4 de outubro de 2018

FLASHES E BRILHOS

De biquíni branco, Pabllo Vittar grava novo clipe com a camisa da Argentina

Pabllo Vittar
Pabllo Vittar Foto:AgNews

A cantora Pabllo Vittar deixou o corpo à mostra durante uma gravação na tarde desta quarta-feira (3). Ela surgiu de biquíni branco e camisa da seleção da Argentina em uma praia no Rio de Janeiro. Com o cabelo loiríssimo, a artista jogou uma partida de futebol junto com outras mulheres e esbanjou simpatia para a câmera.

Pabllo gravou o clipe da músicaCaliente, que faz parte do novo álbum da cantora argentina Lali Esposito e tem que tem a sua participação. A canção foi feita em português e em espanhol e será lançada em breve.

“Eu tinha dez anos na quinta série e foi muito difícil para mim que era uma criança gordinha afeminada no meio daquele monte de gente. Estava muito feliz por entrar na quinta série, achei que faria muitos amigos, mas no primeiro dia me bateram. E eu não tinha a quem recorrer. Eu tinha minhas irmãs que estudavam comigo, mas os professores não faziam nada”, revelou.

FLASHES E BRILHOS

Ana Maria Braga se atrapalha, dá informação equivocada sobre as eleições e é corrigida

Ana Maria Braga se atrapalha, dá informação equivocada sobre as eleições e é corrigida
Ana Maria Braga se atrapalha, dá informação equivocada sobre as eleições e é corrigida Foto:Reprodução

 

A apresentadora Ana Maria Braga se confundiu e deu uma informação errada no Mais Você desta quinta-feira (4).

Conversando sobre as eleições com o jornalista Alexandre Garcia, ela deu uma informação equivocada sobre o processo eleitoral.

“No próximo domingo a gente vai votar para presidente, governador, senador… A votação para senador acontece de oito em oito anos, por isso a gente estranha. Há quatro anos a gente não votou para senador”, disse a comandante do matinal.

Ela então foi corrigida por Garcia, que explicou melhor como funciona o sistema.

“É que cada senador tem mandato de oito anos, mas não empata oito com oito. Vão dois de uma vez e um de outra. Por isso na anterior foi um senador por estado!”, disse ele.

Apesar da explicação, muitos fãs reclamaram nas redes sociais sobre o assunto afirmando que tudo continuou confuso mesmo após a intervenção do jornalista.

FLASHES E BRILHOS

O mundo de hoje é classe média

O mundo moderno é de classe média e alta: pela primeira vez na história contemporânea, um pouquinho mais de 50% da população global de 7,6 bilhões de pessoas pode ser considerado de classe média ou alta, sendo 3,59 bilhões só no segmento médio.

É o que informa o World Data Lab, baseado em Viena e financiado, entre outros, pelo governo alemão e pelo Unicef, o braço da ONU para a infância. O resultado decorre da análise da renda e de gastos de lares compilados por 188 países e agregados pelo Banco Mundial.

Pena que o Brasil não siga essa tendência mundial. Afinal, classe média costuma ser elemento de estabilidade, porque, em geral, seus integrantes têm um desejo existencial (ascender ao andar de cima) e um receio primordial (evitar descer para o andar de baixo), para usar expressões consagradas por Elio Gaspari.

É óbvio que instabilidade, econômica ou política, conspira contra a ascensão e facilita a derrapagem.
Homi Kharas, um dos coordenadores da pesquisa, traz a classe média para a situação do Brasil às vésperas da eleição de domingo: “A classe média estava saturada da corrupção, saturada dos pobres serviços públicos e vinha consistentemente optando por mudanças no governo”, disse.

No Brasil, de fato, a classe média foi espremida nos anos Lula/Dilma, como prova a mais completa e confiável pesquisa sobre desigualdade, feita pelo grupo liderado pelo francês Thomas Piketty e que desmontou a propaganda governamental de que havia diminuído a desigualdade no período.

O estudo deles demonstra que os 10% mais ricos viram sua fatia da riqueza nacional aumentar de já obscenos 54% para 55%. Os 50% mais pobres também tiveram um ganho de um ponto percentual (de ínfimos 11% para insignificantes 12%).

Quem perdeu esses dois pontos percentuais foi justamente a classe média, que passou a ficar com 32% da renda.

Que esteja enfurecida, se entende. Mas, do meu ponto de vista, não se justifica que penda para um candidato que faz apologia da tortura.

 

Na teoria, o comportamento deveria ser diferente, como comenta Kristofer Hamel, operador-chefe do World Data Lab: o rápido crescimento da classe média, diz ele, “terá significativos efeitos econômicos e políticos, na medida em que as pessoas se tornarão mais exigentes com as empresas e os governos”.

O World Data Lab põe na classe média quem ganha entre US$ 11 e US$ 110 por dia (de R$ 43 a R$ 423), com base na paridade do poder de compra, o cálculo que leva em conta os preços em cada país.

No Brasil também houve notável progresso, mas a maioria da população ainda é ou pobre ou de baixa renda (ganha entre US$ 2 e US$ 10 por dia).

É o que mostra outro estudo, do Centro Pew de Pesquisas, feito em 2011: a maioria (50,9%) ficava entre a pobreza (7,3%) e a baixa renda (43,6%).

Na classe média (US$ 10 a US$ 20), estavam apenas 27,8% dos brasileiros, de todo modo um auspicioso crescimento de dez pontos percentuais em relação a 2001.

Como os anos mais recentes, não cobertos pelo estudo, foram de crescimento econômico negativo ou muito reduzido, parece razoável deduzir que a classe média encolheu ou estacionou desde 2011.

Ou, posto de outra forma, também nesse quesito, o da classe média, o Brasil está fora de sintonia com o mundo.

 

Clóvis Rossi

Repórter especial, membro do Conselho Editorial da Folha e vencedor do prêmio Maria Moors Cabot.

FLASHES E BRILHOS

Eleição do ‘marketing zero’ apaga reinado dos publicitários

As verbas secaram, o tempo encurtou, a tecnologia mudou, e a campanha eleitoral de 2018 se consolida como aquela em que a era dos marqueteiros-estrelas foi atropelada pelo “marketing zero”.

Líder nas intenções de voto, com 32%, segundo o Datafolha desta segunda (1º), Jair Bolsonaro (PSL)nem marqueteiro tem. Com tempo ínfimo na TV, o próprio candidato, seus filhos e o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, decidem a estratégia de comunicação.

É uma campanha “amadora”, segundo o candidato a vice, Hamilton Mourão (PRTB).

O acesso dos eleitores a redes sociais ajuda a entender melhor essa mudança: 81% dos eleitores do capitão reformado têm acesso a elas, segundo o Datafolha, acima da média nacional (68%).

Entre os eleitores de Fernando Haddad (PT), só 59% acessam as redes. A parcela sobe a 72% entre os de Ciro Gomes (PDT), mas volta a ficar abaixo da média para Geraldo Alckmin (PSDB), com 53%, e Marina Silva (Rede), 60%.

A diferença é expressiva também no uso do WhatsApp, apontada por especialistas como a mais poderosa (e perigosa) rede social, por ser muito difícil de monitorar. Ataques a concorrentes e notícias falsas podem se disseminar com rapidez sem a possibilidade de direito de resposta ou reações.

São 79% os eleitores de Bolsonaro que usam o WhatsApp, e 40% compartilham por ali notícias sobre a eleição.

Entre seus principais concorrentes, o que chega mais perto é Ciro, com 71% dos eleitores —mas apenas 20% usam a rede para a política.

“Nunca o marketing foi tão insignificante. Não fez diferença nenhuma o tipo de profissional, sua capacidade ou estratégia”, diz o publicitário Bob Vieira da Costa, especialista em comunicação pública.

A questão não é apenas de plataforma, mas de conteúdo. Desde o começo do ano, pesquisas qualitativas mostravam descrença do eleitor nos políticos e nas promessas de governo. “Não é um processo comum, que um marqueteiro consegue corrigir.”

As pesquisas, segundo o publicitário, mostravam um eleitor à procura de “atitude”: “Uma demonstração mais eloquente de compromisso e disposição”. No diagnóstico de analistas e profissionais da área, há menos razão e mais emoção nesta eleição.

Há também menos espaço para erro numa campanha “de uma onda só”, em oposição às anteriores, de “duas ondas”. A duração caiu à metade —de 90 para 45 dias— e os comerciais na TV ocupam 35 dias, e não mais 45. É preciso definir logo o rumo e corrigir rotas muito rapidamente.

O tempo dos programas encolheu, e quase metade dos eleitores (49%) diz não ter interesse no horário eleitoral, segundo o Datafolha.

Mesmo as inserções publicitárias, apostas dos marqueteiros para atingir mais audiência, não têm correlação com as intenções de voto nestas eleições. Com apenas um comercial a cada três dias, Bolsonaro nunca teve menos que 20% das intenções de voto, enquanto Alckmin, com 12 inserções de 30 segundos por dia, não ultrapassou 10%.

“Não adianta ter tempo maior se não comunicar o que as pessoas esperam ouvir”, diz Vieira da Costa.

“Com o encolhimento da TV, o marketing volta a ter cinco pernas, e não apenas uma superatrofiada”, diz o consultor político Gaudêncio Torquato.

Segundo ele, nas campanhas passadas marqueteiros como João Santana e Duda Mendonça eram considerados tão ou mais importantes que os próprios candidatos.

“Faziam grandes produções com recursos cinematográficos, uma verdadeira mistificação. O candidato passava os dias dentro do estúdio.”

Os escândalos do mensalão e da Lava Jato arranharam a imagem da função, a ponto de quatro ex-marqueteiros ouvidos pela reportagem preferirem não ser identificados.

Regras de financiamento eleitoral aprovadas em 2017 ajudaram emagrecer a perna da comunicação, porque tornaram inviáveis superproduções e os salários pagos em eleições anteriores.

No máximo, cada candidato a presidente pode gastar no primeiro turno R$ 70 milhões —incluindo todas as atividades, como publicidade, aluguel, transporte, alimentação etc. É o equivalente ao que um único marqueteiro diz ter recebido em 2014: João Santana, responsável pela campanha de Dilma Rousseff (PT).

Os envolvidos neste ano não declaram valores, mas profissionais da área falam em honorários de cerca de R$ 1 milhão —menos de 2% do que ganhou Santana em 2014.

Avanços tecnológicos permitiram uma campanha mais barata. Em vez de equipes de TV com equipamento caro e cinco pessoas (repórter, cinegrafista, assistente de áudio, de luz e motorista), há campanhas feitas só com celular.

Desapareceram as longas temporadas em estúdios, com comida e bebida 24 horas por dia e centenas de pessoas.

Por outro lado, diz Torquato, cresce a relevância relativa das outras quatro pernas: a análise de pesquisas, o posicionamento do discurso, a elaboração de propostas e a articulação social e mobilização de massa.

Funções que antes eram segmentadas hoje se integraram. Filmes feitos nas ruas são usados na TV e nas redes sociais.

Analistas e concorrentes reconhecem o sucesso da estratégia de Bolsonaro na internet, mas afirmam que ela não deve ser superestimada. “Sem atitude, as redes ficam mornas, chochas. Ninguém vai se manifestar sobre aquilo que não mobiliza. Fica sem combustível”, diz Vieira da Costa.

Outros limites das redes sociais, segundo marqueteiros, é que elas são mais úteis para destruir que para construir e pregam para convertidos.

O segredo de Bolsonaro foi consolidar uma rede de apoiadores fora da internet. Como outras decisões da campanha, não foi um trabalho de profissional de marketing, mas do núcleo próximo do candidato.

Essa articulação no mundo real —com sindicatos e movimentos sociais— ajudou partidos como o PT e o PDT a ampliar sua bolha, dizem analistas.

QUEM SÃO (OU NÃO) OS MARQUETEIROS

JAIR BOLSONARO (PSL)
Marqueteiro: não tem. O candidato dá a palavra final sobre as estratégias
Outros nomes: os filhos Eduardo, Flávio e Carlos e o presidente do partido, Gustavo Bebianno, participam das discussões de campanha

FERNANDO HADDAD (PT)
Marqueteiros: Raul Rabelo, publicitário, e Otávio Antunes, jornalista
Perfis: Rabelo é descrito como seguro, apesar de jovem, e capaz de liderar sem arrogância. Tem como mentor o baiano Sidônio Palmeira, marqueteiro de Jaques Wagner e Rui Costa
Otávio é militante petista. Ganhou projeção na Fundação Perseu Abramo e é visto como muito envolvido com o partido e “pau para toda obra”
Outros nomes: Olga Curado, jornalista, é responsável pela imagem de Haddad

CIRO GOMES (PDT)
Marqueteiros: Manoel Canabarro e Augusto Fonseca, jornalistas
Perfis: Experiente, Canabarro é descrito como tranquilo e sociável, mas o único capaz de enfrentar Ciro e fazê-lo mudar de opinião. Pupilo de Duda Mendonça, assumiu a campanha de Marta Suplicy à prefeitura em 2004. É marqueteiro da família Gomes desde 2006, e fez a campanha de Gabriel Chalita a prefeito de SP em 2012. Fonseca, ex-repórter premiado, trabalhou para FHC em 1994 e Marta Suplicy em 2000. Próximo de João Santana, fez a campanha de Aloizio Mercadante, em 2010

GERALDO ALCKMIN (PSDB)
Marqueteiro: Lula Guimarães, jornalista
Perfil: é descrito como competente na comunicação, mas pouco experiente em redes sociais e na guerra de poderes da campanha tucana. Foi o marqueteiro de Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva em 2014. Em 2016, liderou a campanha de João Doria à Prefeitura de SP
Outros nomes: Átila Francucci, publicitário, é responsável pela criação. O jornalista Marcio Aith e o cientista político Luiz Felipe D’ Avila disputam a estratégia política. André Lacerda, jornalista, faz a análise política

MARINA SILVA (REDE)
Marqueteiro: não tem. Decisões são tomadas por grupo de até 12 pessoas, sempre com a candidata
Outros nomes: Lourenço Bustani e Andrea Gouvêa coordenam a campanha. Filho de diplomata, Bustani é consultor em sustentabilidade e assume da produção de vídeo à imagem e mobilização de rua. Andrea, ex-vereadora, cuida da articulação política. Toinho Alves, militante, é conselheiro político e redator dos discursos

FLASHES E BRILHOS

A pedido do MEC, governo adia horário de verão para 18 de novembro

MEC não havia levado em conta decreto sobre horário de verão feito em 2017 Foto: Bárbara Lopes / .

RIO – O horário de verão começará no dia 18 de novembro — depois da realização das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

A data de início estava prevista para 4 de novembro, mas foi adiada a pedido do Ministério da Educação para não prejudicar os estudantes que farão o exame, nos dias 4 e 11 do mês que vem.

O martelo foi batido ontem pelo presidente Michel Temer em reunião com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco. O decreto presidencial com o horário de verão será publicado no Diário Oficial da União nos próximos dias.

Um dos exemplos citados pelo tribunal foi o Acre, onde as urnas são fechadas três horas depois da contagem de votos já ter sido iniciada nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste.

Atualmente, adotam o horário de verão os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

DURAÇÃO MENOR

Já a data final para o horário de verão foi mantida para o terceiro domingo de fevereiro de 2019. Com isso, ele terá duração menor na comparação com outros anos. Em 2017, o horário de verão começou no dia 15 de outubro e terminou em 18 de fevereiro de 2018.

A confusão aconteceu porque, ao marcar a data do Exame Nacional do Ensino Médio, técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacional Anísio Teixeira (Inep) não levaram em consideração um decreto que havia sido editado pela Presidência em 2017, fixando o início do horário de verão no primeiro domingo de novembro.

Ao perceber que as datas coincidiam, o que aconteceu somente na semana passada, o ministério enviou um ofício à Presidência solicitando o adiamento da mudança para não atrapalhar a realização da prova.

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