apresentar as mais variadas cores e complementar a decoração de qualquer ambiente. A luz direta pode queimar suas folhagens, portanto prefira mantê-las na sombra. Lembre-se também de molhá-la a cada dois dias.

Palmeira Ráfia ou Rápis- Esta é uma planta perfeita para ter dentro de apartamento: muito bonita e fácil de cuidar, esse tipo de palmeira é ideal para ser cultivada em salas de estar, por conta do seu tamanho mais avantajado. Deve ser mantida protegida do sol, mas em um ambiente com boa qualidade de luz natural.

Já quem deseja ainda ter uma horta em casa deve iniciar da forma mais simples, aconselha Regina: “comece comprando vasos plantados e deixe na sacada ou em seu quintal. Veja como funciona a dinâmica e aí você pode investir em um espaço para horta plantada em casa ou em vasos, inclusive até com os modelos auto irrigáveis”.

Espécies que devem ficar longe de crianças e animais

Em casas com crianças e animais domésticos, é preciso ter um cuidado especial, já que algumas espécies desencadeiam processos alérgicos ou são venenosas. Conheça algumas espécies que devem ser evitadas:

Antúrio – Todas as partes da planta possuem oxalato de cálcio, cujo princípio ativo oferece riscos a saúde dos animais. Os sintomas são vômitos, diarreia, salivação, asfixia, inchaço da boca, lábios e garganta, e edema de glote (uma reação alérgica tratada com adrenalina).

Azaleia – A adromedotoxina, encontrada principalmente no néctar da planta, ao ser ingerida pelo cachorro pode causar distúrbios digestivos e alterações cardíacas.

Bico-de-Papagaio – “Esta planta é perigosa até para nós humanos”, explica Regina. “Quando seu látex leitoso entre em contato com os olhos causa irritação, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e dificuldades na visão”. Mas com os animais domésticos o perigo é ainda maior. “Apenas o toque na planta é suficiente para causar lesões na pele e conjuntivite canina”. Em caso de ingestão, pode causar náuseas, vômitos e gastroenterite (inflamação que afeta o estômago e o intestino), adverte a especialista.

Espada-de-São-Jorge – Produz substâncias como glicosídeos prenúncios e saponinas esteroidais, que são tóxicas tanto para humanos quanto para animais. No caso de ingestão, essas plantas podem irritar a mucosa, levando a dificuldade de respiração e de movimentação, além de salivação intensa nos pets.

Lírio – Todas as partes da planta são tóxicas. Após serem tocadas ou ingeridas, os animais podem apresentar irritação oral e coceira na pele ou mucosas, irritação ocular, dificuldade para engolir e respirar, alterações nas funções renais e neurológicas.

Hortênsia – Possui uma princípio ativo chamado hidrangina, que a torna venenosa. Sua ingestão pode causar náuseas, irritação na pele, dor abdominal, letargia e vômitos. “Não é preciso jogar a flor fora, apenas certifique-se de mantê-la fora do alcance de crianças, que podem se atrair pela cor forte e por sua exuberância”, observa Regina.

Tinhorão, Comingo-ninguém-pode e Copo-de-leite – A ingestão delas provocam reações como inchaço de lábios, boca e língua, sensação de queimação, vômitos, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia. Em contato com os olhos, elas podem provocar desde irritação até lesão na córnea.

Begônia – Sua ingestão pode provocar irritação na boca, língua e lábios, dificuldade em engolir e sensação intensa de queimadura.

Dama-da-Noite – Suas partes tóxicas são os frutos imaturos e suas folhas, que se ingeridos pelos pets podem causar náuseas, vômito, agitação psicomotora, distúrbios comportamentais e alucinações.

Hera – É tóxica por inteira, o seu óleo urushiol irrita principalmente mucosas, causando coceira excessiva, irritação nos olhos, irritação oral, dificuldade de deglutição e até mesmo de respiração

INFORMAÇÃO PARA A IMPRENSA

Alunos do Cei Mirassol e Zona Sul acumulam resultados em primeiro lugar no SISU e comemoram no “Circuito das Conquistas”

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A exemplo do que ocorre anualmente, os colégios CEI Mirassol e Zona Sul mais uma vez são destaques no ingresso de estudantes no Sistema de Seleção Unificada (SISU). Ambas as instituições de ensino acumularam a aprovação de alunos em primeiro lugar em cursos como Psicologia (UFRN), Engenharia da produção (UFRN), Rede de Computadores (IFRN), Física (UFRN) e Dança (UFRN). Os resultados positivos divulgados nesta sexta-feira, 16, foram comemorados internamente com um evento denominado “Circuito das Conquistas”, que contou com a participação de professores e dos “feras” 2020, todos seguindo rigorosamente os protocolos de segurança sanitária.

Os alunos que ocuparam a “pole position”, com aprovação em primeiro lugar no SISU são Vitória Viana (Psicologia / URFN), Daniel Augusto Santiago Pereira (Engenharia de Produção / UFRN, Willyane Talita Pereira da Silva (Dança / UFRN), Denis Sell (Rede de Computadores /IFRN) e Caio Mauro (Física / UFRN).
Os colégios também tiveram aprovações para cursos como Direito, Odontologia, Engenharia Civil, Fonoaudiologia, Comunicação Social, Tecnologia da Informação, Engenharia da Computação, relações internacionais, entre outros.

“Estamos muito felizes com as conquistas de nossos alunos, que com seus resultados positivos confirmam a excelência no nosso método de ensino, que propicia grandes conquistas nesses novos tempos, nos quais educação de qualidade e formação de cidadãos conscientes fazem a diferença”, enfatiza Corina Amorim, gestora dos colégios Cei Mirassol e Zona Sul.

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FONTE: Assessoria de imprensa do CEI Mirassol e Zona Sul