18 de outubro de 2018

FLASHES E BRILHOS

Com filas e festa, venda de maconha recreativa começa no Canadá

Maior parte das cidades ainda não tem lojas que podem vender a droga

Logo após a meia-noite, Ian Power (dir.) recebe do executivo Bruce Linton seu pacote com maconha em St. John
Logo após a meia-noite, Ian Power (dir.) recebe do executivo Bruce Linton seu pacote com maconha em St. John – Chris Wattie/Reuters
TORONTO , ST. JOHN (CANADÁ) e SÃO PAULO

Sob uma temperatura abaixo dos 10ºC, Ian Power,  esperou desde às 20h30 de terça (16) em uma fila na cidade de St. John até os relógios marcarem meia-noite. No primeiro minuto desta quarta (17), ele entrou na loja e se tornou a primeira pessoa a comprar legalmente maconha para uso recreativo no Canadá.

Devido ao fuso horário (uma hora à frente do horário de Brasília), a província de Terra Nova e Labrador, da qual St. John é a capital, foi a primeira a começar a vender a substância, mas o cenário se repetiu por todo o país conforme a nova lei que permite a venda da droga entrou em vigor.

Em Toronto, maior cidade do país, houve contagem regressiva com direito a uma escultura que simulava uma planta gigante, enquanto centenas de pessoas se reuniram em filas em Montreal à espera da liberação na cidade, que só ocorreu às 10h locais (11h de Brasília).

“Creio que é um dos melhores momentos da minha vida. Tenho lágrimas nos meus olhos, nunca mais becos escuros”, Power disse ao jornal canadense The Globe and the Mail —ele avisou que pretende enquadrar a compra.

Contagem regressiva para a liberação da maconha, em festa em Toronto, no Canadá
Contagem regressiva para a liberação da maconha, em festa em Toronto, no Canadá – Chris Young/The Canadian Press/Associated Press

Na capital Ottawa, autoridades do governo participaram de uma entrevista coletiva na qual o ministro de Segurança Pública, Ralph Goodale, anunciou que o governo vai propor uma nova medida para facilitar o perdão judicial a pessoas condenadas por portarem até 30 de maconha, quantidade autorizada para o uso pessoal.

Apesar das comemorações dos usuários, a maior parte dos canadenses ainda terá que esperar para poder fumar legalmente a droga. O governo canadense repassou às províncias a responsabilidade de regular a venda e os locais de uso e, com isso, ainda há poucas lojas no país.

“Vai haver muita celebração durante o dia, mas quase tudo com cânabis ilegal”, disse Brad Poulos, pesquisador do mercado de maconha na Universidade Ryerson, em Toronto. “Os usuários recreativos no Canadá vão continuar a usar seus fornecedores até o sistema estiver pronto.

Segundo levantamento da agência de notícias Associated Press, 111 locais físicos para a compra de maconha abriram às portas nesta quarta, nenhum deles na maior província do país, Ontário, onde fica Toronto e que abriga 13 milhões dos 35 milhões de habitantes do Canadá.

As lojas na região só vão poder entrar em funcionamento a partir de abril, mas os moradores podem comprar a maconha pela internet até lá.

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Comércio têm 180 dias para se adequar à lei que proíbe o uso de canudos plásticos

Lei determina ainda que o comerciante deverá manter uma reserva de canudos plásticos individuais para uso específico de pessoas com deficiência

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Comércio potiguar tem 180 dias para se adequarem à lei que proíbe o uso de canudos plásticos

Os estabelecimentos comerciais do Rio Grande do Norte tem 180 dias para se adequarem à lei que proíbe o uso de canudos plásticos, após o governo ter sancionado o decreto que veda sua utilização em bares, restaurantes, quiosques, ambulantes, hotéis e similares em todo estado.

O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado, na edição desta quarta-feira, 17. A lei determina ainda que podem ser utilizados canudos biodegradáveis e que o comerciante deverá manter uma reserva de canudos plásticos individuais para uso específico de pessoas com deficiência.

Em caso de descumprimento à determinação da lei, pode acarretar na aplicação de multas, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

O comerciante do Six Bar, Júlio César do Nascimento, 24 anos disse que a demanda de canudos é alta e que a lei vai influenciar os estabelecimentos. “Qualquer refrigerante, água, suco que o cliente compra já pede um canudo. Muita gente não quer andar com um copo, prefere canudo”, declarou.

A dona do restaurante Lá de Nóis, Maria Odete, 57 anos declarou que aprova a medida e que vai convencer os clientes a usarem copos de vidro. “Para mim, não vai fazer falta. Antes da lei eu tinha renovado o estoque, mas a partir de agora vou tentar convencer o cliente a utilizar copos de vidro”, frisou.

Francisco da Costa é um deficiente físico e mental. Sua irmã conta que a movimentação do lado esquerdo do seu corpo é comprometida e que em algumas situações ele precisa usar o canudo. “Ele consegue usar o copo na mão esquerda, e em alguns momentos, como beber água de coco, ele preciso do canudo. Que bom que temos a opção dos biodegradáveis”, declarou ela.

Na visão do agente de limpeza, Edivaldo Félix de Lima, 48 anos esta é uma medida adaptável. “Eu prefiro o copo ao invés de canudo. Acredito que não vá fazer tanta falta, pois o canudo é apenas uma opção que temos”, declarou.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do RN (Abrasel), Artur Fontes, explicou que o intuito é que se promova uma campanha para que se corte o uso do canudo. “É preciso educar o cliente de forma geral, tanto a nível governamental como empresarial com um trabalho educativo, pois ainda há incompreensão por parte de alguns comerciantes”, declarou.

Artur acrescenta ainda que o custo do canudo biodegradável ainda é alto. “Aqui no RN não tem a produção desse material, mas as vendas já iniciaram vindos de outros estados, mas ainda de forma tímida”, concluiu.

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Centro de Diretos Humanos da UFRN atende vítimas de intolerância política

Oos relatos de casos de agressão foram divulgados nas redes sociais e algumas instituições, como a UFRN e IFRN, se pronunciaram sobre ataques sofridos em seus campi
José Aldenir / Agora Imagens
UFRN publicou nota repudiando os casos de violência dentro do campus universitário

Faltando menos de duas semanas para o segundo turno das eleições 2018, a Ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos já recebeu 38 denúncias de agressões por discordância política envolvendo as eleições presidenciais. Aqui, no Rio Grande do Norte, os relatos de casos de agressão foram divulgados nas redes sociais e algumas instituições, como a UFRN e IFRN, se pronunciaram sobre ataques sofridos em seus campi.

Na UFRN, o Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDHMD/UFRN) da instituição se ofereceu para atender vítimas desse tipo de violência. “Nós temos uma equipe multidisciplinar composta por mim, uma assistente social e um advogado, além dos estagiários. Estamos abertos para receber essas pessoas e estamos tentando mapear os casos”, completou Luana Cabral, psicóloga do CRDHMD.

Segundo ela, tanto a pessoa que sofreu as agressões como as pessoas que ouviu algum relato podem denunciar os casos no Centro. “Ao saber do que se trata, vemos quem participa do atendimento, identificamos os encaminhamentos e articulações que precisam ser feitos e damos suporte”, explica a psicóloga.

Na nota, a Universidade repudiou os casos de violência dentro do campus universitário e reiterou sua postura de “defesa da pluralidade de pensamento e de respeito às liberdades políticas e individuais”. Por fim, a UFRN declarou que “como instituição federal de ensino superior pública, gratuita, autônoma e de qualidade, adotará todas as medidas legais cabíveis para coibir que atos de violência se repitam no âmbito da Instituição, da mesma forma em que manterá sua postura incondicional de defesa da Democracia e contra todo tipo de preconceito e discriminação em nosso país”.

Já o IFRN se posicionou em “defesa das diferenças e direitos de expressão garantidos pela democracia” e demonstrou solidariedade para com os casos que aconteceram na UFRN. Além disso, a instituição lamentou “os casos de violência física e moral sofridos por qualquer cidadão e aponta o diálogo e a educação como caminhos para superar o momento de tensão e construir um país com mais inclusão e democracia”.

Em casos de agressões físicas ou morais ligados a qualquer tipo de intolerância, a Polícia Civil informou que as vítimas devem se dirigir às delegacias distritais para o registro da ocorrência.

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Anvisa aprova nova vacina contra gripe exclusiva a idosos acima de 65 anos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro de uma nova vacina contra influenza para idosos com 65 anos ou mais, um dos grupos considerados de maior risco de desenvolver complicações da gripe.

A nova vacina, chamada de Fluzone Sênior, protege contra três tipos de vírus —influenza A H1N1, A H3N2 e influenza tipo B—, conforme recomendação anual da OMS (Organização Mundial de Saúde), que avalia os vírus de maior circulação.

O produto é fabricado pela empresa Sanofi Pasteur. Segundo a fabricante, testes indicaram eficácia até 24,2% maior em comparação à vacina trivalente aprovada atualmente no Brasil e utilizada nas campanhas públicas de vacinação e em clínicas particulares.

De acordo com a diretora-médica da empresa, Sheila Homsani, isso ocorre porque a vacina desenvolvida para idosos têm uma dose mais alta de antígenos, o que faz com que a população produza uma quantidade maior de anticorpos contra o vírus e, assim, fique mais imune à doença.

“O Brasil possui uma população idosa crescente que precisa se proteger mais contra a gripe. O cuidado com esse grupo é uma necessidade notada há algum tempo, pois os adultos a partir dos 65 anos são, particularmente, mais vulneráveis a complicações associadas ao vírus Influenza. Isso acontece porque o sistema imunológico é mais fraco e a resposta de anticorpos não é a mesma de indivíduos mais jovens”, afirma.

A nova vacina continuará a ser indicada em apenas uma dose, com reforço anual contra os vírus de maior circulação no período.

O produto, porém, é contraindicado para pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. Em indivíduos com febre e infecção aguda, a vacinação deve ser postergada até a recuperação, informa a empresa.

O aval para o registro foi publicado na segunda-feira (15) no Diário Oficial da União. Inicialmente, a vacina deve estar disponível apenas em clínicas particulares, o que deve ocorrer após definição da Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) sobre o preço máximo de venda. Ainda não há previsão do valor.

Segundo a empresa, antes do Brasil, a vacina já havia sido aprovada em 2010 nos Estados Unidos. Também já foi aprovada na Austrália e Canadá. A estimativa é que ao menos 67 milhões de idosos já tenham sido vacinados.

Atualmente, infecções causadas pelo vírus influenza respondem por seis entre dez principais causas de internação entre idosos. No Brasil, o período de maior circulação do vírus da gripe vai de maio até agosto.

No SUS, a vacinação contra a gripe é ofertada em períodos específicos a idosos acima de 60 anos por meio de campanhas de vacinação. Para isso, o Ministério da Saúde usa uma vacina produzida pelo Instituto Butantan, que recebeu transferência de tecnologia da Sanofi Pasteur.

De acordo com a pasta, uma decisão sobre eventual inclusão de novas vacinas no SUS depende de análise de eficácia, efetividade e custo-benefício pela Conitec, comissão que avalia novas tecnologias na rede pública. Não há previsão de incorporação de novas vacinas contra influenza no momento, informa.

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Parnamirim será destaque em maior evento de turismo do Norte/Nordeste

Prefeitura de Parnamirim, em parceria com o Governo do Estado, terá um espaço em um estante para mostrar as potencialidades turísticas do município
Assessoria de Imprensa
Parnamirim vai ser destaque em um dos maiores eventos de turismo das regiões Norte e Nordeste

Parnamirim vai ser destaque em um dos maiores eventos de turismo das regiões Norte e Nordeste. A prefeitura de Parnamirim, em parceria com o Governo do Estado, terá um espaço em um estante para mostrar as potencialidades turísticas do município.

De acordo com Paulo Lopes, assessor técnico para o turismo da Secretaria Municipal de Turismo Esporte e Lazer (Setel), a participação de Parnamirim em um evento desse porte é fundamental para a consolidação da atividade turística no âmbito do município.

“Parnamirim é um município eminentemente turístico, dentro da região turística, inserido dentro do mapa do polo turístico brasileiro. Parnamirim tem consolidada a rot do maior cajueiro do mundo, que contempla ainda a Barreira do Inferno, Cotovelo, Pium e Pirangi”, destacou.

O Festival do Turismo de João Pessoa, mais conhecido como Festival JPA, é um evento cujo objetivo é reunir e promover a integração do setor de viagens e turismo, além de oferecer novos produtos ao mercado. O evento recebe Feira, Fórum, Capacitações e alguns eventos em paralelo.

O Festival vem sendo realizado e organizado pela Sophistiqué Eventos, com início em 2010, em formato de workshop, contando com presença de 60 expositores e 200 agentes de viagens visitantes, vindos dos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

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