19 de setembro de 2018

FLASHES E BRILHOS

Natal diminui número de mortes no trânsito em 45%

As mortes por acidentes de trânsito no país estão em queda. Um levantamento inédito do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (18) aponta que, dos anos de 2010 a 2016, houve uma redução de 27,4% dos óbitos nas capitais do país e Natal foi a segunda capital do país com maior redução em termos percentuais.

Capital potiguar ficou atrás apenas de Aracaju na redução de mortes no trânsito

Capital potiguar ficou atrás apenas de Aracaju na redução de mortes no trânsito
De acordo com o levantamento, a capital potiguar apresentou diminuição de 45,9 % no número de mortes por acidentes do trânsito no período. Enquanto 98 pessoas vieram a óbito no trânsito da capital potiguar em 2010, em 2016 o número caiu para 53. Outras capitais que se destacaram, em termos percentuais, com grandes reduções foram Aracaju (SE), com 57,1%; Porto Velho (RO), com 43,5%; Salvador (BA), com 42,4% e Vitória (ES) com 42,1%. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

No cenário nacional, as mortes em pedestres tiveram a maior redução (44,7%), quando comparados os mesmos anos. Os ocupantes de automóveis e os motociclistas apresentaram queda de 18% e 8%, respectivamente. A redução dos óbitos pode estar relacionada às ações de fiscalização após a Lei Seca, que neste ano completou 10 anos de vigência. Além de mudar os hábitos dos brasileiros, a lei trouxe um maior rigor na punição e no bolso de quem a desobedece, com regras mais severas para quem misturar bebida com direção.

A diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Marinho, avalia que a diminuição das mortes no trânsito mostra que o brasileiro tem mudado, aos poucos, as atitudes, prezando cada vez mais pela segurança. “Houve um aprimoramento da Legislação, aumento na fiscalização e alguns programas estratégicos, como o Vida no Trânsito. No entanto, o número de óbitos e internações ainda preocupa, especialmente os de motociclistas. Precisamos avançar na mobilidade segura para reduzir esses números”, enfatizou Maria de Fátima Marinho.

Em 2017, os acidentes de trânsito causaram 35.036 internações ao custo de R$ 48 milhões nas capitais e no DF. O número é menor do que o de 2016, onde os acidentes registraram 37.890 internações ao custo de R$ 54 milhões.

Segunda causa de morte entre as causas externas, os acidentes de trânsito têm maior ocorrência entre os homens jovens, com idades entre 20 a 39 anos. As principais vítimas fatais são os motociclistas, seguidos pelos ocupantes de automóveis e pedestres.

Vida no trânsito
Outra estratégia que está impactando para a redução de óbitos é o Programa Vida no Trânsito. Realizado desde 2010, em parceria com estados e municípios, o Ministério da Saúde desenvolve ações para fortalecer políticas de vigilância, prevenção de lesões e mortes no trânsito e promoção da saúde. Desde a implantação, já foram investidos mais de R$ 90 milhões.

O Programa envolve a melhoria da qualificação, planejamento, monitoramento, acompanhamento e avaliação das ações com foco em dois fatores de risco nacionais: associação álcool e direção e velocidade excessiva e/ou inadequada e outros a níveis locais a depender dos resultados obtidos a partir das análises dos dados.

As ações foram iniciadas em cinco capitais: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Palmas (TO) e Teresina (PI) e já apresentaram resultados expressivos, reduzindo em pelo menos 20% a taxa de mortalidade por acidentes de trânsito. A partir de 2012, foi implantado nas demais capitais, e em alguns municípios.  Hoje está sendo executado em cerca de 40 municípios.

FLASHES E BRILHOS

Reconstrução do Museu Nacional consumirá 10 anos

A diretora e representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, ressaltou nesta terça-feira, 18, que o trabalho de conclusão da restauração do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, será bastante longo. “Estimamos algo como cerca de 10 anos a partir do exemplo de situações, não iguais de incêndio, mas similares a essa”. Um incêndio de grandes proporções destruiu o interior do edifício e boa parte do acervo de 20 milhões de peças, no dia 2 de setembro.

Cristina Menegazzi detalhou que trabalho de restauração levará anos e precisará ser minucioso

Cristina Menegazzi detalhou que trabalho de restauração levará anos e precisará ser minucioso
“É um trabalho de muitos anos. Não existe neste momento nenhuma solução mágica que permita reconstruir o museu em alguns meses. Temos um longo trabalho de identificação dos escombros, o que são fragmentos de itens do museu”, afirmou, após entrevista coletiva ao lado da chefe da Missão de Emergência da Unesco para o Museu Nacional, a italiana Cristina Menegazzi, e do consultor do Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauro de Bens Culturais, José Luiz Pedersoli Junior, que integra a missão.

“A questão da reconstrução do prédio histórico em si também demanda tempo de identificação dos metais, dos materiais arquitetônicos, das pinturas murais. Acreditamos que é um trabalho que será gradativo, e que, em várias etapas, se poderá ir gradualmente abrindo o museu novamente para visitação da população”, acrescentou Marlova.

A missão, que também é composta por dois especialistas de Colônia, na Alemanha, está no Brasil desde o último dia 13 onde ficará por dez dias. A Unesco está trabalhando em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Museus e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A partir das visitas técnicas ao museu, Pedersoli Junior informou que as ações emergenciais concentram-se em garantir a estabilidade estrutural do prédio para evitar o colapso e o resgate tanto da coleção quanto dos elementos arquitetônicos que estão entre os escombros.

“É necessário criar rotas de acesso às diferentes salas porque as coleções estavam distribuídas em três pisos para iniciar a operação de resgate. No momento, há uma rota de acesso”, disse o consultor.

A chefe da Missão de Emergência da Unesco para o Museu Nacional informou que umas das possibilidades é empregar tecnologias avançadas como a 3D para a recuperação do acervo. “É uma coleção muito variada. Alguns objetos são únicos e outros são duplicatas, há muitos objetos do mesmo tipo. O acervo poderia ser reconstituído com doações de outros museus com coleções similares às que estavam no Museu Nacional”, avaliou. “A maioria da coleção está inventariada o que é um aspecto muito importante para saber o que realmente se perdeu”, acrescentou Cristina.

Recursos
A diretora e representante da Unesco no Brasil informou que o trabalho de recuperação está sendo apoiado com três fontes de recursos: o Fundo de Emergência da Unesco criado em 2015, o aporte do Ministério da Educação de R$ 10 milhões para os esforços iniciais de sustentação do prédio do museu e doações de outros países. “Temos uma grande solidariedade internacional, com recursos que vêm de vários países, como, por exemplo, a Alemanha que já sinalizou 10 milhões de euros. Vários países estão sinalizando com doação de acervos e recursos”.

Coluna Versátil News

RN é destaque em vendas de pacotes em feirão de turismo em SP

Papo Cultura

O Rio Grande do Norte foi um dos destaques do Hiper Feirão de Viagens Flytour, realizado, desta vez, em Campinas, interior de São Paulo – um dos maiores mercados turísticos para o Estado potiguar. A inovação de um passeio tridimensional pelas dunas de Genipabu usando apenas um óculos com tecnologia 3D, afora os atrativos naturais e a degustação de quitutes típicos atraiu o público presente ao estande potiguar e elevou o número de pacotes de viagem vendidos.

O evento é um outlet com vendas dos melhores destinos, ofertas de pacotes atraentes e as melhores agências de viagem. E o Rio Grande do Norte marcou presença mais uma vez, após a edição do Feirão Flytour em Santos-SP, no fim de agosto, para reforçar o trabalho de divulgação e promoção dos seus destinos no mercado sul e sudeste do país.

Coluna Versátil News

OUTBACK E ABBRACCIO DEIXAM DE OFERECER CANUDOS PROATIVAMENTE EM SEUS RESTAURANTES

Marcas já utilizam versão biodegradável em todas as unidades do Brasil; item só será fornecido se for solicitado

Conscientes dos danos que canudos plásticos comuns fazem ao meio ambiente, os restaurantes Outback Steakhouse e Abbraccio Cucina Italiana, do grupo Bloomin’ Brands, eliminarão a oferta proativa do item em suas operações. A partir de 17 de setembro, todas as unidades das marcas passarão a não entregar canudos junto com suas bebidas – a versão biodegradável será disponibilizada apenas aos clientes que preferirem utilizá-la.

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