12 de setembro de 2018

Coluna Versátil News

Chegou o dia! Novos iPhones serão anunciados hoje pela Apple

  • O UOL está no Apple Park para te contar as novidades do iPhone

    Apple Park (foto: reprodução)

UOL Tecnologia

Enfim, a espera acabou para quem curte os celulares e gadgets da Apple. A companhia anuncia nesta quarta-feira (12), a partir das 14h (horário de Brasília), as novidades que pensou para seus iPhones. O UOL Tecnologia vai acompanhar tudo de pertinho, lá no Apple Park, onde fica a sede da empresa em Cupertino, na Califórnia, e transmitirá o evento ao vivo.

A expectativa para o anúncio de quatro novos modelos de smartphone é grande. Os rumores apontam para iPhones dos mais baratinhos aos mais caros, além de um novo Apple Watch e uma atualização geral do iOS 12.

Coluna Versátil News

Interrupção no abastecimento vai afetar Nova Parnamirim

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) comunica que fará uma interrupção no abastecimento de água de Nova Parnamirim, nesta sexta-feira (14), para que seja executado um serviço de interligação de redes na Avenida Maria Lacerda Montenegro. A previsão é que o serviço seja concluído no sábado (15), com o sistema voltando a funcionar imediatamente, sendo totalmente normalizado num prazo de 48 horas.

A área do serviço compreende o trecho da Avenida Maria Lacerda Montenegro que vai da altura do Shopping Reis Magos até a agência da Caixa Econômica Federal. A parada no abastecimento vai afetar toda Nova Parnamirim.

Em razão desse serviço, esta semana a Caern não fará a paralisação que vem fazendo em Nova Parnamirim, sempre às quintas-feiras, para a execução da obra de ampliação no abastecimento de água do bairro. O cronograma deve ser retomado na semana seguinte.

FLASHES E BRILHOS

Apple lança, de uma tacada, três novos modelos de iPhone

São Paulo – O novo iPhone vem aí. Um não, três. De acordo com reportagem da Bloomberg, a Apple vai apresentar seus novos smartphones com diferentes tamanhos de tela, sendo um deles opção de menor custo. Assim como o iPhone X, do ano passado, dois modelos devem vir com telas com tecnologia OLED, que oferece melhor visualização de cores preta e cinza, enquanto o terceiro teria um painel mais “normal” de LCD.

Os dois modelos mais sofisticados devem chegar com suporte para dois chips de operadoras, recurso nunca oferecido antes pela Apple em um iPhone. O site 9to5Mac encontrou referências ao Dual-SIM no código do novo iOS.

s rumores repercutidos na mídia internacional nos últimos meses trazem opiniões e indícios diferentes a respeito dos nomes dos novos aparelhos. Eles podem ser iPhone XS, iPhone X Plus, iPhone X2 ou simplesmente iPhone X 2018. O modelo mais simples pode receber sua nomenclatura de forma parecida com o último iPad, chamado de…iPad. Outra possibilidade seria o nome iPhone XC, assim como existiu no passado o iPhone 5C.

No caso da versão com tela de LCD de 6,1 polegadas, o analista Ming-Chi Kuo, conhecido por suas previsões sobre produtos da Apple, indica que as opções de cores serão variadas: cinza, laranja, azul, vermelho e branco.

A duração de bateria é um problema na sua vida? De acordo com o Cult of Mac, o novo processador dos iPhones, o A12, vai consumir menos energia, aumentando a autonomia de uso dos aparelhos com uma única carga.

Os novos iPhones serão apresentados pela Apple nesta quarta-feira, a partir das 14h. Haverá transmissão via internet,

FLASHES E BRILHOS

Natal participará de dia da limpeza

Natal participará, pelo primeira vez, da ação denominada “”Dia Mundial da Limpeza” com coleta de lixo em toda a orla do Município. A ação, que acontecerá neste sábado (15), consiste em limpar um local com  participação voluntária, visando a conscientização sobre o meio ambiente e sobre a gestão compartilhada do lixo, envolvendo o Município, empresas e a população. A Prefeitura do Natal apoia esta campanha com a integração da Urbana, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e Secretaria Municipal de Comunicação e outras secretarias.

Ação nas praias da capital terá a participação de ONGs e secretarias do Município. Ponta Negra terá dois locais de concentração
Ação nas praias da capital terá a participação de ONGs e secretarias do Município. Ponta Negra terá dois locais de concentração 

Além das praias da orla natalense  da Redinha, Praia do Forte, Praia do Meio, Praia dos Artistas, Areia Preta, Via Costeira e Ponta Negra, também haverá grupos atuando em outras partes da cidade, que se organizam de forma voluntária. Em Natal serão oito pontos de concentração para a coleta dos resíduos na orla, contando com cerca dois mil voluntários ligados a Organizações Não Governamentais, Associações e grupos de estudantes e profissionais organizados.

A coordenadora do evento, Nayara Azevedo, disse que a intenção é que as ações de coleta de lixo e preservação da natureza ocorram durante todo o ano.  “A nossa meta é tornar Natal a capital mais limpa do país, vamos mobilizar todos os habitantes incansavelmente, até que cada um se conscientize da importância que é manter o meio ambiente limpo, tanto para a natureza como para todos os seres vivos. E que preservar e não sujar seja um hábito de cada cidadão”, explicou a organizadora.

O Setor de Manejo Ambiental e o Centro de Educação Ambiental do Parque da Cidade estão juntos na organização e coordenação das atividades de limpeza com os parceiros: Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) e o Centro Estadual de Educação Profissional Professor João Faustino (CEEP), que funciona no bairro Pitimbu, em Natal, vizinho ao Parque da Cidade. Para a ação, foram reservadas três áreas prioritárias: o entorno do Parque nos bairros Cidade Nova e Pitimbu e o antigo Horto Pitimbu.

À Urbana caberá os serviços de limpeza e manutenção, pintura de meio fio e coleta de lixo na área do entorno do Parque da Cidade, mais precisamente na rua que dá acesso ao Parque, em Cidade Nova e Rua Abreu e Lima, no bairro Pitimbu. Já os alunos participarão, junto com funcionários do Setor de Manejo Ambiental, da coleta de lixo recicláveis e residuais na área do antigo Horto Pitimbu.

Lixo na praia
Todos os dias são recolhidas, em média, 36 toneladas de resíduos sólidos nas praias de Ponta Negra, Redinha e do Meio, desde Areia Preta até o Forte, e o acumulado no mês ultrapassa mil toneladas.  De acordo com informações da Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), o custo operacional para garantir a limpeza é de R$ 560 mil mensais, ou R$ 18,6 mil por dia.

Esse valor inclui mão de obra, transporte e destinação, mas os gastos durante esse período de chuva podem aumentar quando há necessidade de desobstrução de bueiros, entupimentos geralmente ocasionado pelo descarte do lixo de forma inadequada.

A maioria dos resíduos coletados são cascas de coco verde, garrafas pet e de vidro, latas e lixo orgânico recolhidos em restaurantes e quiosques. O trabalho é realizado por uma equipe de 60 garis, mobilizada diariamente para dar conta da limpeza – feita não só na areia e no calçadão, como também em ruas adjacentes próximas da orla.

A organização conta com 2 mil voluntários e possui em Natal oito pontos fixos para concentração das turmas. Haverá luvas e sacos de lixo para recolher o material coletado. Veja os pontos:

1) Redinha, em frente ao letreiro;

2) Redinha, próximo ao mercado;

3) Praia do Forte, na subida da Ponte Newton Navarro;

4) Praia do Meio, Monumento da Bíblia, em frente ao terminal de ônibus em Brasília Teimosa;

5) Praia do Meio, nas proximidades do Pâmpano Clube;

6) Praia de Miami, relógio do sol

7) Ponta Negra, Hotel Manary

8) Ponta Negra, próximo ao morro do careca

O horário de concentração será às 8h, e a ação começa às 9h As parcerias são com órgãos públicos, privados e ONGs.

Serão mais de 150 países fazendo a ação no mesmo dia, assim como 274 cidades no Brasil, incluindo Natal (essa quantidade aumenta o tempo todo, são mais de 320 hoje no Brasil).

FLASHES E BRILHOS

Montagem da cia carioca armazém realça atualidade de peça de shakespeare

Poucas expressões são capazes de traduzir com tamanha força um sentimento de desconfiança generalizada com a política quanto: “Há algo de podre no reino da Dinamarca”. A célebre frase cunhada pelo dramaturgo Willian Shakespeare em sua mais famosa obra, “Hamlet”, se mantém viva no vocabulário popular quatro séculos depois de ser encenada pela primeira vez, e cabe como uma luva nos dias de hoje, onde a população de todos os países assiste aturdida a um mundo de movimentações escusas.

Escrito há quatro séculos, a obra-prima ‘Hamlet’ tem a capacidade de ser atemporal e dialogar com o mundo contemporâneo
Escrito há quatro séculos, a obra-prima ‘Hamlet’ tem a capacidade de ser atemporal e dialogar com o mundo contemporâneo 

Mas a famosa frase não é a única da obra-prima do dramaturgo inglês que atravessou o tempo. Hamlet como um todo se mantém atual devido a sua capacidade de sempre dialogar com a época em que é encenada. Essa característica foi um dos motivos que levou a Armazém Companhia de Teatro a montar “Hamlet” em 2017, quando o grupo completou 30 anos de trajetória. Após pouco mais de um ano de circulação pelo Brasil com o espetáculo – e de angariar vários prêmios  com a peça –, a Armazém chega a Natal para mostrar ao público potiguar a festejada montagem. A apresentação acontece nos dias 14, 15 e 16 de setembro, no Cine Teatro de Parnamirim.

O novo espetáculo do grupo mostra um Hamlet do nosso tempo, mas sem forçar no diálogo com a atualidade. Segundo o diretor Paulo de Moraes, é importante tratar Shakespeare como se ele fosse um dramaturgo recém-descoberto e com algumas coisas urgentes a dizer sobre guerra, a loucura do mundo e os líderes políticos modernos.

“Hamlet faz um raio-x do homem. Fala da nossa realidade. É uma peça infinita, clara e popular”, diz o diretor por telefone à Tribuna do Norte. Para ele, a obra ganhou algumas montagens que acabaram tornando o dramaturgo inglês pouco acessível para alguns públicos. “Shakespeare foi um comunicador, um autor muito popular. Mas foi colocado em uma estante empoeirada, com montagens sem comunicação direta com o público”.

Na trama, a corte real da Dinamarca está mergulhada em corrupção, traições, assassinatos e manipulações. E nesse cenário está o príncipe Hamlet, cujo pai morreu repentinamente e cuja mãe casou-se em seguida com o irmão do falecido. Com tantas desconfianças, Hamlet se finge de louco para buscar a verdade e nesse processo ele se fragmenta de modo a perder o controle sobre si mesmo. Na opinião de Paulo de Moraes, o texto de Shakespeare retrata a destruição de uma ordem estabelecida.

Na versão do Armazém, o furioso Hamlet é interpretado por uma mulher, a atriz Patrícia Selonk
Na versão do Armazém, o furioso Hamlet é interpretado por uma mulher, a atriz Patrícia Selonk 

Na versão do Armazém, Hamlet é interpretado por uma mulher, a atriz Patrícia Selonk, integrante da companhia desde a fundação. Além dela, estão em cena outros seis atores: Isabel Pacheco (Gertrudes), Ricardo Martins (Claudius), Lisa Eiras (Ofélia), Jopa Moraes (Laertes), Marcos Martins (Polonius) e Luiz Felipe Leprevost (Horácio). O figurino do espetáculo é assinado pela carioca Carol Lobato e pelo potiguar João Marcelino, parceiro antigo da Companhia.

Nesta entrevista com o diretor Paulo de Moraes, ele conta detalhes da montagem, os motivos que levaram o grupo a encenar um texto de Shakespeare depois de uma série de trabalhos autorais e a longa amizade dele com o João Marcelino.

Paulo, o que motivou vocês a pegar um texto pronto depois de trabalhos em cima de textos autorais, ainda mais sendo Hamlet, uma obra tão conhecida?
Foram vários motivos. Eu estava com desejo de trabalhar com uma obra não escrita por mim, que me permitisse trair o autor, entrar em um embate franco e direto com o texto. Eu estava sentindo falta disso. Ficava com uma relação muito afetiva com os meus textos. Ao mesmo tempo, queríamos um texto que nos representasse nesse momento que se vive no mundo. Então apareceu Hamlet. Serviu como desafio e resposta para muitas questões que estavam nas nossas cabeças.

Na versão do Armazém, o que está no centro da trama: o indivíduo ou a política?
A política é o epicentro. Mas a questão do pensamento individual não tem como sair. Hamlet é a história da destruição de uma ordem estabelecida. E é nesse ponto onde se percebe que o texto pode falar sobre o hoje. Para se ter uma ideia, basta ver palavras de sentido claro que estão perdendo o sentido, como Democracia. No espetáculo existe um diálogo com o tempo da gente, mas não é ilustrativo e literal. Não precisamos falar do Trump, impeachment. A obra já conversa com o mundo.

Em relação ao protagonista, no que o Hamlet do Armazém se difere de outras montagens? 
Fizemos um Hamlet nosso. Ele não está simplesmente na pele da Patrícia, está na boca da atriz, na radicalidade dela e de todo o elenco, que dá uma verdade muito forte às cenas. É um personagem que não aceita a mentira, mas está envolto nela. A loucura não é só um fingimento, ela toma conta do cara. O Hamlet é furioso, ele reage, é provocador dentro dessa ordem estabelecida. E a ruína dessa ordem vem de dentro.

Vocês estão em circulação pelo Nordeste. Como tem sido a repercussão?
Natal encerra a turnê pelo Nordeste. Acho que a ultima vez que fomos a cidade foi há três anos. Mas assim, essa é a melhor circulação da gente pelo Nordeste. Estamos lotando em todos os lugares e a comunicação com o público tem sido ótima. Vimos que o espetáculo chegou nas pessoas. Só no Nordeste já batemos a marca dos 5 mil espectadores.

Na montagem de Hamlet você traz a parceria com o potiguar João Marcelino, que assina o figurino junto com a carioca Carol Lobato. Como é esta relação?
Amo o João Marcelino. É um dos grandes artistas que já trabalharam com a gente. Conheço ele desde o final dos anos 80. Lembro de ter conhecido o grupo Stabanada, do Carlos Nereu, e de ter convidado o João Marcelino e Fernando Athayde para trabalhar em Londrina. Ficaram quase dois anos com a gente. Trabalhei com o João ator, cenógrafo, figurinista e maquiador. Em Hamlet ele colaborou demais na visão estética de um tempo indefinido, que está na cenografia, figurino, música, vídeo. Ele ajudou a dar uma marca pictórica a peça.

Numa entrevista que fiz com o João ele disse que muitas das ideias do figurino surgiram depois do ensaio, quando saía para tomar umas cervejas pelo Rio.
O João estava hospedado em minha casa. De dia a gente trabalhava na montagem e à noite sai para tomar umas cervejas e conversar sobre teatro. E é sempre muito bom conversar com ele. O João é um homem do teatro. Tem muitas ideias.

Em 1994, o Armazém montou pela primeira vez um texto de Shakespeare. E João Marcelino já estava com vocês. Foi um espetáculo que contou com o Paulo Autran. O Armazém mudou daquela montagem para esta?
Na verdade, a primeira vez que montamos algo baseado em Shakespeare foi em “A Construção do Olhar”, uma peça que a gente fez misturando vários personagens. O João Marcelino atuou nessa peça. Foi um personagem inspirado em Otelo. E o Athayde também participou.  Seu personagem era baseado no Macbeth.

E sobre as mudanças do grupo? São 30 anos de existência!
O grupo ter completado 30 anos pra mim é só um número, uma data. O mais importante é o nosso trabalho diário, continuado. É nesse dia a dia que estabelecemos nossa linguagem. Nossa estética, nossa identidade, não é permanente. Não montamos um espetáculo pensando nessas coisas, “manter a linha” ou “fazer diferente”. Cada trabalho tem a ver com o mundo que estamos vivendo, as questões que passam pelo grupo, as parcerias, os novos integrantes. Tudo isso modifica a linguagem. O que pode definir a gente é que nossos trabalhos são trabalhos de pesquisa.

Serviço
“Hamlet”, da Armazém Companhia de Teatro (RJ)

Dias 14, 15 e 16 de setembro | Sexta às 20h, sábado e domingo às 19h

Cine Teatro de Parnamirm (Av. Castor Viêira Régis, 268, Cohabinal)

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)

Rolar para cima