A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) Caern inicia, nesta semana, uma nova proposta de atendimento presencial ao cliente de maneira itinerante. É o projeto-piloto Caern Móvel, uma van estruturada que contará com uma equipe de atendimento para visitar municípios atendidos pela Companhia.
Inicialmente o projeto seguirá um cronograma de visitas às cidades atendidas pela Caern, começando os testes em Natal e Macaíba. Todos os serviços oferecidos pela Companhia poderão ser realizados com a equipe do Caern Móvel, como, por exemplo, a alteração de titularidade, negociação de débitos e religação ou nova ligação de água.
“Vamos analisar os primeiros atendimentos porque pretendemos expandir o Caern móvel. Estamos inovando e atendendo o chamado da população, nos colocando mais próximos das necessidades do cidadão que necessita do atendimento da empresa. Mais uma vez saímos na frente, percebendo o que é necessário para abrir as portas e estar mais perto”, ressalta a Gerente de Relacionamento com o Cliente da Caern, Samara Mendes.
SERVIÇO – CAERN MÓVEL
TERÇA-FEIRA (03/11) 7h30 às 11h30 – NATAL – Núcleo de atendimento Zona Norte 13h30 às 17h30 – NATAL – Núcleo de atendimento Zona Oeste
QUARTA-FEIRA (04/11) 7h30 às 11h30 – NATAL – Núcleo de atendimento Zona Leste 13h30 às 17h30 – NATAL – Núcleo de atendimento Zona Sul QUINTA-FEIRA (05/11) 7h30 às 11h30 – MACAÍBA – Praça Augusto Severo SEXTA-FEIRA (06/11) 7h30 às 11h30 – MACAÍBA – Praça Augusto Severo
Projeto que acontece em mais de 100 cidades brasileiras e terá ecopontos de recolhimento de lixo eletrônico na capital potiguar. Programação vai de terça-feira (3) até o sábado (7).
Eros sena
Natal vai receber entre esta terça-feira (3) e o sábado (7) a Semana Lixo Zero. A iniciativa acontece em mais de 100 cidades brasileiras e conta com atividades de educação ambiental, além de ações para preservação da cidade e recolhimento adequado de material.
Entre as atividades, está um mutirão para limpeza da praia de Ponta Negra no sábado, último dia de programação.
O evento é organizado por voluntários locais em parceria com o Instituto Lixo Zero Brasil (ILZ) e neste ano tem o tema “Bons Exemplos Inspiram”, com foco na conscientização de que cada indivíduo é responsável pela solução dos problemas causados pelos resíduos.
Entre as ações previstas na semana, estão o pedágio ambiental, drive thru da reciclagem, lives, webinars, oficinas, limpeza de praias e atividades culturais.
Terão também diversos ecopontos espalhados para recebimento de lixo eletrônico e materiais de escritório que serão reaproveitados, e coleta de óleo usado.
Na programação também terá uma intervenção do Coletivo Xanana, que criará painéis pintados por um grupo de artistas como forma de conscientização ambiental.
Haverá ainda uma ação infantil com um bate-papo com a fantoche Clorofila, buscando despertar nas crianças o interesse pelo meio ambiente e a temática do lixo zero.
Segundo BC, etapa permitirá correção de eventuais problemas
Marcello casal
partir de hoje (3), um grupo limitado de clientes poderá pagar e receber recursos pelo Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC). A ferramenta entra em fase restrita de funcionamento, para ajustes e correções de eventuais problemas, enquanto o BC faz a migração do serviço do ambiente de testes para o ambiente real.
O Pix funcionará em horários determinados para um grupo de 1% a 5% dos clientes de cada instituição financeira aprovada para operar a ferramenta. Os clientes autorizados a participar da fase restrita já foram comunicados pela instituição correspondente.
O novo sistema entrará em operação para todos os clientes no próximo dia 16. Na fase restrita, o Pix funcionará das 9h às 22h, de segunda a quarta-feira. Às quintas, o serviço reabrirá às 9h e só terminará de funcionar às 22h das sextas-feiras, para permitir o teste durante a madrugada.
A partir da próxima segunda (9), as instituições financeiras poderão elevar gradualmente o número de clientes aptos a participar do Pix, até que o sistema entre plenamente em operação, no próximo dia 16, com a possibilidade de fazer pagamentos e recebimentos 24 horas por dia por toda a população.
Registros
Desde 5 de outubro, os clientes podem registrar as chaves digitais de endereçamento. Segundo o balanço mais recente do BC, até a última quinta-feira (29) mais de 50 milhões de chaves tinham sido cadastradas. Como cada pessoa pode ter mais de uma chave, o número exato de pessoas registradas é desconhecido.
As chaves funcionarão como um código simplificado que associará a conta bancária ao número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), e-mail, número do celular ou uma chave aleatória de 32 dígitos. Em vez de informar o número da agência e da conta, o cliente apenas informa a chave para fazer a transação.
Uma pessoa física pode criar até cinco chaves por conta corrente. Para empresas, o limite aumenta para 20.
Instantaneidade
Por meio do Pix, o cliente pode pagar e receber dinheiro em até dez segundos, mesmo entre bancos diferentes. Diferentemente da Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou do Documento de Ordem de Crédito (DOC), que têm restrições de horário, o Pix funciona 24 horas por dia. Por questões de segurança, cada instituição financeira definirá um valor máximo a ser movimentado, mas o BC estuda criar modalidades para a venda e compra de imóveis e de veículos que permitam a movimentação instantânea de grandes quantias.
Para as pessoas físicas e para os microempreendedores, as transações serão gratuitas, exceto nos casos de recebimento de dinheiro pela venda de bens e de serviços. As pessoas jurídicas arcarão com custos. As tarifas dependerão de cada instituição financeira, mas o BC estima que será R$ 0,01 a cada dez transações.
O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro, como poderá ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.
Ampliação
Na última quinta-feira (29), o BC ampliou as funcionalidades do sistema. Com o Pix Cobrança, os comerciantes poderão emitir um QR Code (versão avançada do código de barras fotografada por smartphones) para que o consumidor faça o pagamento imediato por um produto ou serviço. Além disso, será permitido fazer cobranças em datas futuras, com atualizações de juros, multas ou descontos, como ocorre com os boletos.
O BC também obrigou as instituições financeiras que oferecerem o Pix aos usuários recebedores a usar interface de programação padronizada pelo órgão. A medida foi tomada para evitar que um empresário não consiga migrar a conta para outra instituição por causa dos custos de adaptação a um novo sistema de programação.
Presidente da Fiocruz fez a declaração nesta segunda-feira
Divulgação
A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, espera que comece até março do ano que vem a imunização contra a Covid-19 com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. A Fiocruz assinou um acordo, em agosto, para transferência de tecnologia e produção dessa vacina no Brasil. Segundo Nísia, a produção deve começar entre janeiro e fevereiro.
“A nossa expectativa é que possamos encaminhar todo esse processo da vacina que precisa ter a validação da pesquisa. Entre os meses de janeiro e fevereiro estaremos iniciando a produção. Todo trabalho acompanhado pela agência Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e, assim, temos toda a esperança que possamos, no primeiro trimestre de 2021, iniciar esse processo de imunização, como um dos instrumentos importantes para que nós possamos lidar com essa pandemia e todos os impactos na nossa sociedade”, disse Nísia.
Nísia destacou que a vacina é fundamental, mas é uma das ações de saúde pública que a Fiocruz vem desenvolvendo. “No nosso caso, primeiro, nós afirmamos a importância da vacina como instrumento de saúde pública e a importância que o mundo tenha até mesmo mais de uma vacina, dadas as condições dessa doença, em que há ainda tantas perguntas sem respostas”, disse.
A presidente explicou que o acordo com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca e define uma encomenda tecnológica, assegurando ao Brasil 100 milhões de doses de vacina no primeiro semestre de 2021, que é fruto de uma prospecção realizada na Fiocruz, pela Secretaria de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde e de uma ação interministerial que culminou com encaminhamento de uma medida provisória pela Presidência da República para o Congresso Nacional.
Nísia chamou atenção ainda para a transferência de tecnologia para o Brasil. “Significa a nacionalização desta vacina que será integralmente produzida por Bio-Manguinhos/Fiocruz. Isso ocorrerá a partir do segundo semestre de 2021. É mais um importante desenvolvimento da ciência brasileira e da Fiocruz”, observou.
Vacinação
Nísia destacou, no entanto, que é importante salientar que o calendário de vacinação é definido pelo Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde e depende do desenvolvimento da fase 3 dos testes clínicos. “É uma pesquisa fundamental para avaliação da eficácia e segurança da vacina e do registro da Anvisa, a partir de um conjunto de dados que vão dos resultados da pesquisa, às condições de produção e ao controle de qualidade que faremos em Bio-Manguinhos, na Fiocruz. Portanto, é um processo complexo que envolve várias etapas simultâneas. Nós podemos, sim, dar uma mensagem de esperança que veio da ciência e da saúde Pública”, afirmou.
Segundo Nísia, ao mesmo tempo a Fiocruz contribui com testes clínicos de outras vacinas em uma visão de que não é uma competição, mas ações voltadas para a vacina como bem público. A presidente acrescentou que a fundação tem ainda dois projetos importantes para o desenvolvimento de vacinas nacionais, mas que ainda não estão em fase de testes clínicos, que são a de Bio-Manguinhos e a produzida em cooperação entre a Fiocruz de Minas Gerais e a Universidade Federal de Minas Gerais. “São dois caminhos promissores da ciência brasileira, porque temos que aprender muito sobre esse vírus e certamente novas vacinas serão necessárias”.
Cerimônia
Nesta segunda-feira, a presidente da Fiocruz participou de uma cerimônia no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na região portuária do Rio, onde o arcebispo Metropolitano do Rio, dom Orani João Tempesta, celebrou uma missa. Na celebração em memória dos fiéis que morreram, especialmente as vítimas fatais da pandemia, o cardeal lembrou, neste Dia de Finados, a dificuldade de parentes que perderam entes queridos e não puderam se despedir deles pessoalmente por causa da covid-19.
Dom Orani disse também que esse período de pandemia diante das mortes levou todos a pensar nesse momento diferente e a razão da vida mesmo no sofrimento e na dor. O religioso destacou a importância de rezar pelos pesquisadores e profissionais de saúde, tanto pelos que morreram, quanto pelos que estão na ativa e pelos que trabalham no desenvolvimento das vacinas. “Para que sejam iluminados e com toda a prudência e toda a ciência e todo o conhecimento possam encontrar os caminhos também para esta solução”, disse.
Ao fim da missa, dom Orani acendeu uma pira batizada de Chama da Esperança para iluminar os cientistas nos estudos da vacina contra o novo coronavírus. A pira só será apagada quando a vacina contra a doença for descoberta e reconhecida pela comunidade e órgãos científicos. A Fiocruz recebeu uma vela com a chama da pira que vai permanecer nas suas instalações. “A Fiocruz levará essa chama para nos acompanhar, simbolizando o trabalho da ciência e do nosso Sistema Único de Saúde”, disse a presidente da Fiocruz.
Dom Orani acendeu uma pira para iluminar os cientistas nos estudos da vacina – Nina Lima/ divulgação do crematório/ cemitério da penitência
Jardim in Memoriam
Logo após acender a pira, o cardeal batizou o Jardim in Memoriam, que tem 30 metros de extensão numa área de mil metros quadrados e ao ar livre na forma de um columbário-jardim formado por 157 estruturas tubulares de três a seis metros de altura que desembocam num espelho d’água. O cemitério abriga desde setembro um memorial das vítimas da Covid-19, realizado pela mesma arquiteta.
Depois de batizar o jardim, dom Orani, plantou no Jardim in Memoriam uma muda de jequitibá-açu, árvore-símbolo do Rio de Janeiro, que está em extinção e representa a perpetuidade e a evolução da vida. O plantio de árvores neste dia de Finados foi sugerido pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e também é uma referência a importância da preservação do meio ambiente e contra as queimadas no país.
Missas não serão celebradas nos cemitérios públicos. Prefeitura também proibiu vendas de artigos religiosos no entorno dos locais, mas regra foi desobedecida.
Ayrton Freire
É dia de lembranças. Algumas pessoas ainda sofrem com suas perdas. Outras, se alegram com as boas memórias deixadas pelos que já se foram. Nesta segunda-feira (2), quando é comemorado o Dia de Finados, os natalenses voltaram aos cemitérios da capital para homenagear seus entes queridos. Algumas tradições, no entanto, foram alteradas por causa da pandemia da covid-19.
As celebrações religiosas, que normalmente são realizadas nos cemitérios públicos da capital, foram canceladas. A Arquidiocese de Natal recomendou a celebração nas igrejas que já retomaram suas programações, além de transmissões pelas redes sociais.
A Prefeitura de Natal também proibiu a venda de artigos religiosos nas proximidades dos cemitérios, mas sem fiscalização, foi possível ver vários comerciantes no entorno.
Na manhã desta segunda (2), a assistente social Roseane do Vale visitou o túmulo do marido, com quem viveu por 35 anos, no cemitério do Bom Pastor. Ele morreu há dois anos, vítima de uma doença respiratória, mas só deixou boas lembranças. “Foi um grande homem. Cuidou de mim e dos nossos dois filhos. Por isso, venho aqui homenageá-lo. Venho todos os meses, inclusive”, contou.
A merendeira Zélia Nascimento aproveitou o feriado para visitar os túmulos da mãe, falecida há 8 anos, do pai, que morreu há 30 anos e da irmã que perdeu 34 anos atrás. “A saudade aperta, e eu me sinto bem em vir, visitar, limpar, orar. É uma dor grande, a de perder alguém, mas precisamos conviver com isso”, diz.
Já o luto da comerciante Jaqueline de Almeida é mais recente. Ela visitou o túmulo da tia, que faleceu há duas semanas, mas também lembrou dos familiares e do marido, assassinado há 13 anos. “Minha tia passou 19 anos lutando. Tinha problemas no coração. Viveu intensamente. Deus levou. Já meu marido foi assassinado há 13 anos. Uma dor enorme. Ainda tenho meu pai, avó, irmão e tio enterrados aqui”, lembra.
Visitas
De acordo com a Prefeitura de Natal, os oito cemitérios públicos da cidade adotaram medidas de segurança sanitária recomendadas pela Secretaria Municipal de Saúde em decorrência da pandemia do Covid-19. O município ainda orientou que os cidadãos começassem as visitações ainda na semana passada, para evitar aglomerações. O horário é das 7h às 17h. É obrigatório o uso de máscara e de álcool em gel.