25 de setembro de 2018

FLASHES E BRILHOS

Turismo: Rio Grande do Norte retorna ao cenário internacional como destino

Com a chegada de novos empreendimentos internacionais na capital e em outras cidades do estado, o turismo potiguar tem um panorama positivo para o futuro
José Aldenir 
Belezas do Rio Grande do Norte devem atrair o mercado turístico internacional em breve

O turismo é responsável por uma das maiores receitas do Rio Grande do Norte. O setor gera mais de 100 mil empregos em hotelarias, agência de viagens, restaurantes, entre outros setores da cadeia produtiva. Com a chegada de novos empreendimentos internacionais na capital e em outras cidades do Estado, o turismo potiguar tem um panorama positivo para o futuro.

Segundo a jornalista especializada em Turismo Cristina Lira, o Estado está caminhando para voltar ao cenário internacional. “Há uns 8 anos tivemos um crescimento considerável no turismo internacional por aqui. Atualmente, parece que estamos caminhando para isso outra vez. O grupo português Vila Galé chegou recentemente ao município de Touros e logo teremos um grupo polonês construindo um resort em Baía Formosa. Isso é muito bom para o RN. Tendo bons equipamentos hoteleiros e surgem novos interesses para o Estado”, ela diz.

Apesar de ainda ser majoritariamente voltado para as praias, outras esferas vêm ganhando destaque, como o turismo de eventos. Equipamentos como o Centro de Convenções de Natal abrem possibilidades para novos mercados. “Natal é a cidade do sol, temos um litoral lindo. Mas o mercado de eventos vem crescendo bastante. Uma pessoa quando vem para um evento acaba passando 2 ou três dias, traz acompanhantes. Então isso impulsiona também o turismo de aventura e o turismo de lazer, por exemplo”

Uma pesquisa recente constatou que apesar de 96% dos turistas entrevistados aprovarem o RN como um bom destino, metade dos entrevistados citaram a segurança pública como um aspecto negativo do estado. Os dados foram colhidos pela Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio/RN) em janeiro de 2018, época da alta estação.

Para Cristina Lira, essa deve ser uma das prioridades do próximo governante. “O turismo é a bola da vez. O estado já tem ótimos hotéis, ótimos restaurantes. Quando as pessoas viajam, elas procuram por atrativos, mas também pensam em estar seguras. Para que o setor seja impulsionado, é necessário investir em infraestrutura, boas estradas e segurança”, ela conclui.

FLASHES E BRILHOS

Monja Zen-budista realiza palestra no teatro Riachuelo

Uma das líderes budistas de maior repercussão no Brasil,  a Monja Coen Roshi, está em Natal pela primeira vez para uma palestra no Teatro Riachuelo, nesta terça-feira, às 20h. Ex-jornalista, escritora, professora e missionária, com 35 anos de vida monástica,  Coen é uma figura popular  por seus ensinamentos em livros e nas redes sociais. Um de seus livros mais conhecidos é “O Inferno Somos Nós”, escrito em parceria com Leandro Karnal. Ela possui 300 mil seguidores no Instagram e mais de 700 mil inscritos no Youtube.

Monja, jornalista e missionária Coen Roshi fala sobre felicidade

Monja, jornalista e missionária Coen Roshi fala sobre felicidade

Na palestra, Coen coloca os ensinamentos budistas no contexto cotidiano, e de forma prática mostra ao seu público como pode ser simples a opção pela felicidade.  Ela detalha as  seis paramitas para serem praticadas na vida diária.

Monja Coen Roshi é missionária oficial da tradição religiosa Zen-Budista conhecida como Soto Shu, com sede no Japão. Teve sua formação inicial em Los Angeles, na Califórnia e completou o mestrado no Mosteiro Feminino de Nagoya, Japão, onde residiu como noviça e monja oficial por doze anos.

Em 2017 completou 35 anos de vida monástica, e 22 anos de seu retorno ao Brasil como religiosa e representante oficial da Ordem Soto Shu. Atualmente atua como professora e palestrante em todo Brasil, América do Sul, Japão e Suíça. Organiza e orienta grupos de discípulos no Brasil (Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Brasília, Paraíba, São Paulo e Minas Gerais), bem como no Uruguai e na Suíça.  Já ordenou mais de 30 monges e monjas e cerca de 300 pessoas leigas.

É jornalista, tendo iniciado sua carreira no Jornal da Tarde nos anos 70 e O Estado de S. Paulo. Teve colunas mensais no Jornal Agora, Revista da Hora (Folha de São Paulo) e no Jornal O Globo. É  também a jornalista responsável pelas publicações da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil.

Serviço
Monja Coen Roshi no Teatro Riachuelo. Terça (25) às 20h. Teatro Riachuelo Natal (Av. Bernardo Vieira, 3775.

FLASHES E BRILHOS

El niño pode voltar a atuar no RN e reduzir chuvas em 2019

O El Niño, responsável pela seca de sete anos no Rio Grande do Norte, pode voltar no final deste ano e início de 2019. É o que apontam  a  Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A probabilidade é de 60% disso acontecer. Já o Centro de Previsão Climática do NOAH (Administração Oceânica de Atmosfera Nacional) dos Estados Unidos publicou que a possibilidade do El Niño neste período é de até 70%. O El Niño castigou o  Rio Grande do Norte de 2012 a 2017.

Fenômeno “El Niño” diz respeito ao aquecimento de águas do pacífico. Secas dos últimos sete anos foram causadas por fenômeno

Fenômeno “El Niño” diz respeito ao aquecimento de águas do pacífico. Secas dos últimos sete anos foram causadas por fenômeno

Mesmo com os indicadores apontando para sua volta em dezembro e janeiro e fevereiro de 2019, o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuário do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot, prefere esperar pela configuração dos indicadores de clima de setembro para confirmar a ocorrência do fenômeno.

Evento climático de grandes proporções, El Niño ocorre no Oceano Pacífico e quando isso acontece, explica o meteorologista, causa confusão no clima de algumas áreas do planeta, como no Nordeste brasileiro.

Mas quando ele está em atividade no Brasil não afeta apenas o Nordeste. Nas regiões Sul e Sudeste costuma causar chuvas fortes, e no Norte, concentra precipitações principalmente no  Acre, que fica próximo ao litoral do Pacífico.

“Estamos em uma situação de anomalias com águas mais quentes que o normal (no Pacífico)”, pontua o meteorologista. De acordo com ele, isso pode trazer como consequência um afloramento do El Niño entre os meses de novembro e dezembro, com auge entre janeiro de fevereiro. “O que poderia comprometer o período chuvoso de 2019”.

Com a atuação do fenômeno, a partir do auge pode haver uma tendência de resfriamento do Pacífico mas não é possível dizer as consequências dessa atuação para a formação de chuvas por enquanto, afirma Gilmar Bristot. “Eu gosto de começar a conversar sobre previsão climática a partir de meados de outubro”, aponta.

Em outubro, esclarece Bristot,  é possível ter algumas informações do comportamento dos oceanos, tanto do Pacífico quanto do Atlântico, com os  dados de setembro, mês significativo para se obter dados para se chegar a conclusões sobre o clima.

O Atlântico Norte atinge a temperatura máxima setembro, e o Atlântico Sul, a mínima, enquanto o Pacífico mostra uma melhor tendência aumento. “Existe a possibilidade nas análises, nos dados, de esquentar e isso está muito evidente”, diz  Bristot.

Mas evidências não são dados concretos para dimensionar os resultados dessa elevação de temperatura do Pacífico para 2019 com os indicadores atuais, complementa o meteorologista.

“Há um alerta de aumento (da temperatura) no final de 2018 e início de 2019”, diz Bristot. Mas ele diz ser preciso mais informações para quantificar o alerta. Se vai realmente acontecer ou se vai chegar ao auge que normalmente começa em dezembro e depois reduzir sua atividade.

De acordo com o padrão histórico do El Niño   depois de uma ocorrência muito forte, como foi o caso de  2015/2016 no Rio Grande do Norte,  dificilmente haverá uma ocorrência forte nos próximos dois ou três anos, afirma Bristot.

Dados mostram, no momento, que haverá atividade do dele nos períodos apontados mas Gilmar Bristot prefere cautela, e emitir uma opinião mais técnica somente em outubro com base na dinâmica de setembro.

Chuvas de dezembro
É difícil dizer se as chuvas de dezembro que costumam cair na região Oeste do Estado na  chamada de pré-estação chuvosa podem receber influência do El Niño, assinala Bristot.

A pré-estação de dezembro depende da expansão da umidade que vem da região Amazônica em direção ao Leste do Nordeste em dezembro e janeiro. “Mas é difícil  fazer previsão para a pré-estação chuvosa porque são sistemas anômalos que atuam sobre o Nordeste como vórtices cliclônicos e frentes frias”. São sistemas de previsibilidade e alta frequência, portanto, não há condições de se dimensionar sua atuação.

Em janeiro e fevereiro de 2004, a atuação do vórtice cliclônico foi responsável por um grande volume de chuvas no Rio Grande do Norte mas as precipitações cessaram.

Gilmar Bristot explica que não tem não tem capacidade técnica para fazer previsão climática entre um e dois meses. Somente com até oito dias.

Estado de emergência 
Pela décima primeira vez consecutiva o governo do Estado publicou o decreto de situação de emergência para 152 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte em razão das consequências da seca que atinge o semiárido potiguar desde 2012. A agropecuária do estado sofreu uma perda de R$ 4,3 bilhões, uma perda de 50% da contribuição do setor para o PIB estadual.

Nas razões 16 razões que o governo aponta para a renovação do decreto decreto de emergência (28.325 de 12 de setembro de 2018) estão a escassez hídrica por seis anos contínuos e o impacto socioeconômico que o fenômeno El Niño causou à agropecuária potiguar.

As irregularidades pluviométricas, aponta o decreto, esvaziaram os reservatórios públicos e privados de água bem como foram responsáveis pela baixa recarga dos lençóis freáticos, apesar das chuvas do primeiro semestre de 2018 terem sido consideradas normais na maioria dos municípios.

Por causa da escassez hídrica a oferta de água foi reduzida para consumo humano e também para o cultivo irrigado.  Este ano, segundo a Emparn, em 84 municípios as chuvas foram de normal a muito chuvoso.

Pelo menos 33 municípios foram classificados como secos e 21, muito secos, e 29 ficaram sem informações pluviométricas, de acordo com o decreto de emergência. Houve perdas estimadas em mais de R$ 2,4 milhões, sendo R$ 1,7 milhões de prejuízos para a lavoura e R$ 721 mil na pecuária.

FLASHES E BRILHOS

Lei da Ficha Limpa retira 173 candidatos das eleições de outubro

Dos 29.101 candidatos que pediram registro, a Justiça Eleitoral rejeitou 1.888, o que representa 6,5% do total. Segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 173 candidatos foram julgados inaptos por causa da Lei da Ficha Limpa, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputaria o Palácio do Planalto pelo PT.

Eleitores vão às urnas no dia 7 de outubro para escolher entre oito candidatos ao Governo

TSE confirma 27.213 candidaturas, 4% a mais que em 2014

A falta de requisitos para registro – como a não comprovação de pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral e filiação partidária – foi o principal motivo para indeferimento de candidaturas – 75,46% do total de pedidos. Treze candidatos foram considerados inaptos a disputar as eleições por abuso de poder e outros cinco por gasto ilícito de recursos.

A Justiça Eleitoral confirmou 27.213 candidaturas, um crescimento de 4% em relação a 2014, quando 26.162 disputaram as eleições gerais – presidente, governador, senador, deputado federal, estadual e distrital. Até agora, 682 candidatos renunciaram e três morreram.

Embora a corrida presidencial seja a mais discutida no país, a eleição para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) é a mais disputada: são 40,88 candidatos por vaga. A Câmara Legislativa tem 24 cadeiras e se apresentaram 981 concorrentes.

As 26 assembleias legislativas têm 1.035 cadeiras e 17.950 candidatos, o que dá em média 17,34 concorrentes por vaga. Para as 513 vagas na Câmara dos Deputados, são 8.595 postulantes (16,75 por vaga).

Do total de candidatos, 13 disputam a Presidência da República, 202 concorrem a governador dos 26 estados e do Distrito Federal e 358 postulam o Senado. Neste ano, estão em disputa duas cadeiras de senador por estado, totalizando 54 vagas.

O PSL foi o partido que lançou o maior número de candidatos país afora – 1.543, 5,3% do total. Além do presidenciável Jair Bolsonaro, 942 concorrem a deputado estadual, 488 a deputado federal, 24 a deputado distrital, 22 a senador, 14 a governador, 11 a vice-governador e 41 a suplente de senador.

Na sequência vêm o PSOL, com 1.347 concorrentes e o PT, com 1.309 candidatos. Além do presidenciável Guilherme Boulos, o PSOL lançou candidatos a governador em 25 estados. O PT tem candidato a presidente, Fernando Haddad, e disputa 16 governos estaduais.
Agência Brasil
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Partage Norte Shopping recebe 8ª edição do projeto Vamos todos à Cinépolis

O Cinépolis do Partage Norte Shopping realizou, nesta sexta-feira (21), a 8ª edição do projeto “Vamos todos à Cinépolis”. O evento tem cunho social e ocorreu, simultaneamente, em todas as 51 unidades da rede do Brasil.

Durante a ação, foram recebidas crianças carentes de quatro instituições locais, sendo elas, APAE, Casa Durval Paiva e duas escolas públicas de Natal. Os participantes tiveram direito a uma sessão de cinema, onde assistiram o filme “Hotel Transilvânia”, com pipoca e refrigerante.

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