5 de agosto de 2021

Coluna Versátil News

Fecomércio: Endividamento bate novo recorde e acende alerta para uso do crédito, aponta CNC

O total de brasileiros endividados cresceu novamente em julho e renovou o recorde histórico, chegando a 71,4%. É o maior percentual desde janeiro de 2010, quando a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) começou a realizar a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). A alta foi de 1,7 ponto percentual em relação ao mês anterior e de 4 pontos na comparação com julho de 2020 – o maior incremento anual desde dezembro de 2019.

De acordo com a Peic, o aumento no número de endividados ocorreu nas duas faixas de renda pesquisadas. O percentual entre as famílias que recebem até dez salários mínimos, porém, chama mais a atenção: passou de 70,7%, em junho, para 72,6%, em julho – recorde da série histórica. No mesmo mês do ano passado, havia ficado em 69%. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a inflação elevada tem diminuído o poder de compra dos brasileiros e deteriorado os orçamentos domésticos. “A renda dos consumidores também está afetada pelas fragilidades do mercado de trabalho formal e informal, com o auxílio emergencial deste ano sendo pago com um valor menor”, afirma Tadros.

Inadimplência preocupa

O total de brasileiros com dívidas ou contas em atraso aumentou pelo terceiro mês seguido, alcançando 25,6% do total de famílias – 0,5 ponto acima do nível de junho. O percentual, porém, ficou 0,7 ponto abaixo do apurado em julho de 2020. A parcela dos consumidores que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que permanecerão inadimplentes aumentou de 10,8% para 10,9% na passagem mensal. O indicador está, no entanto, 1,1 ponto abaixo do nível observado em julho do ano passado. “O tempo de atraso no pagamento das dívidas também vem crescendo, reflexo das dificuldades enfrentadas pelas famílias na faixa de menor renda, em especial, para quitarem seus compromissos financeiros em dia”, destaca Izis Ferreira, economista da CNC responsável pela pesquisa.

Uso do cartão bate recorde

A proporção de endividados no cartão de crédito também renovou a máxima histórica, chegando a 82,7% do total de famílias com dívidas. Este meio de pagamento é o mais difundido pelas facilidades de uso, mas é também o que oferece o maior custo ao usuário, sobretudo quando se torna crédito rotativo (empréstimo pessoal de curtíssimo prazo, em que parte do saldo devedor é rolada para o mês seguinte ao do vencimento). Izis ressalta que, embora o crédito possa funcionar como ferramenta de recomposição da renda e potencializar o consumo, com mais de 71% das famílias endividadas acende-se um alerta para o uso do crédito e o potencial de crescimento da inadimplência. “O aumento dos juros em curso no País encarece as dívidas, principalmente na modalidade mais buscada pelos endividados hoje, que é o cartão de crédito”, conclui a economista.

Acesse a análise, os gráficos e a série histórica da pesquisa

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Governo do RN: Governo do Estado dá apoio a capacitação técnica na área de migrações

“Fortalecendo capacidade: gerenciamento de abrigos e mecanismos de soluções duradouras para população indígena refugiada” é o curso promovido pela Fraternidade Humanitária Internacional e Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no Brasil, com apoio do Governo do Estado por meio da SETHAS/CERAM. Será realizado nesta quinta-feira (05) e sexta-feira (06) na Escola de Governo do Centro Administrativo, das 9h às 17h.

O gerente de Soluções Duradouras da Fraternidade Humanitária Internacional, Imer De Mirna, explicou que o objetivo do curso é dar treinamento a  técnicos estaduais e municipais do Rio Grande do Norte responsáveis pelo atendimento e acompanhamento à crise migratória que no RN diz respeito especificamente, neste momento, à  população indígena da etnia Warao da Venezuela.

A capacitação a cargo das duas organizações internacionais tem como público-alvo técnicos(os) da assistência social, saúde e educação do Estado e municípios do RN com refugiados e migrantes. São trinta vagas que já foram previamente preenchidas.

Quarta-feira, 4, pela manhã, De Mirna, o gerente Operacional da Fraternidade Ricardo Baumbartner, e o Associado Sênior de Campo da ACNUR no Brasil, Sebatian Roa, se reuniram com as secretárias da SETHAS, Iris Oliveira (titular) e Maria Luiza Tonelli (adjunta), além do presidente Comitê Estadual Intersetorial de Atenção aos Refugiados, Apátridas e Migrantes (CERAM/RN), Thales Dantas e a coordenadora de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), Sandra Pequeno, para falar sobre os objetivos do treinamento. Participaram ainda Vanuza Nunes, Dennis Morais e João Pedro Macedo, bolsistas do CERAM.

A finalidade da capacitação, apontou De Mirna, é levar aos técnico(a)s a experiência e sistemática que as duas entidades, em nível nacional e global, têm exercido com relação ao tema das migrações. Os representantes da Fraternidade Humanitária Internacional e ACNUR no Brasil também se reuniram com a Secretaria Municipal de Assistência Social, e ontem à tarde, fizeram uma visita ao local onde os indígenas Warao estão abrigados em Natal.

POLÍTICA

No dia 21 de junho de 2021 a governadora do Estado, Fátima Bezerra, lançou o Plano Estadual do Migrante do RN e assinou o acordo de cooperação internacional com a Organização Internacional para Migrações (OIM) para tratar da questão das migrações. O RN é o primeiro estado do Nordeste a ter uma lei que institucionaliza e organiza a Política Pública para Refugiados, Apátridas e Migrantes.

De acordo com dados do Cadastro Nacional do Ministério da Justiça (RNM), o RN tem 13.633 migrantes internacionais. Desses, segundo o o Ceram/RN, órgão vinculado à Sethas, 232 são refugiados venezuelanos, dos quais 188 indígenas da etnia Warao, sendo que 124 vivem em Natal. Em Mossoró são 64 venezuelanos, 20 da etnia Warao

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DF começa retorno às aulas presenciais na rede pública

Pelo cronograma, voltam hoje os alunos da educação infantil

Rio de Janeiro – Alunos aprendem a prevenção ao novo coronavírus (Covid-19) na Escola Municipal Pedro Ernesto, através de cartazes, trabalhos escolares, e medidas de higiene e convívio pessoal. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A rede pública de ensino do Distrito Federal começa nesta quinta-feira (5) o processo de retorno às aulas presenciais. Pelo cronograma, está prevista hoje a volta dos alunos da educação infantil.

No dia 9 de agosto, será a vez da volta às escolas, na modalidade presencial, de alunos do ensino fundamental dos anos iniciais, além dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do primeiro segmento.

Em 16 de agosto, pelo cronograma, estão previstos os alunos do ensino fundamental dos últimos anos e do segundo e terceiro segmentos do EJA. No dia 23 de agosto, a volta às escolas abrangerá as unidades de ensino médio e educação profissional.

O cronograma será concluído com a volta às unidades de ensino dos alunos de natureza especial, dos centros interescolares de línguas e dos centros de ensino especial, bem como outros atendimentos.

Protocolos

O governo do Distrito Federal estabeleceu protocolos de segurança para as aulas presenciais. É exigido distanciamento mínimo de 1,5 metro, além do uso de máscaras, e é recomendada a higienização das mãos com sabão ou álcool em gel. Segundo a Secretaria de Educação do DF, profissionais foram treinados e os ônibus serão higienizados diariamente.

As turmas vão ser reduzidas e divididas em duas, com metade acompanhando presencialmente e metade com atividades remotas. O tempo será diminuído de cinco horas para quatro horas. Conforme a secretaria, as tecnologias digitais continuarão sendo utilizadas para complementar as aulas.

Na entrada das escolas será evitado o uso de catraca e haverá a aferição de temperatura dos estudantes. Os espaços físicos serão readequados para garantir o distanciamento mínimo e haverá sinalização da capacidade máxima. Janelas e portas ficarão abertas para permitir ventilação.

Caso um aluno ou profissional apresente sintomas, deve comunicar à gestão da escola a situação. A pessoa será encaminhada para isolamento e haverá notificação aos responsáveis e à unidade de saúde da localidade.

Professores

Em seu site, a secretaria informa que os professores foram vacinados, “a grande maioria com a vacina da Janssen, que é de dose única”. Os que tomaram outros imunizantes foram convidados a comparecer aos postos nos últimos dias. Contudo, o órgão não informa qual o percentual de docentes imunizados.

Em assembleia no dia 30 de julho, os professores e orientadores educacionais do Distrito Federal aprovaram indicativo de greve e um calendário de mobilização. O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) fará fiscalizações nas escolas e reunião com representantes sindicais e gestores. No dia 11 de agosto está prevista nova assembleia para avaliar a situação.

fonte: agência Brasil

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Vivaldo Costa fala sobre liberação de emendas parlamentares por parte do governo

Divulgação

O deputado estadual Vivaldo Costa (PSD) usou o horário destinado aos deputados, durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (04), para destacar as ações do Governo do Estado e a conduta com a Casa Legislativa. Vivaldo se referiu à liberação de emendas parlamentares para os 24 deputados estaduais.

“Comportamento e postura louvável da governadora Fátima Bezerra. Ela está fazendo de uma maneira equitativa”, elogiou Vivaldo reforçando o cuidado que a governadora teve desde o início do seu mandato com o pagamento do funcionalismo estadual e a forma como vem lidando com o enfrentamento à Covid-19.

“Sempre acreditando na ciência e fazendo parcerias com as prefeituras, com os cientistas, universidades e com o Governo Federal. Tudo isso resulta na diminuição de mais de 60% dos casos de Covid-19 no RN”, lembrou.

Por fim, Vivaldo Costa enalteceu o trabalho dos cientistas do RN, em especial o dr. Ricardo Valentim. “O elogio é compartilhado entre o governo, a ciência e as prefeituras que juntos vêm obtendo sucesso no combate ao coronavírus”, finalizou.

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Fecomércio: Pandemia fechou quase 10 mil empresas no RN e fez disparar número de MEIs, aponta levantamento da Fecomércio

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – Fecomércio RN divulgou, nesta quarta, 04, levantamento que mostra o impacto da Pandemia da Covid-19 nos perfis dos negócios no Rio Grande do Norte. Desde o início da crise sanitária até hoje, o saldo entre fechamento e aberturas das empresas de maior porte (aquelas com faturamento acima de R$ 4,8 milhões/ano) é  negativo em 9.869 negócios, ao passo que, no universo dos empreendimentos englobados pelo Simples (Microempreendedores Individuais – MEIs, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), o saldo é positivo, com 37.314 empresas a mais. O grande destaque fica por conta dos MEIs, cujo balanço mostra um acréscimo de 33.997 novos negócios.

O estudo teve como base o cruzamento de informações da Receita Federal, Junta Comercial do RN (Jucern), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE) e Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).
O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, analisa que o movimento de fechamento de empresas de maior porte atrelado ao crescimento do número de MEIs pode ser facilmente explicado em virtude da necessidade das pessoas de manterem alguma renda no cenário de extrema dificuldade que levou ao fechamento de empresas maiores. “Aquelas pessoas que perderam seus empregos nas empresas maiores partiram para empreender, seja como motorista de aplicativo, vendendo lanches, peças de roupa ou manufaturados, por exemplo. Em resumo, com a retração dos empregos, as pessoas precisaram se reinventar”, afirmou.

O setor de Serviços teve o maior impacto do período, com cerca de 20 mil empresas fechadas no estado, mais que o dobro do segmento de Comércio, onde cerca de 9 mil empresas deixaram de existir. “Um dado interessante é que o segmento de Serviços também foi o que mais abriu novas empresas (29.138), representando cerca de 53% do total. É claro que o impacto no faturamento é um indicador importantíssimo e reflete uma face extremamente dura da crise, mas verificarmos um saldo positivo de quase 10 mil novas empresas no segmento de Serviços, o que mostra que a economia permaneceu em movimento, muito apoiado pela resiliência da classe empresarial”, destacou Queiroz.

“Termos um número cada vez menor de empresas maiores é algo que merece atenção. É claro que o fato de estas pessoas terem ido buscar uma forma de garantir alguma renda, abrindo seus MEIs, é positivo. Mas também é importante destacarmos que são as grandes empresas, que fecharam em profusão, que geram mais empregos, que conseguem manter faixas salariais mais altas e, sobretudo, recolhem mais impostos e destinam recursos à previdência. É uma mudança do perfil dos negócios que requer algumas reflexões” diz ele.

O presidente da Fecomércio ainda destacou as perspectivas para o segundo semestre. “O controle da pandemia e a ampliação dos índices de vacinação são primordiais para a recuperação da nossa economia, com retomada dos empregos e do nível de faturamento das nossas empresas. Entendemos que há um caminho a ser trilhado, porém, acredito que os primeiros passos dessa retomada já irão ocorrer nos próximos meses. Temos um turismo aquecido já agora em julho, voltando a índices praticamente semelhantes a julho de 2019 em número de voos. No Comércio, teremos cinco datas importantes para as vendas: Dia dos Pais, Liquida Natal, Dia das Crianças, Black Friday e Natal. Como um todo, aposto em um crescimento geral de vendas este ano que deve ficar entre 5% e 10% sobre 2020”, finalizou.

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