22 de outubro de 2018

FLASHES E BRILHOS

Pesquisa CNT/MDA: Bolsonaro lidera com 57% de votos válidos; Haddad tem 43%

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) tem 57% das intenções de votos válidos contra 43% de Fernando Haddad (PT), mostra pesquisa do instituto MDA encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgada nesta segunda-feira (22) sobre o segundo turno eleitoral.

O cálculo leva em consideração somente os votos válidos. Ou seja, exclui os entrevistados que disseram votar em branco, nulo ou os que se declararam indecisos.

Intenção de votos válidos para presidente:

Jair Bolsonaro (PSL): 57%
Fernando Haddad (PT): 43%

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Esta é a primeira pesquisa CNT/MDA de intenções de voto à Presidência divulgada no segundo turno. A votação está marcada para o próximo domingo (28).

Na avaliação de 74,4% dos entrevistados, Bolsonaro vai vencer as eleições. Os que acreditam que será Haddad somam 14,6%.

Na intenção de voto total, que inclui os brancos, nulos indecisos, Bolsonaro tem 48,8% e Haddad, 36,7%. Brancos e nulos somam 11,0%. Os entrevistados que não souberam ou não responderam são 3,5%.

Intenção de voto para presidente (total):

Jair Bolsonaro (PSL): 48,8%
Fernando Haddad (PT): 36,7%
Branco/Nulo: 11,0%
Indeciso: 3,5%

Possibilidade de mudança de voto

A pesquisa divulgada nesta segunda perguntou aos entrevistados quem considera a decisão de voto como definitiva ou quem ainda pode mudar de opinião até o dia das eleições, de acordo com o candidato de preferência.

Dos que indicaram votar em Bolsonaro, 91,1% afirmaram que a decisão é definitiva e 8,9% afirmaram que ainda podem mudar.

Dos que pretendem votar em Haddad, 91,3% falaram estar com a ideia consolidada e 8,7% falaram que ainda podem mudar.

Quanto ao grau de conhecimento em relação aos candidatos, 40,5% dos entrevistados disseram conhecer “mais ou menos”; 27,4% conhecer “bastante”; 22,1% conhecer “pouco”; e 9,7% conhecer “nada”.

Índices de rejeição

A pesquisa MDA/CNT também testou a rejeição dos candidatos, ou seja, o índice de pessoas que disseram não votar neles de jeito nenhum.

O petista é rejeitado por 51,4% dos entrevistados enquanto os que afirmaram não votar no pesselista de jeito nenhum são 42,7%.

Nesta última semana das eleições, 41,3% afirmaram ter “muito interesse” no pleito; 26,9% ter “interesse médio”; 16,3% “pouco interesse”; e 15% “nenhum interesse”.

Os que declararam ter visto ou ouvido a propaganda eleitoral dos candidatos à Presidência na televisão ou no rádio são 79,8%. Destes, 40,2% consideram que Bolsonaro tem um programa melhor, contra 36% que consideram um êxito maior de Haddad.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 20 e 21 de outubro, em 137 municípios de 25 unidades da federação. Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00346/2018 e tem nível de confiança de 95%.

FLASHES E BRILHOS

“Escolha triste”, diz editorial do New York Times sobre Bolsonaro

‘A escolha é dos brasileiros, mas é triste para a democracia quando a desordem e a decepção abrem as portas para populistas cruéis e ofensivos’
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‘Ele sente saudade de generais e torturadores”, afirma o jornal

O jornal norte-americano The New York Times, um dos periódicos mais respeitados do mundo, publicou nesta segunda-feira 22 um duro editorial classificando a opção por Jair Bolsonaro para a Presidência como “a escolha triste do Brasil”. Ele, afirma o texto, é um brasileiro de direita que tem visões repulsivas.

Para o conselho editorial do jornal, que assina o texto, o ex-militar e deputado é o mais recente nome de uma longa lista de populistas que, diante de uma onda de descontentamento, frustração e desespero, pode alcançar o mais alto cargo em cada um de seus países. “Não surpreendentemente, ele é frequentemente descrito como um Donald Trump brasileiro”, compara o texto.

O editorial afirma ainda que “é um dia triste para a democracia quando a desordem e a decepção levam eleitores à distração e abrem a porta para populistas ofensivos, rudes e agressivos”. Para o jornal, Bolsonaro é um político de direita que tem “pontos de vista repulsivos”.

Para comprovar sua visão, o jornal lembra declarações do candidato, como no episódio em que disse que preferia que seu filho morresse a ser homossexual; que a deputada Maria do Rosário, sua colega na Câmara, não merecia ser estuprada porque seria “muito feia”; que quilombolas pesavam “sete arrobas” e não faziam nada; que o aquecimento global equivale a “fábulas de estufa”. “Ele sente saudades dos generais e torturadores que governaram o Brasil por 20 anos. No próximo domingo, no segundo turno da eleição, provavelmente será eleito presidente do Brasil.”

Por trás dessa perspectiva assustadora, há uma história que se tornou assustadoramente comum entre as democracias do mundo, contextualiza o editorial. “O Brasil está emergindo de uma de suas piores recessões de todos os tempos; a Operação Lava Jato revelou um grande esquema de corrupção; um ex-presidente popular, Luiz Inácio Lula da Silva, está preso por corrupção; sua sucessora, Dilma Rousseff, sofreu impeachment; seu sucessor, Michel Temer, está sob investigação; e a violência está crescimento. “Os brasileiros estão desesperados por mudanças”, diagnostica o editorial.

Neste contexto, “as opiniões grosseiras de Bolsonaro são interpretadas como franqueza, sua carreira obscura como congressista como a promessa de um forasteiro que limpará os estábulos e sua promessa de um punho de ferro como esperança para conter uma média recorde de 175 homicídios”, resume. “Cristão evangélico, ele prega uma mistura de conservadorismo social e liberalismo econômico, embora confesse apenas uma compreensão superficial da economia.”

Para o NYT, se ele chegar ao Palácio do Planalto, um dos perdedores será o meio ambiente e, especificamente, a Amazônia, já que Bolsonaro prometeu desfazer muitas das proteções atuais para expandir áreas ao agronegócio brasileiro. “Ele levantou a perspectiva de se retirar do acordo climático de Paris, de desmantelar o Ministério do Meio Ambiente e impedir a criação de reservas indígenas – tudo isso em um país até recentemente elogiado por sua liderança na proteção do meio ambiente”, afirma o texto.

O texto lembra, porém, que não foi somente a ideia de “boi, bíblia e bala” que trouxe Bolsonaro à tona. Lula continuou sendo um forte candidato apesar de estar preso desde abril, mas foi impedido, em agosto, de concorrer nas eleições, substituído por seu ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. “Embora Haddad tenha sobrevivido ao primeiro turno, ele não conseguiu superar a associação do seu partido com a corrupção e a má administração, que alimentou a ideia de ‘qualquer um menos o PT'”.

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Solteira, Bruna Marquezine curte show de Shakira com amigas em São Paulo

Bruna Marquezine foi ao show de Shakira, realizado no Allianz Parque, em São Paulo, com mais duas amigas. Na semana passada, ela confirmou o fim do namoro com o jogador Neymar.

A caminho do show, no domingo (21), Marquezine compartilhou vídeos no carro.

“Estou no carro, indo ao show da Shakira que eu adoro. Estou com as duas maiores fãs dela e estou chocada com a quantidade de informações. Elas sabem tudo”, afirmou a atriz, que ajudou as amigas a realizarem o sonho de conhecerem a cantora nos bastidores do show.

Francisco Cepeda/AgNews
Bruna Marquezine no show da cantora Shakira em São PauloImagem: Francisco Cepeda/AgNews
FLASHES E BRILHOS

São Miguel do Gostoso recebe festival de música

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A praia de São Miguel do Gostoso recebeu no último sábado (20), a primeira edição do Araçá Festival Gostoso Jazz e MPB, que ocorreu no litoral Norte do estado. O evento em homenageou Manoca Barreto, musico, compositor, arranjador, guitarrista e também professor da escola de musica da UFRN.

Participaram do evento a garotada da Ilha de musica da comunidade da Africa na Redinha, street band da UFRN, banda catones, Jubileu filho, Mad dogs. As organizadoras Suzy Leal e Tati Fernandes já começaram a organizar mais edições a para 2019 e a expansão  para outras praias do estado. O festival Araçá teve uma entrada social de R$10,00 mais 1Kg de alimento.

Coluna Versátil News

A partir desta terça, eleitores só poderão ser presos em flagrante

Agência Brasil

A partir de amanhã (23), cinco dias antes do segundo turno das eleições 2018, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido. A exceção ocorre apenas em casos de flagrante delito e ainda se houver sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. A determinação está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral.

Sede do Tribunal Superior Eleitoral - Divulgação/TSE
Tribunal Superior Eleitoral – Divulgação/TSE

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