As unidades do Sesc Ler São Paulo do Potengi e Nova Cruz estão com inscrições abertas para o Projeto de Atividades Psicomotoras, Lúdicas e Esportivas (Aples), voltado para crianças e adolescentes, no mês de agosto. São oferecidas 159 vagas nas modalidades mix esportivo e esportes específicos.
O período de inscrição para Nova Cruz, a 90 km da capital, encerra na sexta-feira, 13, com foco na faixa etária dos 6 aos 17 anos, gratuitamente. São oferecidas 91 vagas e os interessados devem procurar a secretaria da escola, das 13h às 21h. Para tirar dúvidas, ligar no (84) 3281-4078. As aulas ocorrem nos turnos vespertino e noturno, a partir de 16 de agosto a 22 de dezembro.
Já São Paulo do Potengi, distante a 70 quilômetros de Natal, segue com as inscrições abertas até 20 de agosto, com 68 vagas. O local atende jovens na faixa etária entre os 4 e 17 anos pelo Aples, também sem custo. O horário de atendimento na secretaria escolar é o mesmo da anterior, além do contato telefônico (84) 3251-2798. As aulas estão previstas para começar em 4 de setembro e seguem até 22 de dezembro.
O Aples realiza um conjunto de atividades esportivas e recreativas que promovem o desenvolvimento psicomotor, socialização, ampliação das habilidades motoras, além de ampliar as habilidades e vivências esportivas, principalmente, por meio da iniciação esportiva infanto-juvenil. Durante o período de pandemia, todas as ações seguem protocolos de biossegurança.
O Sesc Ler faz parte da rede de educação da entidade no estado, onde atende mais de 2 mil estudantes em sete escolas nos municípios de Natal, Macaíba, Mossoró e Caicó, Nova Cruz e São Paulo do Potengi.
Serviço:
O que? Inscrição para Projeto de Atividades Psicomotoras, Lúdicas e Esportivas (Aples)
Onde? Na secretaria escolar (13h às 21h)
Sesc Ler Nova Cruz – (84) 3281-4078 – Até 13 de agosto de 2021
Sesc Ler São Paulo do Potengi – (84) 3251-2798 – Até 20 de agosto de 2021
A governadora professora Fátima Bezerra recebeu em audiência nesta quinta-feira, 12, o prefeito de Jaçanã, Uady Antonio de Farias. Uady apresentou propostas de parceria nas áreas da segurança pública, abastecimento de água e saúde. Jaçanã tem agravado problemas no abastecimento de água devido à baixa média de chuvas, este ano choveu 53% abaixo da média que é de 560 milímetros.
Ficou definido que o Governo do Estado, através da Caern vai ampliar a rede de água fornecendo a tubulação e a prefeitura a mão de obra. O presidente da Caern, Roberto Linhares informou que a companhia trabalha na perfuração de poços na comunidade de Riacho Boa Cica, em Nísia Floresta, que vão ampliar a oferta de água da adutora Monsenhor Expedito. “Jaçanã é o último município a receber água da adutora que foi projetada para atender 22 municípios, mas hoje atende 30 e mais 28 comunidades”, afirmou Linhares. Outra medida a ser adotada pela Caern é o ajuste na distribuição de água nos bairros.
O Governo do Estado, através da secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), vai fazer o revestimento de poços tubulares perfurados pelo município. Na segurança pública a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (SESED) vai enviar um novo veículo para o policiamento e manter a caminhonete S-10 que já existe. Para a saúde, o Governo estuda a possibilidade de remanejamento de emendas parlamentares. “Este ano, quando a pandemia do Coronavírus foi mais grave que ano passado, a prefeitura recebeu do Governo Federal apenas R$ 76 mil. Precisamos de mais recursos para investir em serviços como raio-x”, afirmou Uady Antônio.
“Estamos tratando com um município localizado em uma das áreas mais afetadas pela redução das chuvas. O Governo está atento a estas dificuldades, tanto que reativamos o Comitê do Semiárido para nos antecipar às dificuldades que já ocorrem e que deverão se agravar. Vamos atuar com base nos indicadores técnicos para minimizar as consequências”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.
A governadora recebeu o prefeito acompanhada também da secretária adjunta do Gabinete Civil, Socorro Batista, do adjunto da SESED, delegado Osmir Monte, do assessor técnico da Sesap, Eduardo Albuquerque e do coordenador de hidrologia da Semarh
Os vereadores da Câmara Municipal de Natal, estiveram reunidos nesta terça-feira (10), em mais uma sessão ordinária da Casa. Os parlamentares começaram a sessão aprovando a derrubada do veto parcial do Poder Executivo ao projeto de lei Nº. 126/2019 da vereadora Divaneide Basílio (PT), que institui o Dia Municipal de Fibromialgia, filas preferenciais e vagas de estacionamento preferencial para pessoas acometidas por fibromialgia.
“Esse projeto vem fortalecer uma pauta muito importante e que era invisível. Pessoas acometidas por fibromialgia sofrem muita dor. Elas precisam ser acolhidas e tendo uma Lei que conscientize, que chame a atenção da sociedade para entender que aquela dor que você nao está vendo a outra pessoa está sentindo. Também conseguimos derrubar o veto da segunda parte do projeto. As filas tinham sido vetadas, mas hoje, em comum acordo com a bancada, conseguimos derrubar esta parte e agora segue para o Executivo sancionar”, explicou a vereadora.
Também recebeu voto favorável, o projeto do vereador Robson Carvalho (PDT), que institui no calendário oficial de eventos de Natal a campanha “Junho Vermelho”. A matéria tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue.
“Diariamente, centenas de vidas são salvas por causa do sangue disponibilizado por doadores. E como grande apoiador e incentivador deste gesto, responsável pela salvação de milhares de vidas, desenvolvemos a matéria que foi muito bem recebida pelos vereadores. O Dia Mundial do Doador de Sangue é celebrado no dia 14 de junho, por isso, escolhemos o mês referente para reforçar a data, incentivando a realização de campanhas de doação de sangue em Natal” reforçou o parlamentar.
Também foi aprovado em segunda discussão, o PL do vereador Preto Aquino (PSD), que institui o Dia da Guarda Municipal de Natal. Além disso, os vereadores aprovaram parecer da Comissão de Justiça contrária à continuidade de cinco projetos de lei. As matérias seguem agora para arquivamento.
Ricardo Barros rebateu nesta quinta acusação de que Bolsonaro o teria citado como responsável por contrato investigado
O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR)
O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, afirmou nesta quinta-feira (12) à CPI da Covid que não tem nenhuma relação com a compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde.
O nome dele foi levado à comissão pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) que, juntamente com o irmão Luis Ricardo Miranda, chefe da Divisão de Importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, denunciou pressão por liberação e irregularidades no contrato da Covaxin. Luis Miranda disse ter levado o tema ao presidente Jair Bolsonaro, que teria respondido que a negociação era “coisa” do deputado Ricardo Barros, que é ex-ministro da Saúde.
Nesta quinta, Barros rechaçou a possibilidade: “Nunca tratei de Covaxin, já afirmei isso várias vezes, em nenhum momento tratei de qualquer assunto relativo a Covaxin”, afirmou.
Segundo o líder do governo, o último encontro mantido por ele com Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, empresa que celebrou o contrato da Covaxin com o governo como representante do laboratório indiano Bharat Biotech, foi quando ocupava o cargo de ministro – Barros exerceu a função entre 2016 e 2018.
Maximiano é sócio também da Global Gestão em Saúde, empresa que manteve contratos com o ministério na gestão de Barros e que virou alvo do MPF (Ministério Público Federal). O ex-ministro virou réu na Justiça após a Promotoria apontar irregularidades no contrato que envolveu o pagamento antecipado de R$ 19,9 milhões à Global para compra de medicamentos que nunca foram entregues. Para o MPF, o desabastecimento dos remédios levou 14 pacientes à morte e prejudicou ainda outros pacientes.
O contrato da Precisa com o ministério para a compra da Covaxin, fechado na gestão de Eduardo Pazuello, foi o acordo com vacinas mais caras entre as negociadas pelo governo. O contrato de R$ 1,6 bilhão previa o preço de US$ 15 por dose. Após vários órgãos passarem a investigá-lo, o contrato foi suspenso pelo governo.
Bolsonaro
Na abertura de sua participação na CPI, Barros questinou a possível indicação de seu nome por Bolsonaro em relação ao contrato. Ele lembrou falas de Luis Miranda à CPI que indicam que o nome foi levado ao assunto pelo próprio deputado.
“O presidente Bolsonaro nunca afirmou que eu estava envolvido no caso Covaxin”, disse o líder do governo. “Em todas as narrativas do Luis Miranda ele repete a mesma coisa, eles mostraram minha foto ao presidente, no caso Global, e o presidente perguntou se eu estava envolvido no caso Covaxin”, defendeu
Em junho de 2021, o comércio varejista nacional recuou 1,7% com relação a maio, na série com ajuste sazonal, após aumento de 2,7% em maio de 2021. A média móvel trimestral teve acréscimo de 1,2% no trimestre encerrado em junho.
Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista aumentou 6,3% em junho de 2021 ante junho de 2020, a quarta taxa positiva consecutiva. O acumulado no ano ficou em 6,7% e o acumulado em 12 meses foi de 5,9% em junho.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas recuou 2,3% em relação a maio de 2021. A média móvel do trimestre encerrado em junho (1,6%) foi maior comparada à média móvel no trimestre encerrado em maio (0,7%). Frente a junho de 2020, houve alta de 11,5%. No ano, o varejo ampliado acumula alta de 12,3% e, em 12 meses, as vendas subiram 7,9%.
Período
Varejo (%)
Varejo Ampliado (%)
Volume de vendas
Receita nominal
Volume de vendas
Receita nominal
Junho / Maio*
-1,7
1,5
-2,3
-1,3
Média móvel trimestral*
1,2
2,1
1,6
2,6
Junho 2021 / Junho 2020
6,3
20,2
11,5
26,4
Acumulado 2021
6,7
18,4
12,3
25,0
Acumulado 12 meses
5,9
14,7
7,9
17,2
*Série COM ajuste sazonal Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
O volume de vendas no varejo, na passagem de maio para junho de 2021, tem sua primeira queda após dois meses de alta, sentida por cinco das oito atividades. No indicador interanual, todavia, por conta das quedas pronunciadas no período que marca o início da pandemia de Covid-19 no Brasil (de março a junho de 2020), o varejo apresentou ganho, sobretudo nas atividades mais afetadas, como de tecidos, vestuário e calçados e outros artigos de uso pessoal e doméstico, que voltam a registrar taxas de dois dígitos no campo positivo. Com isso, o patamar do varejo volta a se distanciar, em junho, do seu recorde histórico, obtido em outubro de 2020.
Em junho, cinco das oito atividades apresentaram queda na série com ajuste sazonal
Na série com ajuste sazonal, na passagem de maio para junho de 2021, entre os oito setores investigados pela Pesquisa Mensal do Comércio para o comércio varejista e os dez do comércio varejista ampliado, houve predominância de taxas negativas, atingindo cinco das oito atividades pesquisadas: Tecidos, vestuário e calçados (-3,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,6%), Combustíveis e lubrificantes (-1,2%), e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%) apresentaram recuo.
Por outro lado, as atividades que tiveram crescimento no volume de vendas de maio para junho foram: Livros, jornais, revistas e papelaria (5,0%), Móveis e eletrodomésticos (1,6%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,4%).
Considerando o comércio varejista ampliado, a atividade de Veículos, motos, partes e peças registrou variação de -0,2% entre maio e junho, enquanto Material de construção registrou crescimento de 1,9%, ambos, respectivamente, após aumento de 1,2% e 4,9% registrados no mês anterior.
O acumulado em 12 meses foi de 5,9% em junho, ante 5,4% em maio, sinalizando aceleração no ritmo das vendas.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, na série sem ajuste sazonal, a variação de 6,3%, teve seis taxas positivas das oito atividades pesquisadas: Tecidos, vestuário e calçados (61,8%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (22,6%), Livros, jornais, revistas e papelaria (17,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (13,1%), Combustíveis e lubrificantes (11,4%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,3%).
Por outro lado, dois setores tiveram recuo no indicador interanual: Móveis e eletrodomésticos (-5,3%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,0%).
Com o aumento de 11,5% frente a junho de 2020, o comércio varejista ampliado registrou 33,1% de alta para a atividade de Veículos e motos, partes e peças e 5,3% de crescimento para o setor de Material de construção.
BRASIL – INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: Junho 2021
ATIVIDADES
MÊS/MÊS ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR
ACUMULADO
Taxa de Variação (%)
Taxa de Variação (%)
Taxa de Variação (%)
ABR
MAI
JUN
ABR
MAI
JUN
NO ANO
12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2)
2,5
2,7
-1,7
23,7
15,9
6,3
6,7
5,9
1 – Combustíveis e lubrificantes
2,8
6,8
-1,2
19,3
19,6
11,4
3,9
-2,1
2 – Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo
-1,6
1,0
-0,5
-1,7
-4,3
-3,0
-2,7
0,8
2.1 – Super e hipermercados
-1,5
1,0
-0,5
-1,6
-4,3
-3,0
-2,2
1,7
3 – Tecidos, vest. e calçados
16,3
10,2
-3,6
301,3
165,2
61,8
32,6
3,9
4 – Móveis e eletrodomésticos
19,1
0,9
1,6
71,1
22,7
-5,3
11,0
16,3
4.1 – Móveis
–
–
–
89,4
34,6
0,7
17,5
22,1
4.2 – Eletrodomésticos
–
–
–
63,7
17,9
-7,8
8,4
13,9
5 – Artigos farmacêuticos, med., ortop. e de perfumaria
0,1
-1,0
0,4
34,1
19,5
13,1
16,2
14,4
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria
8,7
4,2
5,0
96,5
59,3
17,1
-22,8
-28,3
7 – Equip. e mat. para escritório, informática e comunicação
10,5
3,1
-3,5
46,6
32,7
3,3
5,9
-3,1
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico
21,5
6,3
-2,6
104,6
59,7
22,6
31,6
20,7
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)
4,0
3,2
-2,3
40,9
26,3
11,5
12,3
7,9
9 – Veículos e motos, partes e peças
20,3
1,2
-0,2
131,9
72,4
33,1
27,5
8,3
10- Material de construção
7,7
4,9
1,9
44,4
25,7
5,3
21,5
22,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio. (1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8. (3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10
Seis das oito atividades do varejo recuaram frente a junho de 2020
O setor de Tecidos, vestuário e calçados registrou aumento de 61,8% em relação a junho de 2020, terceira taxa positiva nessa comparação. A atividade exerceu o maior impacto positivo na formação da taxa global do varejo. Com isso, o acumulado no ano passou de 26,3% até maio para 32,6% em junho. O acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de queda de 3,9% em maio para aumento de 3,9% em junho, interrompe uma série de 16 taxas negativas para esse indicador.
O segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc, teve acréscimo de 22,6% em relação a junho de 2020, abaixo do resultado de maio (59,7%). O segmento exerceu a segunda maior contribuição positiva ao resultado geral do varejo (2,8 p.p. de 6,3% no total). O resultado do acumulado no ano, até junho (31,6%), comparado ao mês anterior (33,8%), mostrou perda de ritmo. O indicador acumulado em 12 meses registrou aumento de 20,7%, com ganho de 1,5 p.p. em relação ao resultado de maio (19,2%).
A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, apresentou aumento de 13,1% nas vendas frente a junho de 2020, registrando a décima terceira variação positiva consecutiva, na comparação com igual mês do ano anterior. O acumulado no ano atingiu 16,2%. No resultado acumulado nos últimos 12 meses, passou de 13,9% até maio, para 14,4% em junho.
Já o setor de Combustíveis e lubrificantes, com aumento de 11,4% em relação a junho de 2020, teve seu terceiro mês seguido de taxas positivas para o indicador interanual. A atividade mostra aceleração no ritmo de vendas ao passar de 2,5% até maio para 3,9% até junho, no acumulado do ano. No acumulado nos últimos 12 meses, houve diminuição da perda de ritmo, passando de -4,3% em maio para -2,1% em junho.
A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria subiu 17,1% frente a junho de 2020, terceira alta consecutiva para este indicador. O comportamento desta atividade vem sendo influenciado pela contínua substituição dos produtos impressos pelo meio eletrônico e redução de lojas físicas. O acumulado no ano, ao passar de -27,3% até maio para -22,8% até junho, indica diminuição na perda ritmo, mesmo movimento do acumulado nos últimos 12 meses, que passa de -31,1% até maio para -28,3% até junho.
O segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação aumentou 3,3% em relação a junho de 2020. No acumulado no ano, registrou alta de 6,4% ante 5,9% até maio. O acumulado nos últimos 12 meses (-3,1%) reduz ritmo de queda nas vendas em relação a maio (-4,1%).
O segmento de Móveis e eletrodomésticos recuou 5,3% em relação a junho de 2020, primeira taxa negativa depois de quatro meses no campo positivo. No acumulado no ano, passou de 15,1% até maio para 11,0% até junho. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 16,3%, abaixo do acumulado até maio (18,9%).
O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com recuo de 3,0% frente a junho de 2020, registrou a quinta taxa negativa consecutiva nessa comparação, com diminuição de perda de ritmo em relação ao resultado de maio (-4,3%). O segmento foi o que mais contribuiu, no campo negativo, para o total do indicador, somando -1,5 p.p. ao indicador interanual do varejo. O acumulado no ano, até junho, foi o mesmo que o registrado até maio (-2,7%). No acumulado nos últimos 12 meses, ao registrar alta 0,8% em junho, mostrou diminuição na intensidade de crescimento em relação a maio (1,5%).
Considerando-se o comércio varejista ampliado, o setor de Veículos, motos, partes e peças ao registrar aumento de 33,1% em relação a junho de 2020, assinalou a quarta taxa seguida positiva, exercendo a maior contribuição positiva no resultado de no mês para o varejo ampliado. O indicador acumulado no ano até junho (27,5%), mostra ganho de ritmo, comparado ao mês de maio (26,4%). No acumulado nos últimos 12 meses, ao registrar até junho 8,3%, mostra crescimento no ritmo de vendas pelo segundo mês consecutivo.
Com aumento de 5,3% em relação a junho o segmento de Material de Construção contabiliza a décima terceira taxa positiva consecutiva, nessa comparação. Ainda assim, o indicador acumulado no ano até junho (21,5%) mostra diminuição no ritmo de vendas quando comparado a maio (25,6%). O acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 23,7% em maio para aumento 22,0% em junho, também sinaliza menor intensidade no campo positivo.
BRASIL – INDICADORES DA RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: Junho 2021
ATIVIDADES
MÊS/MÊS ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR
ACUMULADO
Taxa de Variação (%)
Taxa de Variação (%)
Taxa de Variação (%)
ABR
MAI
JUN
ABR
MAI
JUN
NO ANO
12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2)
2,7
2,2
1,5
36,0
29,8
20,2
18,4
14,7
1 – Combustíveis e lubrificantes
1,0
11,8
0,8
62,2
77,6
60,9
29,9
9,3
2 – Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo
-1,4
1,4
0,9
10,9
8,1
9,6
10,9
14,0
2.1 – Super e hipermercados
-1,5
1,5
1,1
11,0
7,9
9,6
11,3
14,8
3 – Tecidos, vest. e calçados
21,6
14,5
-6,2
305,7
171,6
67,6
34,5
3,6
4 – Móveis e eletrodomésticos
21,5
2,0
2,6
94,6
39,1
7,0
23,5
24,0
4.1 – Móveis
–
–
–
100,3
46,9
11,3
23,3
21,0
4.2 – Eletrodomésticos
–
–
–
92,4
36,1
5,5
24,1
25,5
5 – Artigos farmacêuticos, med., ortop. e de perfumaria
1,5
0,4
0,4
37,4
25,8
18,1
18,0
14,8
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria
5,3
4,1
4,6
96,1
57,8
17,5
-22,1
-27,1
7 – Equip. e mat. para escritório, informática e comunicação
9,7
2,1
-2,2
67,9
45,4
10,2
18,0
7,5
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico
20,3
6,1
-2,5
113,6
69,3
31,6
38,8
25,1
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)
4,6
4,8
-1,3
54,0
41,2
26,4
25,0
17,2
9 – Veículos e motos, partes e peças
23,0
2,2
-1,7
154,2
91,5
48,8
41,0
16,0
10- Material de construção
11,9
2,5
-0,4
78,5
56,7
32,6
48,0
39,6
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio. (1) Séries com ajuste sazonal.
Resultados semestrais
O primeiro semestre de 2021 do comércio varejista, na comparação com o primeiro semestre de 2020, teve aumento de 6,7%, segundo consecutivo – a mesma taxa do indicador acumulado no ano. A elevação na intensidade das vendas do comércio varejista na passagem do segundo semestre de 2020 para o primeiro semestre de 2021 foi observada em seis das oito atividades: Tecidos, vestuário e calçados (32,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (31,6%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (16,2%), Móveis e eletrodomésticos (11,0%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,9%) e Combustíveis e lubrificantes (3,9%).
As únicas atividades que tiveram resultados negativos na comparação com o mesmo período anterior foram: Livros, jornais, revistas e papelaria (-22,8%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,7%).
No comércio varejista ampliado, foi observado crescimento em ambos os setores adicionais no semestre: Veículos, motos, partes e peças com 27,5% e Material de construção com 21,5%.
Vendas caem em 18 das 27 Unidades da Federação na comparação com maio
De maio de 2021 para junho de 2021, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista recuou 1,7%, com predomínio de resultados negativos em 18 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Amapá (-16,7%), Rio Grande do Sul (-5,1%) e Mato Grosso do Sul (-4,0%). Por outro lado, no campo positivo, figuram nove das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Ceará (2,5%), Espírito Santo (2,2%) e Pará (1,9%).
Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação negativa entre maio e junho (-2,3%), foi seguida por 15 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Amapá (-9,0%), Rio Grande do Sul (-4,8%) e Paraná (-3,3%). Por outro lado, registrando crescimento, figuram 12 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Piauí (3,2%), Sergipe (2,5%) e Rio Grande do Norte (-0,3%).
Frente a junho de 2020, a variação das vendas do comércio varejista nacional teve predomínio de resultados positivos em 23 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Amapá (29,1%), Piauí (21,4%) e Acre (19,0%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram quatro das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Tocantins (-19,1%), Amazonas (-4,5%) e Mato Grosso (-1,5%).
Considerando o comércio varejista ampliado, no confronto com junho de 2020, a distribuição regional mostrou predomínio de resultados positivos em 25 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Piauí (33,6%), Pernambuco (29,6%) e Rondônia (26,0%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram duas das 27 Unidades da Federação: Tocantins (-2,6%) e Amazonas (-1,0%).