21 de abril de 2026

Coluna Versátil News

DNA Center e CACIM anunciam parceria inédita e inauguram primeira unidade do CDC Laboratórios em Caraúbas

Um novo capítulo na saúde do Rio Grande do Norte começa a ser escrito a partir da última sexta-feira (10). O DNA Center, referência em medicina diagnóstica no estado, anuncia uma parceria inédita com o CACIM (Centro de Análises Clínicas e Diagnósticas de Mossoró), um dos laboratórios mais modernos e respeitados da região Oeste. Dessa união nasce o CDC Laboratórios, uma marca que já chega ao mercado com o compromisso de ampliar o acesso a exames de qualidade e fortalecer a assistência à saúde no interior potiguar.

A cidade de Caraúbas foi escolhida para receber a primeira unidade do CDC, marcando o início de um projeto de expansão que pretende alcançar diversas regiões estratégicas do estado. A solenidade de inauguração contou com uma bênção das instalações e um café da manhã especial para convidados, autoridades e profissionais da saúde. O momento contou com a presença dos sócios-diretores do DNA Center, Andréa Fernandes, Roberto Chaves e René Castro, além dos diretores do CACIM.

À frente dessa iniciativa, o DNA Center reforça seu protagonismo na interiorização dos serviços de análises clínicas, levando tecnologia, inovação e um padrão elevado de qualidade para mais perto da população. “Essa união entre o DNA Center e o CACIM simboliza um avanço importante para a saúde do Rio Grande do Norte. Estamos somando expertises para oferecer um serviço ainda mais completo, com qualidade e segurança para a população”, destaca o sócio-diretor do DNA Center, Roberto Chaves.

Roberto também ressalta o plano de crescimento da nova marca. “Estamos iniciando por Caraúbas, mas esse é apenas o primeiro passo. Nosso projeto prevê a expansão para cidades estratégicas, principalmente nas regiões Oeste e do Vale do Açu, como Assú, Carnaubais e Ipanguaçu, ampliando o acesso da população a exames laboratoriais com alto padrão de excelência”, completa.

Já o também sócio-diretor do DNA Center, René Castro, reforça o impacto da iniciativa. “O CDC nasce forte, resultado da união de duas instituições sólidas, com trajetórias reconhecidas. Nosso objetivo é integrar experiência, tecnologia e capilaridade para oferecer um serviço ainda mais eficiente e acessível”, destaca.

Com 35 anos de atuação, o CACIM é reconhecido pela credibilidade junto a profissionais de saúde e pacientes, além de contar com certificações importantes, como a ISO 9001 e o selo de Excelência do Programa Nacional de Controle de Qualidade. A parceria com o DNA Center potencializa essa expertise, consolidando um novo modelo de atuação no segmento de análises clínicas no estado.

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Potencial x realidade: o Brasil no cenário farmacêutico global

Por Eduardo Rocha Bravim, especialista em biotecnologia farmacêutica, instrumentação analítica, controle de qualidade e supply chain científico com atuação internacional

O Brasil ocupa uma posição curiosa no setor farmacêutico global, pois está entre os maiores mercados consumidores do mundo, mas ainda distante dos países que lideram a inovação e o desenvolvimento de novas terapias. Esse contraste expõe uma questão central: até que ponto o país pode ser considerado uma possível potência, já que segue dependente de avanços produzidos no exterior?

O crescimento da demanda interna, impulsionado por fatores demográficos e pela ampliação do acesso à saúde, consolidou o Brasil como um mercado relevante. No entanto, esse protagonismo está muito mais ligado ao consumo do que à capacidade de inovar. Em etapas críticas da cadeia produtiva, especialmente na produção de insumos e no domínio de tecnologias estratégicas, a dependência externa ainda é significativa.

Isso não ocorre por falta de base científica, já que o país reúne centros de pesquisa qualificados e produz conhecimento de alto nível. O desafio está na transformação desse conhecimento em soluções competitivas. A conexão entre academia, indústria e capital ainda é limitada, o que dificulta a escalabilidade da inovação e reduz a presença brasileira nos mercados globais de maior valor agregado.

A regulação também desempenha um papel relevante nesse cenário. Embora frequentemente associada à lentidão, ela é, na prática, um dos pilares de credibilidade do setor. Quando combinada com maior previsibilidade e eficiência, pode se tornar uma vantagem estratégica, aumentando a confiança internacional e facilitando a inserção de empresas brasileiras em cadeias globais.

Diante desse contexto, mais do que reconhecer limitações, é necessário definir caminhos. Isso passa pela escolha de nichos estratégicos, pelo fortalecimento de parcerias internacionais e pelo investimento consistente em qualidade, tecnologia e infraestrutura produtiva. A busca por transferência de conhecimento e a aderência a padrões globais deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos.

Afinal, o  Brasil não parte do zero: os elementos para uma atuação mais relevante já estão presentes, mas ainda carecem de articulação e visão de longo prazo. Sem uma estratégia clara de inovação e autonomia tecnológica, o país tende a permanecer como um grande consumidor em um mercado dominado por poucos protagonistas.

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