25 de maio de 2026

Coluna Versátil News

Saúde da mulher após os 60 vai além das doenças e ainda envolve tabus sobre sexualidade, autonomia e qualidade de vida

Questões físicas, emocionais e sociais ainda recebem pouca atenção no cuidado à mulher idosa, alertam profissionais da SBGG
 

Às vésperas do Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher – 28 de maio, especialistas alertam que viver mais não significa, necessariamente, envelhecer com mais saúde, autonomia ou qualidade de vida. As mulheres brasileiras têm maior expectativa de vida do que os homens e representam a maioria da população idosa no país, mas questões como funcionalidade, saúde mental, sexualidade e isolamento social ainda recebem pouca atenção no envelhecimento feminino.
 

“As mulheres vivem mais, porém nem sempre vivem melhor. Na prática geriátrica, vemos muitas pacientes que sobrevivem mais aos grandes eventos cardiovasculares e às doenças agudas, mas acumulam multimorbidades, fragilidade, osteoporose, sarcopenia e limitações funcionais ao longo do envelhecimento”, explica a geriatra, Ana Cristina Canedo, membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).
 

Segundo Ana Cristina, ainda há questões muito frequentes e pouco discutidas no envelhecimento feminino, como perda de massa muscular, incontinência urinária, alterações do sono, depressão e isolamento social. “Muitas dessas condições acabam comprometendo independência, mobilidade e participação social da mulher ao longo do envelhecimento”, afirma.
 

A menopausa, muitas vezes tratada apenas como um marco hormonal ou ginecológico, também tem impactos importantes no longo prazo. “Hoje entendemos a menopausa como uma janela de oportunidade para prevenção e promoção de envelhecimento saudável. A queda hormonal interfere diretamente na saúde óssea, muscular, cardiovascular, cognitiva e emocional da mulher”, destaca Ana.
 

Para a especialista, envelhecer com mais autonomia e qualidade de vida depende de uma combinação de fatores físicos, emocionais e sociais. “Atividade física regular, alimentação adequada, estímulo cognitivo, sono de qualidade, vínculos sociais e acompanhamento médico ao longo da vida fazem diferença direta na funcionalidade e na independência da mulher”, reforça.
 

Sexualidade, autoestima e novos papéis também fazem parte do envelhecimento feminino
 

Para além das questões físicas, o envelhecimento feminino também envolve mudanças emocionais, sociais e na forma como a mulher se relaciona consigo mesma. Para a psicóloga e especialista em Gerontologia, Valmari Cristina Aranha, membro da Comissão de Formação Gerontológica da SBGG, o envelhecimento pode trazer perdas, mas também novas possibilidades de reconstrução, liberdade e redescoberta.
 

“Muitas mulheres chegam à maturidade mais seguras sobre quem são, com mais autonomia sobre o próprio corpo e menos presas às cobranças sociais que acompanharam outras fases da vida. O envelhecimento também pode ser uma oportunidade de reposicionamento e redescoberta”, afirma.
 

A especialista destaca que temas como sexualidade, prazer e autoestima ainda seguem cercados de tabus quando o assunto é mulher idosa, apesar das mudanças observadas nos últimos anos. “A sexualidade da mulher idosa ainda é pouco discutida porque durante muito tempo o desejo feminino foi reprimido e invisibilizado socialmente. Mas hoje, vemos mulheres redescobrindo o prazer, o afeto, a autoestima e o próprio corpo na maturidade”, explica Valmari.
 

Segundo ela, envelhecer com mais bem-estar e liberdade está diretamente relacionado ao autocuidado, à autoestima, à construção de vínculos e à capacidade de adaptação diante das mudanças da vida.“Envelhecer bem não significa buscar um padrão estético ou tentar permanecer jovem. Significa reconhecer o próprio corpo, cuidar da saúde física e emocional, manter propósito, autonomia e qualidade de vida dentro da própria realidade”, reforça.
 

Para as especialistas, o envelhecimento feminino precisa ser tratado de forma mais ampla dentro da saúde pública e da sociedade, especialmente diante do crescimento acelerado da população idosa no Brasil.
 

“Estamos vivendo uma feminização do envelhecimento. As mulheres já representam a maioria da população idosa, principalmente nas faixas etárias mais avançadas, e isso exige um olhar mais atento para funcionalidade, prevenção, saúde mental e suporte social ao longo da vida”, conclui Ana.
 

 Mais sobre a SBGG
 

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), fundada em 16 de maio de 1961, é uma associação civil sem fins lucrativos que tem como principal objetivo congregar médicos e outros profissionais de nível superior que se interessem pela Geriatria e Gerontologia, estimulando e apoiando o desenvolvimento e a divulgação do conhecimento científico na área do envelhecimento. Além disso, visa promover o aprimoramento e a capacitação permanente dos seus associados, contribuindo para um envelhecimento humano, digno e saudável.
 

Especialistas à disposição para entrevistas:

Tássia Lourenço: (11) 99258-6412 – tassialourenco@agenciars.co 

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Conselho de Medicina aprova resolução inédita que pune com suspensão e cancelamento de registro empresas de saúde que atrasarem pagamento de médicos

Na manhã desta segunda-feira (25), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte – CREMERN fez uma coletiva para apresentar para imprensa uma resolução criada para a valorização e defesa da dignidade médica potiguar.  O CREMERN aprovou a Resolução CREMERN nº 11/2026, que estabelece um cerco rigoroso contra empresas médicas (hospitais, clínicas, cooperativas ou intermediadoras de serviços) que atrasarem de forma injustificada o pagamento de salários, honorários ou plantões aos profissionais da medicina. As sanções preveem desde a suspensão temporária das atividades até o cancelamento definitivo do registro da pessoa jurídica no Conselho.

A resolução, aprovada em sessão plenária, determina que o atraso por período superior a 5 dias, a contar do vencimento do contrato, já sujeita a instituição à abertura de processo administrativo. De acordo com o texto, a alegação de “falta de repasse de verbas por parte da gestão pública” não será aceita como justificativa legal para o calote ou atraso, acabando com uma prática comum de transferência do risco financeiro para o trabalhador. “A Resolução CREMERN N° 11/2026 permite uma nova era de responsabilidade ética e administrativa para empresas médicas no Rio Grande do Norte. Esta resolução transforma o atraso da remuneração injustificada contra médicos em um problema não apenas contratual, mas ético-administrativo perante o Conselho Regional de Medicina”, declara a presidente do CREMERN, Dra. Giana da Escóssia Melo.

Para o conselheiro federal e relator da medida, Dr. Jeancarlo Fernandes Cavalcante, a resolução atende a um clamor antigo da categoria. “A finalidade é reforçar a regularidade do exercício da atividade médica por pessoas jurídicas, assegurando as normas éticas. Buscamos resguardar a dignidade do exercício profissional médico, coibindo o inadimplemento remuneratório e garantindo maior segurança aos profissionais e à assistência prestada à população”, destaca o relator em sua exposição de motivos.

A inadimplência será apurada mediante denúncia protocolada pelo médico prejudicado junto ao Departamento de Processo Ético Profissional do CREMERN, munido de provas mínimas do serviço prestado.

A resolução também cria um escudo protetor contra retaliações: caso um médico seja retirado de escalas ou desligado de forma imotivada após denunciar atrasos ou condições inadequadas de trabalho, a empresa e o seu Diretor Técnico responderão ético-profissionalmente por infração grave ao Código de Ética Médica.

Como funcionará a punição e o rito de julgamento:

Trâmite célere: Recebida a denúncia, a empresa terá 15 dias para apresentar defesa prévia. Um conselheiro relator será nomeado para expor os fatos e o caso será julgado em Sessão Plenária, garantindo o direito à ampla defesa (com 10 minutos de sustentação oral para cada parte).

Penas Aplicáveis: As sanções administrativas do CREMERN são gradativas e severas: Suspensão do registro da inscrição por 180 dias; Suspensão do registro da inscrição por 1 ano e cancelamento definitivo do registro de inscrição.

Recuperação difícil: Se a empresa for punida com a suspensão, o registro é reativado após a quitação integral da dívida. Porém, se a plenária aplicar a pena de cancelamento definitivo, pagar a dívida não devolverá o registro anterior; a empresa terá que passar por todo o processo burocrático de uma nova inscrição do zero (taxas, vistorias e novas exigências).

Para evitar que os pacientes fiquem desassistidos por causa da irresponsabilidade financeira de gestores, a resolução determina que, em caso de suspensão ou cancelamento do registro da empresa inadimplente, o gestor público ou privado contratante terá o prazo improrrogável de quinze dias para efetuar a troca da empresa responsável pela gestão do serviço de saúde.

A Resolução CREMERN nº 11/2026 foi assinada pela presidente do Conselho, Giana da Escóssia Melo, e pela secretária-geral, Elvira Maria Mafaldo Soares, entrando em vigor em sua publicação no último dia 15 de maio.

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Sesc Mesa Brasil realiza entrega de mais de 14 toneladas de alimentos arrecadados durante a Semana S 

Mais de 39 instituições serão beneficiadas; ação deve atender cerca de 4,5 mil famílias no RN

O Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN) realiza a doação de mais de 14 mil quilos em alimentos por meio do projeto Sesc Mesa Brasil e que foram arrecadados durante a Semana S. A solenidade de entrega acontecerá nesta terça-feira, 26, às 9h, no Sesc Potilândia, com a presença das instituições beneficiadas. 

A impressionante quantidade foi resultado de arrecadação durante a programação da Semana S, o maior evento integrado de serviços do Brasil e promovida no estado pelo Sistema Fecomércio RN. O evento aconteceu simultaneamente em nove cidades potiguares, com mais de 300 atividades gratuitas nas áreas de educação, saúde, cultura, lazer e qualificação profissional. 

Foram mais de 200 mil atendimentos em oito dias. Algumas das atividades contaram com a arrecadação de alimentos, como espetáculos do Teatro Sesc Sandoval Wanderley, biblioteca do Sesc Rio Branco, a entrega de kits da Corrida e o Dia S, além da parceria com o Circo do Tirú. 

Ao todo, 39 instituições sociais cadastradas no Sesc Mesa Brasil serão beneficiadas com a entrega das 13 toneladas de alimentos, o que representa atendimento direto a cerca de 4.500 famílias em situação de vulnerabilidade social.  

O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, destacou a força solidária da mobilização promovida durante a Semana S. “A Semana S mostrou mais uma vez a capacidade que o Sistema Comércio tem de mobilizar a sociedade em torno de ações que transformam vidas. Além de oferecer serviços gratuitos e programação para milhares de pessoas, conseguimos ampliar o alcance social do Sesc Mesa Brasil e beneficiar milhares de famílias potiguares com a arrecadação de alimentos”, afirmou. 

Os alimentos arrecadados serão destinados a instituições que atuam no atendimento a crianças, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade social em diferentes municípios do estado. Entre as entidades beneficiadas estão abrigos, associações, instituições filantrópicas e organizações sociais cadastradas no programa. 

Criado nacionalmente em 1994, o Sesc Mesa Brasil atua no combate à fome e ao desperdício de alimentos por meio da redistribuição de doações para instituições sociais cadastradas. No Rio Grande do Norte, o programa existe desde 2003 e já distribuiu mais de 27,5 milhões de quilos de alimentos ao longo de sua história. 

Serviço:

O que: Sesc Mesa Brasil realiza entrega de mais de 14 toneladas de alimentos arrecadados durante a Semana S 

Quando: 26 de maio de 2026 (terça-feira), às 09h 

Onde: Ginásio do Sesc Potilândia  

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NR-1 passa a valer nesta terça (26) com novas exigências sobre saúde mental no trabalho

Atualização da norma obriga empresas a incluir riscos psicossociais no gerenciamento ocupacional e amplia atenção sobre burnout e assédio; especialistas comentam impactos

Entra em vigor, nesta terça-feira (26), a nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que obriga empresas a incluírem os riscos psicossociais relacionados ao trabalho no escopo do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A medida, que vinha sendo tratada em caráter educativo, agora passa a exigir oficialmente que empregadores identifiquem, avaliem e controlem fatores que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores.

Com a atualização da norma, questões como estresse excessivo, burnout, assédio moral e sexual, jornadas exaustivas, sobrecarga de trabalho, metas abusivas e falhas na organização do ambiente corporativo deixam de ser tratadas apenas como temas relacionados ao clima organizacional e passam a integrar o inventário de riscos das empresas, ao lado dos elementos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, já previstos anteriormente pela legislação trabalhista. 

Na prática, conforme explica o docente de Direito da Estácio Túlio Chaves, além de incluir esses fatores no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), as empresas precisarão criar planos de ação preventivos, estabelecer medidas de controle e manter documentação técnica que comprove a gestão adequada dos riscos psicossociais. Para o jurista, a nova NR-1 representa uma mudança estrutural e de paradigma na forma como as empresas tratam a saúde mental.

“Saímos de um modelo focado apenas na segurança física para uma lógica de segurança organizacional e comportamental. Isso significa que não basta identificar os riscos psicossociais; as empresas precisarão adotar cronogramas de implementação e mecanismos para acompanhar a eficácia dessas ações. A ausência desse mapeamento pode facilitar a caracterização do nexo causal em doenças mentais e dificultar a defesa da empresa em fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego”, explica o docente.

A mudança ocorre em meio ao aumento dos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais no país. Dados do Ministério da Previdência Social apontam que, em 2025, foram concedidos 546.254 benefícios por esse tipo de adoecimento, alta de 15,66% em relação a 2024. Além disso, um estudo da Gupy apresentado durante o HR4Results 2026 mostra que até 90% dos custos relacionados a riscos psicossociais não aparecem nas despesas médicas, mas em perdas operacionais.

A especialista em questões trabalhistas e previdenciárias Anna Karenina Dantas alerta que a não adequação à NR-1 pode elevar custos relacionados ao Fator Acidentário de Prevenção (FAP). “Doenças como burnout, ansiedade e depressão podem ser reconhecidas como doenças ocupacionais. Isso impacta diretamente o FAP da empresa e pode aumentar as contribuições previdenciárias incidentes sobre a folha de pagamento”, avalia a diretora da DPi, empresa pertencente ao RC Hub.

Ela também chama atenção para o risco de ações regressivas movidas pelo INSS em situações de negligência comprovada. “A ausência ou inadequação do PGR pode servir como prova de omissão culposa da empresa, facilitando ações em que o INSS busca o ressarcimento de benefícios pagos aos trabalhadores”, afirma. Segundo a especialista, o descumprimento da norma também pode ampliar a exposição das empresas a ações trabalhistas, indenizações, afastamentos e danos reputacionais.

Isso ocorre porque, de acordo com Túlio Chaves, a inclusão dos riscos psicossociais altera a dinâmica probatória nos tribunais. “Se a empresa não possui um PGR que contemple riscos psicossociais, ela terá extrema dificuldade em provar que o ambiente de trabalho não contribuiu para o burnout ou depressão do empregado. Por isso, o descumprimento da NR-1 pode elevar condenações por danos morais e pensões vitalícias em casos de incapacidade laboral”, destaca o jurista.

Para Anna Karenina, além dos impactos financeiros, trabalhistas e previdenciários, a nova exigência também pode comprometer a imagem e a sustentabilidade das empresas no mercado. “A empresa pode enfrentar perda de credibilidade, dificuldade para atrair e reter talentos, impactos negativos nas relações comerciais e até responsabilização direta da diretoria em casos de omissão e negligência. Hoje, a forma como a organização lida com a saúde mental dos trabalhadores também influencia sua reputação e competitividade”, conclui.

A fiscalização das novas exigências será realizada por auditores fiscais do trabalho que, segundo o MTE, vão verificar fatores como a consistência técnica do processo adotado pela empresa, a coerência com a realidade das atividades e a efetividade das medidas de prevenção ao adoecimento mental no ambiente de trabalho. 

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Investimentos bilionários aceleram IoT no setor de óleo e gás; cenário será debatido na Bahia

Com 30 mil alertas de segurança gerados em seis meses sem acidentes, a Trackfy | WakeCap leva ao Bahia Oil & Gas 2026 sua plataforma de gestão em tempo real para canteiros industriais

A Bahia Oil & Gas Energy 2026 deve consolidar, mais uma vez, o Norte e Nordeste como polos estratégicos para a indústria energética brasileira, e também como terreno fértil para inovação tecnológica aplicada à operação fabril. Entre os destaques da edição deste ano está a participação da Trackfy | WakeCap, que atua como expositora e painelista, e destaca a importância do IoT, ou seja, do acesso a dados em tempo real na gestão de projetos complexos e na segurança de seus trabalhadores. 

“Trata-se de um ambiente de integração entre tradição industrial e transformação digital. Hoje, a tecnologia não atua mais como suporte, ela passa a compor o próprio núcleo das decisões de negócio, especialmente em operações críticas e de grande escala”, afirma Tulio Cerviño, CEO Latam e VP Global de Operações Industriais da Trackfy | Wakecap.

O evento acontece entre os dias 27 e 29 de maio, no Centro de Convenções Salvador, reunindo empresas, operadoras, fornecedores, investidores e representantes do poder público em uma agenda que percorre toda a cadeia do petróleo e gás, incluindo transporte, refino, petroquímica e integração energética. Com 98% dos estandes já reservados, a feira combina exposição, conferências, rodadas comerciais e arenas temáticas voltadas a ESG, inovação e investimentos.

A presença da Trackfy | WakeCap dialoga diretamente com uma demanda da indústria: aumentar produtividade e segurança em operações cada vez mais distribuídas e pressionadas por eficiência. A empresa apresentará soluções desenvolvidas para canteiros industriais que buscam elevar performance a partir da coleta e análise de dados.

Especializada no desenvolvimento de soluções em IoT (Internet das Coisas) para plantas industriais, e filiada à Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Trackfy | WakeCap tem consolidado sua atuação com base em indicadores operacionais robustos. Em apenas seis meses, sua tecnologia registrou mais de 30 mil alertas e chamados de segurança em sua base de clientes, todos tratados de forma preventiva, sem a ocorrência de acidentes.

Entre os destaques que a empresa apresentará na ocasião está o conceito de Canteiro Digital, que permite o acompanhamento integrado de trabalhadores, ativos e processos, ampliando a visibilidade operacional e reduzindo gargalos. A solução de EPI Digital, com rastreamento em tempo real, agrega uma camada adicional de controle sobre o uso adequado de equipamentos de proteção, enquanto a tecnologia de geolocalização assegura conformidade com normas de segurança, além de aderência à LGPD e à legislação trabalhista.

Essa inteligência já opera em escala. Hoje, a plataforma da empresa monitora cerca de 3 mil recursos em diferentes unidades industriais no Brasil, gerando alertas que vão desde acessos indevidos a áreas restritas até quedas de colaboradores, acionamentos de emergência, períodos de inatividade e protocolos de evacuação. “Não se trata apenas de monitorar, mas de transformar dados em ação imediata dentro da operação”, explica João Barbosa, diretor da Trackfy | WakeCap.

“Existe uma mudança estrutural em curso na indústria. Não se trata mais apenas de digitalizar processos, mas de transformar a operação em um ambiente orientado por dados, onde cada decisão pode ser antecipada, simulada e otimizada”, afirma Cerviño. “No setor de óleo e gás, isso tem impacto direto em produtividade, redução de riscos e controle de custos, especialmente em projetos de grande escala e alta complexidade”.

O avanço dessas tecnologias acompanha a expansion do setor de óleo e gás no Brasil. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que os investimentos em exploração podem chegar a US$ 890 milhões em 2026, com cerca de 96% concentrados em operações offshore. A perfuração de poços deve absorver a maior parte desses recursos, refletindo a intensificação das atividades exploratórias no país.

Ao mesmo tempo, o Brasil já superou a marca de 5 milhões de barris de óleo equivalente por dia, impulsionado pelo pré-sal e pela entrada de novas plataformas. Com a abertura de novas fronteiras, como a Margem Equatorial, cresce a pressão por operações mais eficientes, seguras e monitoradas, cenário que acelera a adoção de tecnologias baseadas em dados em tempo real, automação e IoT industrial.

Desse modo, empresas como a Trackfy têm ampliado sua atuação em projetos industriais de grande porte, levando tecnologia embarcada para o campo e conectando dados que antes estavam dispersos. A proposta é reduzir a dependência de controles manuais, aumentar a previsibilidade das operações e criar uma base sólida para decisões estratégicas.

“A indústria de óleo e gás sempre foi intensiva em capital e em risco. O que muda agora é a capacidade de transformar dados em vantagem competitiva real”, completa Cerviño. “Quem conseguir operar com mais inteligência, segurança e previsibilidade terá uma posição muito mais sólida nos próximos anos”, finaliza.

Sobre a Trackfy WakeCap: https://www.trackfyapp.com.br/

referência: https://www.gov.br/anp/pt-br/canais_atendimento/imprensa/noticias-comunicados/investimentos-em-exploracao-podem-chegar-a-us-1-2-bilhao-entre-2026-e-2033

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